Museu de Arte Sacra da Paróquia de S. Miguel de Vila das Aves
As minhas 7 Palavras
1. Título
Nas minhas insignificantes diligências encontrei somente quatro vezes a designação “Museu de Arte Sacra”: no Seminário Maior do Porto, em Arouca, na Capela da Lapa (V. N. de Famalicão) e na paróquia de Antas (V. N. de Famalicão). Partindo da minha dúvida metódica procurei assegurar a definição terminológica, e recordei o que o actual Presidente da Comissão de Arte Sacra e Obras, Padre Dr. José Manuel de Oliveira Ribeiro, afirmou na Conferência que fez na III Semana de Estudos Teológicos, organizada em Braga pela Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa, na qual me inscrevi: algo é sacro somente quando é cultural, consagrado, e daí se concluir, afirmou o mesmo Professor de Arqueologia e Arte Cristãs, que a Arte Sacra é a que está ao serviço da Liturgia.
No dia seis de Dezembro passado o meu caro amigo Padre Dr. Armando Ribeiro, que está a trabalhar no OSSERVATORE ROMANO, escreveu no Semanário Voz de Lamego um curioso artigo intitulado Museus Eclesiásticos, na sequência da publicação em quinze de Agosto de 2001 do documento da Pontifícia Comissão para os Bens Culturais da Igreja sobre a «Função Pastoral dos Museus Eclesiásticos». No seguimento desta mesma terminologia, o Senhor Arcebispo Primaz de Braga, Dom Jorge Ortiga, referiu-se aos museus eclesiásticos na inauguração do Museu de Mouquim, ocorrida em Julho p.p.; Sua Excelência Reverendíssima talvez tivesse em mente a criação da Associação Portuguesa de Museus da Igreja Católica, ocorrida em nove de Fevereiro passado, que fala da função catequética e evangelizadora dos Museus eclesiásticos.
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