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	<title>Paróquia de S. Miguel de Vila das Aves &#187; Pároco</title>
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		<title>Cinco Grupos Bíblicos</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Jul 2010 08:10:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pplware</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pároco]]></category>

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		<description><![CDATA[O  encerramento  do   primeiro ano dos cinco grupos bíblicos, na noite de sexta-feira, dia vinte e cinco de Junho de 2010, constituiu um acontecimento de grande importância para a pastoral paroquial.

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No auditório estiveram presentes as Irmãs Paulinas do Porto (Mariana e Gorete, animadoras da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O  encerramento  do   primeiro ano dos cinco grupos bíblicos, na noite de sexta-feira, dia vinte e cinco de Junho de 2010, constituiu um acontecimento de grande importância para a pastoral paroquial.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_julho2010/foto00_small.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;">[<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_julho2010/foto01.jpg" class="lightview" rel="gallery[381]">01</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_julho2010/foto02.jpg" class="lightview" rel="gallery[381]">02</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_julho2010/foto03.jpg" class="lightview" rel="gallery[381]">03</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_julho2010/foto04.jpg" class="lightview" rel="gallery[381]">04</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_julho2010/foto05.jpg" class="lightview" rel="gallery[381]">05</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_julho2010/foto06.jpg" class="lightview" rel="gallery[381]">06</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_julho2010/foto07.jpg" class="lightview" rel="gallery[381]">07</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_julho2010/foto08.jpg" class="lightview" rel="gallery[381]">08</a>]</p>
<p><span id="more-381"></span></p>
<p style="text-align: justify;">No auditório estiveram presentes as Irmãs Paulinas do Porto (Mariana e Gorete, animadoras da Semana Bíblica realizada em Março de 2009) que tinham combinado o esquema da celebração com a Drª Felisbela Freitas, coordenadora geral dos cinco grupos bíblicos nesta paróquia de São Miguel de Vila das Aves (foto nº1). Entronizada a Bíblia (foto nº2) pelos cinco animadores dos grupos, foram apresentados os elementos dos grupos com seus nomes, símbolos e cores.</p>
<p style="text-align: justify;">Na foto nº3 está o grupo “Filhos da Luz”.<br />
Na foto nº4 temos o grupo “Crer é partilhar”.<br />
Na foto nº5 encontra-se o grupo “Esperança, paz e amor”.<br />
Na foto nº6 pode-se ver o grupo “Obediência”.<br />
Na foto nº7 apresenta-se o grupo “Consensuais”.</p>
<p style="text-align: justify;">O momento mais alto foi quando toda a gente cantou a passagem dos Actos dos Apóstolos (2,42-47), apropriada à melodia das estrofes da música: “onde se reunem dois ou três em Meu nome”. O momento mais baixo foi quando toda a gente estava em fecundo silêncio e um telemóvel começou a fazer ouvir a sua música irritante!</p>
<p style="text-align: justify;">As duas projecções “paulinas” enriqueceram o louvor divino. O Pároco falou da força centrífuga e centrípeta que a Palavra de Deus deverá ter em cada grupo, pediu a quatro grupos para no 2º ano de actividades, que irá começar em vinte e quatro de Setembro p.f., conquistarem pelo menos um jovem para o seu grupo; finalmente a todos pediu para não estragarem o Pai Nosso que Jesus ensinou. O convívio final à volta de um grande bolo “bem regadinho”, foi um fecho muito familiar após duas horas muito criativas e festivas (foto nº8).</p>
<p style="text-align: justify;">A Drª Felisbela Freitas, que esteve no Centro Cultural e Pastoral da Arquidiocese de Braga na tarde de domingo, dezoito de Outubro de 2009, na apresentação pública do Departamento de Animação Bíblica da Pastoral, está deveras consciente da importância da Palavra de Deus na vida da Igreja. Igualmente a qualificada presença e conferência no Conselho Pastoral Paroquial de Vila das Aves do Professor Dr. João Alberto Correia,  em  trinta  de  Janeiro  passado,  foi  uma  mais-valia para esta longa caminhada bíblica em boa hora encetada.</p>
<p style="text-align: justify;">Para melhor incentivar este bíblico caminhar, o Padre Rui Santiago, Redentorista, falou na Rádio Antena Um entre as sete e as oito horas no domingo vinte e sete de Junho passado, dizendo que por duas vezes foi convidado a falar  da  Palavra de Deus, e somente levou consigo a Bíblia! As pessoas perguntaram-lhe se não ia usar o projector multimédia; ele respondeu que anunciar o Reino de Deus hoje com meios modernos é voltar a trabalhar em pequenas comunidades!</p>
<p style="text-align: justify;">Sejam os nossos cinco grupos verdadeiras oficinas de competências e vivências bíblicas.</p>
<p style="text-align: justify;">Vila das Aves, 06/Julho/2010, terça-feira, dia da memória facultativa da Virgem e Mártir Santa Maria Goretti que se venera na nossa Igreja Matriz.</p>
<p>Padre Fernando de Azevedo Abreu.</p>
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		<title>Jovens Avenses esmiuçaram visita Papal</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jun 2010 14:17:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pplware</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pároco]]></category>

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		<description><![CDATA[No último dia do Papa Bento XVI em Portugal, o Dom Januário Torgal Ferreira perguntou: depois de tudo isto o que cada diocese vai fazer?

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De facto, os sete discursos e as três homilias que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No último dia do Papa Bento XVI em Portugal, o Dom Januário Torgal Ferreira perguntou: depois de tudo isto o que cada diocese vai fazer?</p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_junho2010/foto00_small.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;">[<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_junho2010/foto01.jpg" class="lightview" rel="gallery[363]">01</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_junho2010/foto02.jpg" class="lightview" rel="gallery[363]">02</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_junho2010/foto03.jpg" class="lightview" rel="gallery[363]">03</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_junho2010/foto04.jpg" class="lightview" rel="gallery[363]">04</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_junho2010/foto05.jpg" class="lightview" rel="gallery[363]">05</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_junho2010/foto06.jpg" class="lightview" rel="gallery[363]">06</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_junho2010/foto07.jpg" class="lightview" rel="gallery[363]">07</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_junho2010/foto08.jpg" class="lightview" rel="gallery[363]">08</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_junho2010/foto09.jpg" class="lightview" rel="gallery[363]">09</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_junho2010/foto10.jpg" class="lightview" rel="gallery[363]">10</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_junho2010/foto11.jpg" class="lightview" rel="gallery[363]">11</a>]</p>
<p style="text-align: center;">[<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_junho2010/foto12.jpg" class="lightview" rel="gallery[363]">12</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_junho2010/foto13.jpg" class="lightview" rel="gallery[363]">13</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_junho2010/foto14.jpg" class="lightview" rel="gallery[363]">14</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_junho2010/foto15.jpg" class="lightview" rel="gallery[363]">15</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_junho2010/foto16.jpg" class="lightview" rel="gallery[363]">16</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_junho2010/foto17.jpg" class="lightview" rel="gallery[363]">17</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_junho2010/foto11.jpg" class="lightview" rel="gallery[363]">18</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_junho2010/foto19.jpg" class="lightview" rel="gallery[363]">19</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_junho2010/foto20.jpg" class="lightview" rel="gallery[363]">20</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_junho2010/foto21.jpg" class="lightview" rel="gallery[363]">21</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_junho2010/foto22.jpg" class="lightview" rel="gallery[363]">22</a>]</p>
<p><span id="more-363"></span></p>
<p>De facto, os sete discursos e as três homilias que o Santo Padre proferiu mereceram dos jovens avenses aprofundada reflexão que despertou forte interpelação. Está de parabéns o Alexandre Silva, pois como Coordenador da Pastoral de Jovens Avense (na foto 18 ele está ao centro) conseguiu aproveitar o Encerramento do Mês de Maria para que oito grupos e movimentos esmiuçassem as intervenções deste Pastor Universal,  eleito em dezanove de Abril de 2005 quando três dias antes tinha feito setenta e oito anos.</p>
<p>Às dez horas de domingo trinta de Maio de 2010, ultimavam-se os preparativos para a encenação (fotos 1 e 2), os participantes foram chegando (fotos 3,4 e 5) e os músicos (Eduardo Cruz, na viola e o Dr. João Carlos Carvalho Fernandes, na flauta transversal) fizeram a animação musical (foto 6).</p>
<p>Para a celebração da Eucaristia das 11,15 horas no recinto exterior do Patronato houve uma procissão com acentuada subida (foto 17) que nos fez pensar como é sempre difícil escalar o monte Calvário.</p>
<p>Nas fotos 8 e 9 já estamos a cantar o cântico de entrada com expressão corporal, e Nossa Senhora e os três Pastorinhos (foto 10) estavam contentes com a devoção dos presentes. O Grupo Pacificanto (foto 11, já contando com a Mestre Sandra Pereira (organista) e com a Sílvia Fernandes (soprano), responsabilizou-se pela programação  e interpretação dos cânticos da Solenidade da Santíssima Trindade. Acolitaram o Alcino e a Marisa, Coordenadora dos Jovens em Caminhada Renascer e presentemente psicóloga em Resende.</p>
<p>Na foto 12 o Volume Sete salientou esta frase do Papa Bento XVI: ”Fazei coisas belas, mas sobretudo tornai as vossas vidas lugares de beleza”.</p>
<p>Na foto 13 o Volume Oito registou: “a missão da Igreja é propor e não impor”.<br />
Na foto 14 o Volume Nove escolheu esta frase: “Aqui estou como um filho que vem visitar a sua Mãe”.<br />
Na foto 15 o Volume Dez comunicou: “é dramático tentar encontrar a Verdade sem ser em Jesus Cristo”.<br />
Na foto 16 os Escuteiros do Agrupamento 0004 do C.N.E. de Vila das Aves ilustraram assim uma frase de Bento XVI: “o coração do Bom Samaritano é um coração que vê”.</p>
<p>Na foto 17 a Flávia apresentou a Arca com a Bíblia da Paróquia, pois durante este mês de Maio cada secção transcreveu dois capítulos do Apocalipse.</p>
<p>Na foto 18 a Companhia das Guias de Portugal valorizou a “necessidade de verdadeiras testemunhas de Jesus Cristo sobretudo nos meios humanos onde o silêncio da Fé é mais amplo e profundo”.</p>
<p>Na foto 19 os Jovens do Grupo Coral ostentaram que “os homens são chamados a aderir ao conhecimento e ao amor de Deus”.</p>
<p>Nas fotos 20 e 21 os Jovens em Caminhada Renascer, verdadeira força motriz da Pastoral de Jovens Avense, fizeram estas duas citações: “Estou sempre convosco até ao fim dos tempos”, e “&#8230;Cristo não está a 2000 anos de distância”.</p>
<p>Finalmente a foto 22 poderá ser legendada com estas palavras conclusivas do Bispo do Porto, Dom Manuel Clemente: “nestes dias em que o Papa esteve em Portugal é mais fácil ser feliz”.</p>
<p>Compete-me agora dizer: quem estiver aferrolhado e/ou tapado perante a alastrante descrença queira humildemente reconhecer que o Espírito de Deus conduz o nosso Papa Bento XVI para acções onde os recursos da Fé defendem a grandeza da Razão!</p>
<p>Obrigado, jovens avenses, pelo artístico e poético testemunho da nova presença da inteligência da Fé.</p>
<p>Vila das Aves, 01/Junho/2010, primeira terça-feira do mês, e dia da memória obrigatória do Mártir São Justino a quem hoje mesmo irei suplicar o eterno descanso por Maria de Jesus da Costa que morreu com cem anos de idade, repletos da sabedoria divina.</p>
<p>Também já valorizei São Justino quando há dez anos fui às confecções Goela (na Barca) para, às 15,30 horas dessa quinta-feira, proceder à bênção daquele ambiente laboral onde mais ou menos cento e vinte ou cento e trinta pessoas estavam perante o espectro do despedimento; quem segurou na caldeira (com água benta e hissope) foi Maria Emília, de Riba de Ave. Nesse ano jubilar de 2000, fui lá a convite da Dona Isabel e, perante o gerente alemão chamado Sam, a todos falei da sabedoria vivencial deste São Justino à luz da leitura proclamada pela trabalhadora Helena Alves e do Salmo Responsorial (Enviai, Senhor, o vosso Espírito) escolhido pela Barsilisa Gouveia; estou recordado de lhes ter falado do filósofo Crescente que ficando KO na disputa pública com o filósofo Justino foi acusá-lo ao Governador de Roma  (Rústico) de seguir uma religião proibida pelo Imperador Romano, chamado Marco Aurélio.</p>
<p>Sete anos depois, na sexta-feira, dia um de Junho de 2007, São Justino voltou a ser celebrado por mim na oração inicial aquando da reunião de Direcção do Lar Familiar da Tranquilidade, pois este célebre filósofo galileu pagão, nascido mais ou menos setenta anos depois da Ressurreição e Ascensão de Cristo ao Céu, na sua longa procura da verdade chegou à conversão a Cristo-Verdade aconselhado por um velho judeu cristão, quando ainda não tinha trinta anos. Saber ouvir os mais velhos é também um  exemplo a seguir com os piedosos velhinhos dessa Instituição.</p>
<p>Sejam os jovens avenses mais devotos de São Justino para que continuem a aproveitar bem este tempo de plena fermentação eclesial a fim de conquistarem entre os Trifões avenses o direito de cidadania. Certamente terão a alegria de ver que os seis incontestáveis seguidores de São Justino no martírio não precisaram que ele fosse presbítero para ser mestre da sabedoria nos primórdios do diálogo entre o Deus de Platão e o Deus da Bíblia!</p>
<p>Padre Fernando de Azevedo Abreu.</p>
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		<title>Estela João, Tenta Acreditar</title>
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		<pubDate>Wed, 05 May 2010 00:02:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pplware</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pároco]]></category>

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		<description><![CDATA[Não se trata de um nome fictício, pois Estela João é aquela pessoa que eu referi no artigo “Seminaristas comemoram o centenário do ex-seminarista”, publicado no Diário do Minho de quatro de Setembro de 1990, e concernente ao passeio de oito ciclistas que pedalaram de Vila das Aves até Vila Real em cuja Universidade a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Não se trata de um nome fictício, pois Estela João é aquela pessoa que eu referi no artigo “Seminaristas comemoram o centenário do ex-seminarista”, publicado no Diário do Minho de quatro de Setembro de 1990, e concernente ao passeio de oito ciclistas que pedalaram de Vila das Aves até Vila Real em cuja Universidade a nossa paroquiana Estela João tinha concluído brilhantemente, nesse mesmo ano, a sua licenciatura em  Biologia e Geologia.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-346"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Hoje a Estela João é professora de Biologia/Geologia e Área de Projecto na Escola Secundária de Vila das Aves, está casada catolicamente com Jorge Manuel desde o dia 25 de Abril de 1992, pais de André João (15 anos) e de Rafael João (10 anos); ela, como já passou as “passas do Algarve” em questões de saúde, podia não continuar sensível à pastoral paroquial; mas resolveu telefonar-me no sábado, dia vinte de Março de 2010, precisamente quando faltavam dez minutos para eu celebrar a Eucaristia vespertina na nossa Igreja Matriz.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela queria que a nossa paróquia recebesse o benefício da consignação de 0,5% do seu IRS. Ora eu, que nunca tinha falado aos paroquianos deste assunto melindroso (a julgar pelo tabu alimentado por este ou aquele iluminado), tive de lhe dizer que a Conferência Episcopal Portuguesa, contrariando a lei fiscal, não permite (à luz do artigo 27 da Concordata) que as paróquias possam aderir a este sistema de percepção de receitas fiscais, mas somente às Instituições Particulares de Solidariedade Social sob a sua jurisdição. Como na Vila das Aves as associações rondam a vintena, certamente a Estela João encontrou facilmente a solução.</p>
<p style="text-align: justify;">Para mim, não está em jogo o montante deveras insignificante de tal receita para o Fundo Paroquial, nem está em jogo a dificuldade dos latinos aceitarem um imposto concordatário, como referiu António José da Silva no “Solidariedade” de Janeiro p.p.; para mim o mais importante é como viabilizar a exequibilidade desta afirmação dimanada da reunião plenária do Conselho Presbiteral da Arquidiocese de Braga, realizada em dezasseis de Novembro de 2009: “transferir actividades dos Párocos para leigos contratados”; é que a missão real da Igreja é envolvente de duas vertentes laical e clerical a nível paroquial;  sobre isto já me referi no artigo de Dezembro de 2009, publicado na Net. Mas como o Senhor Arcebispo Primaz de Braga e Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, Dom Jorge Ortiga, esteve a falar ao clero famalicense na quarta-feira, dia seis de Janeiro de 2010, sobre o benefício da consignação de 0,5% do IRS, perguntei-lhe publicamente: como é possível a uma paróquia equilibrar as suas contas tendo despesas certas e receitas incertas?</p>
<p style="text-align: justify;">Perante a resposta de “continuarmos a procurar soluções, tradicionais ou mais originais”, lembrei-me da tão ousada e badalada iniciativa do Pároco de Campo, do Arciprestado de Barcelos, e de Dom Manuel Vieira de Matos que há 88 anos determinou os “Usos e Costumes”, conforme aqui vão publicados para eventual tese de doutoramento.</p>
<p style="text-align: justify;">Também registo que eu, aos 62 anos de idade, e como Presidente do Conselho da Fábrica da Igreja Paroquial de São Miguel das Aves terei de sujeitar-me à nova lei do sistema contributivo da Segurança Social nº 110/2009, calculando e pagando os meus descontos, pois a Diocese deixará de ser a entidade patronal. Pergunto: este assunto (bem como os posteriores ao berbicacho da Concordata assinada em 18 de Maio  de 2004), não merecerá mais diálogo e formação permanente do que a exposição seca e fugidia do Senhor Dr. Mário Paulo (dos Serviços Centrais da Arquidiocese de Braga) aos membros dos Conselhos Económicos do Arciprestado de Vila Nova de Famalicão, reunidos em Landim na tarde de domingo, dia dezassete de Janeiro p.p.?</p>
<p style="text-align: justify;">Estela João, quero voltar ao desafio aqui epigrafado; tenta acreditar como eu vou tentando acreditar na estratégia e não em algumas tácticas; ou seja, os Senhores Bispos estrategicamente e até profeticamente vislumbrarão objectivos finais para o bem da Igreja; devemos, pois, acreditar. Mas o procedimento, para se contornar as dificuldades com tácticas conjunturais, não tem sido merecedor da tão  necessária adesão das “bases” laicais e presbiterais. Vejamos o agendamento da recente táctica de uma sessão nas Jornadas de Direiro Canónico, organizadas em Fátima pela Universidade Católica Portuguesa, concretamente no passado dia 23 de Abril: “remuneração e sustentação do clero”!</p>
<p style="text-align: justify;">Estela João, para que a “Palavra tome conta de nós”, tenta acreditar que a estratégia revelada por Deus a Moisés foi o Seu Povo chegar à Terra Prometida; mas, a última táctica adoptada para lá chegar já não foi cumprida por Moisés, mas sim pelo seu sucessor Josué!</p>
<p style="text-align: justify;">Para remissão dos meus pecados, afirmo que o “quase-Pároco ou quem legalmente o substituir” na presidência do Conselho da Fábrica da Igreja/Conselho Económico Paroquial diligenciará mais e melhor pela conveniente administração dos bens da paróquia, certamente obtendo o benefício da consignação deste ou de outro  imposto fiscal.</p>
<p style="text-align: center;">Bem-haja, Estela João!<br />
Vila das Aves, 04 de Maio de 2010-1ª terça-feira do mês.<br />
Padre Fernando de Azevedo Abreu.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Coruja Defensora e Agressora</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 19:53:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pplware</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pároco]]></category>

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		<description><![CDATA[Dizem que a coruja tem cabeça e olhos grandes, que sabe muito bem rapinar de noite e que também sabe mostrar suas garras para proteger seus filhos. Seu piar algo comovente tem sido ouvido pelas pessoas que na quarta-feira da Semana Santa nos anos 2008 e 2009 têm participado na Via-Sacra feita pelos nossos Jovens [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Dizem que a coruja tem cabeça e olhos grandes, que sabe muito bem rapinar de noite e que também sabe mostrar suas garras para proteger seus filhos. Seu piar algo comovente tem sido ouvido pelas pessoas que na quarta-feira da Semana Santa nos anos 2008 e 2009 têm participado na Via-Sacra feita pelos nossos Jovens em Caminhada Renascer, precisamente por entre as árvores existentes no adro da nossa Igreja Matriz. O que eu não sabia é que tal coruja tinha movido guerra activa pelo menos a cinco pessoas.</p>
<p>Vou contar essa ocorrência.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone" src="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_abril2010/imagem_coruja01_small.jpg" alt="" width="425" height="319" /></p>
<p><span id="more-324"></span></p>
<p style="text-align: justify;">No fim da adoração mensal realizada na nossa Igreja Matriz às vinte e uma horas do dia dois de Março deste ano de 2010, o António Maria Pinheiro Monteiro, a Albertina (sua esposa) e a Nazaré (irmã dela) disseram ao Padre Fernando no adro da nossa Igreja Matriz: na Alameda do Padre Álvaro Guimarães uma coruja atacou o avô da Patrícia e até foi preciso levá-lo ao hospital!  Como eu fiquei bastante incrédulo, disse-lhes que ia perguntar à Patrícia no próximo domingo, dia sete de Março, pois ela é pioneira e encontrá-la-ei no fim da Eucaristia das 8,30 horas que será a Reunião de Piedade dos Escuteiros do nosso Agrupamento 0004 do C.N.E. de Vila das Aves.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma vez que ela me disse ter sido verdade, quis deslocar-me imediatamente ao local e lá encontrei a sua avó paterna Isaura Oliveira Carvalho que me explicou os seguintes pormenores ocorridos na sexta-feira, dia vinte e seis de Fevereiro de 2010; seu filho Abílio Manuel de Oliveira Carvalho, pelas dezoito horas ia a sair do nosso adro para descer a Alameda e junto da segunda árvore do seu lado esquerdo viu uma pequena coruja em cima do paredão e, ao dirigir-se para junto dela, a coruja-mãe, que estava no galho da árvore a mirar a filhota, rapidamente fez um voo picado, tendo-o arranhado na cabeça e batido nas ventas com as suas asas! Ao chegar a casa, que fica a cinquenta metros de distância, contou o sucedido a seu pai César; os dois quiseram voltar ao local para melhor se inteirarem da coruja que lá ficou; mal chegaram ao local o ataque da coruja-mãe foi tão rápido e violento que o olho esquerdo do César ficou logo a sangrar!</p>
<p style="text-align: justify;">Regressados a casa, pois a noite escondia a coruja agressora, as dores foram aumentando, e no dia seguinte foi levado ao hospital de Riba de Ave; passadas duas horas os Bombeiros levaram-no para o hospital de Santo António, no Porto, de onde regressou a casa às vinte e duas horas após ter comprado na farmácia um medicamento que lhe custou cerca de quarenta euros. A meio da conversa fiquei a saber que tal coruja já tinha atacado não só um senhor chamado Paulo, mas também dois “namorados” que não convém agora identificar. Talvez cansada de tanto atacar, ou para melhor proteger a sua filhota, a coruja foi habitar no eucaliptal existente nas redondezas.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_abril2010/imagem_coruja02.jpg" class="lightview" rel="gallery[324]"><img class="alignnone" src="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_abril2010/imagem_coruja02_small.jpg" alt="" width="425" height="319" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Na fotografia tirada do lado poente ao local da agressão, e aqui publicada, estão as seguintes pessoas identificadas da direita para a esquerda: César Augusto Pereira Ribeiro (2º agredido), Abílio Manuel de Oliveira Carvalho (1º agredido), Isaura Oliveira Carvalho (esposa do 2º agredido), Ana Patrícia Moreira Carvalho (filha do 1º agredido) e Padre Fernando de Azevedo Abreu, o contador desta ocorrência.</p>
<p style="text-align: center;">Vila das Aves, 06/04/2010, terça-feira da Oitava da Páscoa.</p>
<p style="text-align: center;">Padre Fernando de Azevedo Abreu.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Reverências Escutistas</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Mar 2010 14:18:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pplware</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pároco]]></category>

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		<description><![CDATA[Baden-Powell faria cento e cinquenta e três anos no dia vinte e dois de Fevereiro de 2010. O nosso Agrupamento 0004 do C.N.E. de Vila das Aves mais uma vez prestou-lhe “reverência” com uma Vigília de Oração e Promessas na Igreja Matriz, às 20,30 horas de sábado, vinte de Fevereiro passado. De facto o Escutismo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Baden-Powell faria cento e cinquenta e três anos no dia vinte e dois de Fevereiro de 2010. O nosso Agrupamento 0004 do C.N.E. de Vila das Aves mais uma vez prestou-lhe “reverência” com uma Vigília de Oração e Promessas na Igreja Matriz, às 20,30 horas de sábado, vinte de Fevereiro passado. De facto o Escutismo Católico Português continua a dar um  enorme  contributo  à dimensão espiritual do Baden-Powell e do movimento que fundou a nível mundial. O actual Assistente Nacional do C.N.E., Padre Rui Silva, ao valorizar Baden-Powell como cristão convicto, tem-nos feito cada vez mais sonhar com o seu Ideal Escutista.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_marco2010/foto01_small.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;">[<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_marco2010/foto01.jpg" class="lightview" rel="gallery[297]">01</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_marco2010/foto02.jpg" class="lightview" rel="gallery[297]">02</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_marco2010/foto03.jpg" class="lightview" rel="gallery[297]">03</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_marco2010/foto04.jpg" class="lightview" rel="gallery[297]">04</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_marco2010/foto05.jpg" class="lightview" rel="gallery[297]">05</a>]</p>
<p><span id="more-297"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O substantivo do título deste meu artigo, já atrás aspado, foi intencionalmente escolhido porque Baden-Powell escreveu sobre “a reverência para com Deus, a reverência para com o próximo e a reverência para consigo mesmo enquanto servo de Deus”. Eu agora acrescento o seguinte: o mês de Fevereiro deste ano de 2010 irá ficar na história do C.N.E. como o mês da reverência à Igreja Católica. Para quem leu, como eu li, as vinte e cinco folhas A4 escritas a computador e muitas vezes com  letra reduzida, sobre a proposta de demissão do Conselho Fiscal e Jurisdicional Nacional do Escutismo Católico Português ficará a saber que os seus vários pareceres emitidos violaram gravemente a matriz e identidade próprias, contidas nos Estatutos e no Regulamento do C.N.E.</p>
<p style="text-align: justify;">Os Párocos e Assistentes dos Agrupamentos da Junta de Núcleo do C.N.E. de V.N. de Famalicão, reunidos no dia dezassete de Fevereiro passado, ouviram falar o Chefe Nacional do C.N.E. (Carlos Alberto Pereira) e o Chefe de Núcleo do C.N.E. de V.N. de Famalicão (Valdemar Magalhães), sobre a importância da reunião extraordinária do Conselho Nacional Plenário, marcada para  o dia vinte e sete deste mesmo mês de Fevereiro, a fim de votar a demissão do Conselho Fiscal Jurisdicional Nacional porque este órgão nacional do C.N.E. não estava a respeitar o alcance globalizante da sua pertença à Igreja Católica, e estava a caracterizar-se pelo agravamento da fracturante litigiosidade que em nada tem contribuído para a boa reputação do C.N.E., inclusive na net.</p>
<p style="text-align: justify;">Como sou Assistente do Agrupamento 0004 do C.N.E. de Vila das Aves, registo que tudo começou com a postura laicista e anticlerical subjacente no parecer jurisdicional emitido sobre o direito de voto por parte de um Assistente de Agrupamento da Região do Algarve na admissão de um associado.</p>
<p style="text-align: justify;">Como nesse encontro com os Párocos e Assistentes, o Chefe Nacional (Carlos Alberto Pereira) quis oferecer-me o livro “Escutismo e Desenvolvimento Espiritual”, da autoria do Corpo Nacional de Escutas, imediatamente me apercebi da reverência eclesialmente católica dos doze articulistas, tendo o Chefe Nacional escrito que na acção dialéctica Igreja e anti-Igreja, sempre existente ao longo dos tempos, há que respeitar a catolicidade do C.N.E., inscrita no seu ADN.</p>
<p style="text-align: justify;">Sem eu ter a missão nem pretensão de fazer recensão à referida publicação oferecida, desejo citar o que Matilde Santos nela escreveu: “para que possa acontecer animação da fé no Escutismo é preciso, antes de mais, que tenhamos Escutismo espiritualmente animado”. Nesta reciprocidade entre espírito escutista e fé, tenho de escrever que o nosso Agrupamento (foto nº1), como comunidade escutista, foi um espaço eclesial de evangelização nas reuniões que tive separadamente com Lobitos, Exploradores, Pioneiros, Caminheiros e Dirigentes em ordem à celebração da Fé que ocorreu na já referida Vigília de Oração, com Promessas de quatro Lobitos, 4 Exploradores e de 4 Pioneiros.</p>
<p style="text-align: justify;">A foto nº2 mostra a nossa reverência ao tema para este ano escolhido pela nossa Junta Regional de Braga do C.N.E.:”Nós Somos Palavra-Agir com São Nuno”.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas é imperativo metodológico eu referir que esta vizualização foi construída como peças de um puzzle levadas por escuteiros de todas as secções.</p>
<p style="text-align: justify;">Maria Luísa Nunes, in “Escutismo e Desenvolvimento Espiritual”, escreveu que São Nuno pela sua fé e perseverança na oração, foi o mais valoroso guerreiro de Portugal. Ao acolhermos a Palavra de Deus, indicada para o dia litúrgico de São Nuno de Santa Maria, a nossa crente e orante reverência foi cantar estas estrofes que apropriei para cada reunião em ordem à litúrgica celebração; desde já os merecidos parabéns à Caminheira Cristina que fez de Salmista ao cantar o Salmo Responsorial que tinha esta estrofe: “Eu Vos amo, Senhor: Vós sois a minha força”.</p>
<p style="text-align: center;">“Nós somos Palavra-agir com S. Nuno”:<br />
É uma boa Caçada para os Lobitos.<br />
Bálu, Báguira, mais a Cá são amigos,<br />
Xer Cane e Tábaqui são os inimigos.</p>
<p style="text-align: center;">“Nós somos Palavra-agir com S. Nuno”:<br />
É uma Aventura para os Exploradores.<br />
Ben-Sirá não foi um dos aventureiros<br />
Como São Nuno foi na dos Atoleiros.</p>
<p style="text-align: center;">“Nós somos Palavra-agir com S. Nuno”:<br />
Bom Empreendimento dum Pioneiro.<br />
Que na Rosa-dos-ventos encontrará<br />
Salmista em Aljubarrota verdadeiro.</p>
<p style="text-align: center;">“Nós somos Palavra-agir com S. Nuno”:<br />
Prò Caminheiro é mística vencedora.<br />
Atoleiros, Aljubarrota, Valverde,<br />
Ceuta e Carmo tiveram “calculadora”.</p>
<p style="text-align: center;">“Nós somos Palavra-agir com S. Nuno”:<br />
É grande renúncia para os Dirigentes;<br />
Que à luz da simbologia da Família,<br />
Terão de ser deveras mais exigentes.</p>
<p style="text-align: justify;">A foto nº3 certamente é a mais importante porque regista o momento da Promessa cujo texto começa pela alusão fundamental e vivencial ao sentido da honra.</p>
<p style="text-align: justify;">As fotos 4 e 5 mostram-nos respectivamente os Exploradores e Pioneiros com seus Dirigentes, onde a “boa disposição de espírito” é reinante e irradiante.</p>
<p style="text-align: justify;">A Vigília também teve o momento da entrega da Insígnia de bronze de Progresso a cinco Pioneiros.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo terminou com o Chefe de Agrupamento Joaquim Sérgio a receber os parabéns e uma simbólica prenda do Assistente pelos 33 anos de idade que ele ia completar no domingo que estava prestes a começar.</p>
<p style="text-align: justify;">Vila das Aves, 02/Março/2010/ terça-feira, e também o segundo dia do ano jubilar comemorativo dos duzentos anos do nascimento de Chopin na Polónia, o qual aos vinte anos partiu para França, país natal de seu pai, tendo morrido aos trinta e três anos de idade.</p>
<p style="text-align: justify;">Padre Fernando de Azevedo Abreu.</p>
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		<title>Fui Congressista</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Feb 2010 11:01:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pplware</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pároco]]></category>

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		<description><![CDATA[Quis o meu sucessor na paroquialidade de Lousado, o meu caro amigo Padre Eusébio Baptista, dizer-me: eu vi-te na net! Igualmente ouvi o I Bispo de Setúbal, o Emérito Dom Manuel Martins, dizer-me: o Senhor foi visto no Congresso!

[01] [02]

Realmente a foto nº1 que ilustra este texto veio publicada no Diário do Minho de quinta-feira, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Quis o meu sucessor na paroquialidade de Lousado, o meu caro amigo Padre Eusébio Baptista, dizer-me: eu vi-te na net! Igualmente ouvi o I Bispo de Setúbal, o Emérito Dom Manuel Martins, dizer-me: o Senhor foi visto no Congresso!</p>
<p style="text-align: center;"><img style="padding-right: 8px; border: initial none initial;" src="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_fevereiro2010/foto01_small.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;">[<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_fevereiro2010/foto01.jpg" class="lightview" rel="gallery[258]">01</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_fevereiro2010/foto02.jpg" class="lightview" rel="gallery[258]">02</a>]</p>
<p><span id="more-258"></span><br />
Realmente a <strong>foto nº1</strong> que ilustra este texto veio publicada no Diário do Minho de quinta-feira, dia catorze de Janeiro de 2010, e nela se mostra o ambiente da oração de Laudes que os trezentos Congressistas tiveram, com apoio de maravilhosa   brochura a todos distribuída; curiosamente estou sentado à direita do jovem congressista revestido de cor branca, chamado João Paulo Brito Costa que presentemente é Diácono a estagiar junto do nosso Arcipreste de Vila Nova de Famalicão, o Padre Dr. Mário Rodrigues, que está à sua esquerda.</p>
<p style="text-align: justify;">Este Congresso Internacional “À Escuta da Palavra” decorreu no Auditório Vita, sito no Seminário de Nossa Senhora da Conceição, em Braga, nos dias 12 a 15 de Janeiro deste ano de 2010, e versou sobre o Presbítero porque está a decorrer a nível mundial o Ano Sacerdotal sob o patrocínio do Santo Cura de Ars, Padre João Maria Vianney.</p>
<p>Eis alguns pormenores que livremente desejo registar sobre o que ouvi dos Conferencistas.</p>
<p style="text-align: justify;">Primeiro. Dom Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar do Patriarcado de Lisboa, com 56 anos de idade, falou durante cinquenta e três minutos das “Imagens do Presbítero na história recente”; tendo-se referido seis vezes ao II Concílio do Vaticano, revelou que no primeiro Congresso do Clero, realizado em Braga em 25/10/1905, participaram setecentos congressistas, representantes de cento e sessenta e quatro arciprestados do país! Sobre o perfil presbiteral apresentou exemplos de perspectivas infantis, de considerações abstractas ou emotivas, de formação espiritual, intelectual e social. Interpelado sobre a imagem futura do Presbítero, disse que “quando for Bispo a sério” terá de pensar muito sobre o perfil presbiteral que somente pode ser desenhado pela vivência do presbitério local; o Presbítero terá de ser mais missionário e muito mais dedicado à formação dos leigos.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo. Dom António Couto, Bispo Auxiliar de Braga, com 57 anos de idade, falou durante sessenta minutos sobre os “Fundamentos escriturísticos do ministério ordenado”; ao referir-se à homilia/sermão em Hebreus 2,17 afirmou ser a primeira vez no Novo Testamento que Jesus é chamado “Sacerdote ou Sumo Sacerdote”, sem Ele nunca ter exercido funções sacerdotais; mas Jesus, perante o descrédito do pontificado no I século, é apresentado inesperadamente e espantosamente como “Caminho novo e vivo” na relação com Deus e com o povo sofredor.</p>
<p style="text-align: justify;">No momento do diálogo perguntei: se Jesus era da tribo de Judá e portanto não era de descendência sacerdotal, como explica a citação salmódica (109/110,4) que o Conferente ensanduichou com Daniel (7,3), e que hoje mesmo constitui o refrão do Salmo Responsorial da Liturgia da Palavra publicada no Leccionário Santoral para a memória de Santo Hilário, bispo e doutor da Igreja: “Tu és Sacerdote para sempre segundo a ordem de Melquisedec”. Claríssima foi a resposta: Melquisedec tornou-se uma figura emblemática e paradigmática no pensamento bíblico a ponto do Salmista e da Epístola aos Hebreus fazer deste Rei de Salém e misterioso Sacerdote uma chave messiânica.</p>
<p style="text-align: justify;">Terceiro. O Padre e teólogo Gisbert, Professor Doutor na Universidade Alemã de Freiburg, com 76 anos de idade, falou durante 49 minutos sobre “Ser Padre numa Igreja em transformação” e foi peremptório nesta afirmação: em toda a Europa a Igreja já é minoria social! E perguntou: que oportunidades tem esta Igreja minoritária? Deu estas três respostas: experiência de deserto, nova relação com o mundo e mais proximidade ao Evangelho. Ele que vive em comunidade presbiteral há vinte anos, disse que na diocese de Munster existem oito ou nove experiências em Vita Communis  e que numa diocese alemã já foram vendidas quarenta Igrejas e extintas cento e cinquenta e sete paróquias! E ousou afirmar: muitas coisas pastorais que são feitas parecem truques para alguém acreditar, mas na verdade só mostram incredulidade! Ao recordar o seu tempo de criança após a segunda guerra mundial, testemunhou: para ir de sua casa à Igreja precisava de uma hora, e mais outra para o regresso; mas, quem não vive as consequências do seu Amen ao Corpo de Cristo que é a Igreja, vive em perversidade. O presbiterado tem o seu cerne em ser sacramento, ou seja: ser sinal visível da realidade de Jesus Cristo que é o único fundamento da comunidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Quarto. O dominicano e francês Mons. Jean-Louis, que há dois anos é Secretário da Congregação Romana para a Educação Católica, tem 66 anos de idade e não falou do tema programado sobre a fidelidade, mas sim de “Alguns desafios a sublinhar neste Ano Sacerdotal”. Durante quarenta minutos seguiu a lógica desta premissa: Se não se ama a Igreja, não se confia nela! É verdade que na nossa Igreja encontrámos páginas pouco ou nada luminosas, mas não nos devemos flagelar, mas sim descobrir caminhos amorosos. E solenemente concluiu: os presbíteros são filhos predilectos da Igreja que precisam de cultura geral conforme o tempo presente e de formação permanente.</p>
<p style="text-align: justify;">Quinta. João Duque, com 45 anos de idade e pai de três filhos, é Professor Doutor na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa e também Director Adjunto para o Núcleo de Braga. A sua conferência sobre “A face mutante do presbítero” demorou 47 minutos e faz parte de um trabalho conjunto de cinco pessoas que se debruçaram sobre estes tópicos:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Presbítero da comunidade para a comunidade.</li>
<li>Presbítero perante a comunidade e com a comunidade.</li>
<li>Presbítero secular e presbítero regular.</li>
<li>Presbítero evengelizador e presbítero governador.</li>
<li>Sacramento da Ordem e poder.</li>
<li>Presbítero e Sacerdócio: realidades equivalentes?</li>
<li>Presbítero celibatário.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Partindo da paisagem eclesial e do princípio que “o Pároco desta ou daquela paróquia será cada vez mais uma figura ausente” apontou alguns desafios contemporâneos:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Presbítero evangelizador itinerante, mas sem relações humanas estáveis.</li>
<li>Comunidades de cristãos ou comunidade eclesial, diaconal/presbiteral.</li>
<li>Treino de exercício da colegialidade presbiteral para uma vida mais comunitária com outros ministérios.</li>
<li>Mosteiros como centros cristãos de espiritualidade.</li>
<li>Outros ministérios além do Diácono Permanente o qual não deve ser o que presentemente parece ser: pseudo-presbítero.</li>
<li>Formação de leigos para colegialmente trabalharem e até de modo estável a nível profissional.</li>
<li style="text-align: justify;">Sexta. Santiago del Cura Elena foi apresentado como um dos maiores teólogos espanhóis da actualidade; tem 61 anos de idade e  é presbítero diocesano de Burgos e Professor Doutor em várias Universidades; sua conferência “Na força do Espírito” demorou 55 minutos e começou pelo déficit pneumatológico na Constituição do II Concílio Vaticano sobre a Sagrada Liturgia para depois valorizar o ministério presbiteral como “carisma” do Espírito Santo à luz da surpreendente e radical novidade do Sacerdócio de Jesus Cristo onde a Sua misericórdia é chave interpretativa das actuais eclesiologias de orfandade.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Como congressista devo também registar que todas estas seis conferências foram filmadas pelo jovem avense Ricardo Martins, filho dos nossos paroquianos Alcino e Isilda, residentes no lugar de Lubazim. Quem desejar contactar este operador de filmagem poderá fazê-lo pelo telefone 916969896.</p>
<p style="text-align: justify;">Tendo sido eu congressista, mediante o pagamento de cinquenta euros para a modalidade inscrição e almoços, recebi uma pasta com o logotipo deste Congresso cuja f<strong>oto nº2</strong> mostra uma tela a vermelho com um corte vertical para significar o bisturi da Palavra que rasga para novos horizontes; ora estas duas palavras sublinhadas foram aplicadas pelo Arcebispo Primaz de Braga, Dom Jorge Ortiga, no último parágrafo da convocatória que enviou aos Presbíteros: “o Ano Sacerdotal é a proclamação de um ano de graça do Senhor, que nos rasgará o horizonte dos ministérios eclesiais na Igreja”.</p>
<p style="text-align: center;">Vila das Aves, 2/2/2010, primeira terça-feira do mês e Dia dos Consagrados por ser a Festa da Apresentação do Senhor.</p>
<p style="text-align: center;">Padre Fernando de Azevedo Abreu.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Víctor, Nosso Herói e Mártir</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 01:36:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pplware</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pároco]]></category>

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		<description><![CDATA[Víctor Manuel Gonçalves Carneiro Neto Ferreira, fez 51 anos de idade no dia catorze de Outubro de 2009.
Em quatro de Outubro de 1986 casou catolicamente nesta paróquia com Rosa da Conceição Ribeiro Ferreira Neto; a partir deste acontecimento nupcial ele deixou de trabalhar nos Móveis Silva (Burgães) e dedicou-se à profissão de ourives. Como Gerentes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Víctor</strong> Manuel Gonçalves Carneiro Neto Ferreira, fez 51 anos de idade no dia catorze de Outubro de 2009.</p>
<p style="text-align: justify;">Em quatro de Outubro de 1986 casou catolicamente nesta paróquia com Rosa da Conceição Ribeiro Ferreira Neto; a partir deste acontecimento nupcial ele deixou de trabalhar nos Móveis Silva (Burgães) e dedicou-se à profissão de ourives. Como Gerentes da ourivesaria Fernandes, patrocinaram a sessão cultural das XIII Jornadas Culturais de Vila das Aves, realizada em 16 de Outubro de 1999, e presidiram à Mesa de Honra; a foto nº1 foi tirada da página 169 da respectiva publicação.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_janeiro2010/foto00.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;">[<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_janeiro2010/foto01.jpg" class="lightview" rel="gallery[222]">01</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_janeiro2010/foto02.jpg" class="lightview" rel="gallery[222]">02</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_janeiro2010/foto03.jpg" class="lightview" rel="gallery[222]">03</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_janeiro2010/foto04.jpg" class="lightview" rel="gallery[222]">04</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_janeiro2010/foto05.jpg" class="lightview" rel="gallery[222]">05</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2010/paroco/ima_paroco_janeiro2010/foto06.jpg" class="lightview" rel="gallery[222]">06</a>]</p>
<p><span id="more-222"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Dois dias antes desse sábado, o <strong>Víctor</strong> tinha feito 41 anos de idade. Para melhor justificar o título deste artigo, devo dizer que a ourivesaria Fernandes foi assaltada pela quinta vez na quinta-feira, dia dezassete de Dezembro de 2009, pelas dezoito horas e trinta minutos; desta vez o <strong>Víctor</strong>, ao aparecer na loja onde tinha ficado sua esposa sozinha por breves momentos, foi assassinado com dois tiros de pistola disparados pelos assaltantes que estavam a furtar os bens da sua ourivesaria; o <strong>Víctor</strong>, ao arriscar-se e sacrificar-se pelo colectivo indefeso, tornou-se o herói deste povo avense;  ao perder a sua vida, o <strong>Víctor</strong> tornou-se também o nosso mártir; por isso, na sua Eucaristia Exequial, por mim celebrada às 16 horas no sábado, dia dezanove de Dezembro de 2009, recordei a reacção dos italianos quando o corpo de Aldo Moro foi crivado de onze balas de pistola-metralhadora, em 1978: “morreste pela nossa liberdade; agora temos um mártir”. Também a morte trágica do <strong>Víctor</strong> deixou ferida e humilhada esta querida Vila das Aves que não se calará.</p>
<p style="text-align: justify;">A ti, <strong>Víctor</strong>, irei dedicar a capa do meu próximo livro que terá este mesmo título.</p>
<p>A ti, <strong>Víctor</strong>, agradeço teres sido testemunha do “Evangelho da Família” e teres tido a Eucaristia de Sétimo Dia na Liturgia da Sagrada Família de Nazaré que foi a primeira de tantas outras famílias santas.</p>
<p>Por ti, <strong>Víctor</strong>, pedi à tua Rosinha que me desse alguns testemunhos e fotografias; vão aqui publicados, após os meus silêncios.</p>
<p>Por ti, <strong>Víctor</strong>, celebrei a  Eucaristia   das 18  horas no passado dia um deste mês, Dia Mundial da Paz!  Para  que  tua  esposa  e  filho  tenham  alguma  paz  escrevo-lhes agora ”silêncio de rebelião”! Mas para que a tua luta heróica continue, escrevo também “silêncio de revolução”.</p>
<h3 style="text-align: center;">SILÊNCIO DE REBELIÃO</h3>
<p style="text-align: justify;">Perante este pensamento de Job (16,6) “ainda que fale, a minha dor não desaparece”, vou falar com a Rosa da Conceição Ribeiro Ferreira Neto e com seu filho Diogo Miguel, à luz do silêncio de rebelião. Fortemente enlutados e intoxicados com tantas toxinas difíceis de eliminar, convido-vos ao silêncio abismal que vos ajudará a entrar no mundo interior; virgem, inédito e indefinível, o silêncio de rebelião ao ser praticado é fonte de paz, conforto e liberdade porque conduz ao mistério da salvação de Deus que é encontro e comunhão.</p>
<p style="text-align: justify;">Para a Rosa da Conceição partilho estas palavras do Padre João António Pinheiro Teixeira: “nas horas difíceis, os grandes desaparecem. Nos momentos de dor, os grandes tornam-se pequenos. Só os pequenos são grandes”. Rosa da Conceição, neste momento de tão grande dor, és uma grande mulher por seres tão humilde como foi a tua querida e saudosa mãe, Alice Ribeiro, que eu tão bem conheci!</p>
<p style="text-align: justify;">Para ti, Diogo Miguel, tenho muita mais dificuldade em te ajudar perante a morte trágica do teu pai <strong>Víctor</strong> porque os teus vinte anos de idade podem facilmente esconder um desígnio divino; mas também te digo estas palavras do Irmão Alois (sucessor do Fundador, o Irmão Roger, que foi assassinado em 16/8/2005), actual responsável da Comunidade ecuménica internacional de Taizé (localizada em França), escritas na carta que ele dirigiu aos trinta mil jovens reunidos na Polónia nos passados dias 28,29,30 e 31 de Dezembro de 2009 e nos dias 1 e 2 de Janeiro de 2010: “Deus leva a sério as dúvidas e a revolta”.</p>
<h3 style="text-align: center;">SILÊNCIO DE REVOLUÇÃO</h3>
<p style="text-align: justify;">Sabendo eu que sou daqueles que pouco ou nada podem fazer perante a insegurança reinante, confesso-me hoje mais inconformado do que quando escrevi no Jornal de Santo Thyrso, publicado em 27/12/1996, e que depois inseri na página 178 do  meu  livro “Revisão aos 25”.  Passados estes treze anos,  o  meu  silêncio  é  de revolução perante a situação envolvente das estruturas, sistemas, códigos, leis, governos, deputados,  políticos,  juízes,  magistrados,  juristas  e advogados. Confesso-me frustrado ao ver que em 2007 os deputados do PS e do PSD aprovaram alterações no Código Penal e no Código do Processo Penal que favorecem a criminalidade, incentivada pela impunidade. Mas também confesso-me consolado ao ler na Comunicação Social de vinte e dois de Dezembro p.p., que Paulo Portas, líder do CDS-PP, irá apresentar neste mês de Janeiro de 2010, na Assembleia da República, um conjunto de propostas de reforma das leis penais para assim melhorar as condições de segurança interna do nosso país.</p>
<p style="text-align: justify;">O meu silêncio de revolução brada aos céus quando vejo que, em tribunal, não tem sido permitido a utilização como prova, das imagens de actividades criminosas obtidas através de sistemas de videovigilância não autorizados oficialmente!</p>
<p style="text-align: justify;">O meu silêncio de revolução brada aos céus quando todos falam no descrédito da Justiça embrulhada!</p>
<p style="text-align: justify;">O meu silêncio de revolução brada aos céus quando tanta gente já não quer ser testemunha, pois só lhe acarreta dissabores, penalizações, represálias, perdas de tempo e ambiente hostil em sede de audiência.</p>
<p style="text-align: justify;">O meu silêncio de revolução brada aos céus quando os condenados, presos e marginais não devam ser obrigados a trabalhar em prol do bem comum.</p>
<p>O meu silêncio de revolução brada aos céus quando guardas e polícias, perante a violência dos assaltantes, tenham de estar a calcular a violência que devem usar.</p>
<p style="text-align: justify;">O meu silêncio de revolução brada aos céus quando cada um tem de fazer justiça por conta própria como aconteceu, há menos de dois anos, para os lados do Rio Neiva, onde a G.N.R. pouco mais fazia do que lavrar ocorrências; por isso o proprietário de um estabelecimento, assaltado repetidas vezes, achou por bem montar um alarme não sonoro, mas ligado a telemóveis de um grupo privado de segurança; bem treinado e armado para tais situações, o grupo atingiu mortalmente um dos três assaltantes; perante o processo crime que lhe foi movido por ser alegadamente conivente, o proprietário jogou ao ataque processando o comando desse posto da G.N.R. e o Estado por omissão na prevenção devida, obrigatória e necessária da segurança de pessoas e bens.</p>
<p style="text-align: justify;">O meu silêncio de revolução brada aos céus perante elevado número das “cifras cinzentas”, concernentes às participações de ilícitos criminais que se perdem nos labirintos processuais.</p>
<p style="text-align: justify;">Como reacção proactiva desta população, e também como prova da sua cidadania, esta paróquia de São Miguel de Vila das Aves disponibiliza os seus serviços de atendimento no Escritório para se fazer aquilo que em sociologia e em criminologia se chama “cifras negras” através de inquérito de vitimização; então, aquelas pessoas que são vítimas de ilícitos criminais, mas que não os vão participar às respectivas autoridades (porque já não acreditam no sistema judicial, etc, etc, etc), poderão passar pelo Escritório Paroquial e preencher confidencialmente uma folha onde se registará a ocorrência, dia, hora, local e pormenores.</p>
<h3 style="text-align: center;">TESTEMUNHOS E FOTOGRAFIAS</h3>
<h4>Apenas pedimos justiça.</h4>
<p>Victor Manuel foi sempre um bom pai, marido, amigo e companheiro para os bons e maus momentos.</p>
<p>Sempre pronto a ouvir, a aconselhar e a apoiar todos os que o rodeavam!<br />
Era um homem de Bem, destemido (foto nº2).<br />
Nunca teve medo de falar e lutar pela verdade e contra a mentira e as injustiças.</p>
<p>Odiava o mal e todos os que o personificavam.<br />
Era um Homem de Fé (foto nº3) e de Amor ao Próximo.<br />
Nunca dizia não à caridade.<br />
Vivia para a Família e para o trabalho; adorava o que fazia (foto nº4) e fazia-o sempre na perfeição.</p>
<p>Adorava a vida e vivia-a com alegria.<br />
É assim que nós o vamos continuar a recordar.<br />
Viverá para sempre connosco nos nossos corações e procura-se seguir o seu exemplo e concretizar todos os seus sonhos.</p>
<p>Apenas pedimos Justiça a quem tem o poder de criar as leis e de as aplicar.<br />
Que não fiquem impunes os criminosos! Que exemplo daremos aos nossos filhos, se todos os dias eles vêem que o crime compensa?<br />
<em>A Família.</em></p>
<h4>Fatídico fim de tarde.</h4>
<p>“COM A MORTE DIANTE DOS OLHOS A QUESTÃO DO SIGNIFICADO DA VIDA TORNA-SE INEVITÁVEL”    (Bento XVI, Spes Salvi)<br />
Dezassete de Dezembro de 2009!<br />
Era quinta-feira, ao fim da tarde.<br />
O frio fazia sentir-se e a noite aproximava-se.<br />
Depois de um dia de trabalho, quando o descanso se impõe para todos, fui surpreendida com o trágico acontecimento.</p>
<p>Os gritos de desespero serão difíceis de esquecer e as imagens, essas, jamais serão apagadas.</p>
<p>Os corações gelaram de dor.<br />
A INSEGURANÇA ESTAVA INSTALADA.<br />
“Vivem somente os que lutam”, Vítor Hugo.<br />
“Cada momento da vida<strong> </strong>é um passo para a morte”, Pierre Corneille.<br />
Convicta que o Senhor<strong> </strong>VÍCTOR sempre foi um lutador, como poderia ficar indiferente?&#8230;</p>
<p>Tal como o mártir São Vítor, padroeiro dos prisioneiros e exilados, TAMBÉM  O NOSSO VÍCTOR  FOI MÁRTIR POR UMA JUSTA CAUSA.<br />
Permanecerá vivo na memória de todos quantos o conheciam.</p>
<p>Aos que lhe são mais próximos, fica a certeza de que:<br />
“A fé é tão necessária para a vida como a raiz é para a árvore”, Santo Agostinho.</p>
<p>“A esperança é o último remédio que a natureza deixou para todos os males”, P.e António Vieira.</p>
<p>Os familiares e amigos terão sempre presente que:<br />
“A angústia de ter perdido, não supera a alegria de ter um dia possuído”, Santo Agostinho.<br />
<em>Drª Clara Freitas.</em></p>
<h4>Sinto-me privilegiada.</h4>
<p>“O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis”.</p>
<p>O Victor foi um amigo incomparável!</p>
<p>Conheci-o há muitos anos, quando viajávamos no mesmo transporte público, que nos levava ao emprego. Pessoa simples, bem-disposta e educada. Maia tarde conheci melhor o Victor e a sua família.</p>
<p>Hoje  recordo-o   com saudade e lamento profundamente a sua morte. Consola-me saber que, em vida, sempre nos aceitamos nas nossas diferenças, deixando que a amizade crescesse naturalmente.</p>
<p>Sinto-me privilegiada por ter pertencido ao seu grupo de amigos!</p>
<p>Este Homem era muito frontal, verdadeiro, corajoso e com um grande sentido de protecção à família.</p>
<p>A dor de o perder só é suavizada pela fé:<br />
“Caminharei na terra dos vivos, na presença do Senhor”.<br />
“Estai comigo, Senhor, no meio da adversidade”.<br />
<em>Profª Ilídia Novo.</em></p>
<h4>Memórias de um amigo.</h4>
<p>Amigo Víctor (Vitinha, só para alguns), “caíste e jamais te levantaste”.</p>
<p>Eu, não estava por perto para te “deitar a mão”, mas hoje recordo-te em MOMENTOS ÚNICOS.<br />
A partilha do teu saber, do teu estar, do teu agir, são marcas que jamais o tempo apagará.</p>
<p>Mirandinha, como tu me abordavas e tratavas, era fruto de uma verdadeira amizade, porque sempre foste amigo, companheiro, compreensivo, paciente, bom e respeitador.</p>
<p>Foste um herói ao enfrentar e defender, não só os valores materiais, mas acima de tudo os valores humanos. Conhecendo-te como te conhecia tenho a plena certeza que estes últimos falaram mais alto.</p>
<p>Foste para mim o MODELO de amigo que qualquer pessoa gostaria de ter.</p>
<p>Tu eras e serás SEMPRE meu amigo. Onde quer que te encontres sabes que estou contigo e com os teus.<br />
DESCANSA EM PAZ!</p>
<p>Este pequeno testemunho que partilho com os que cá ficaram é fruto da “nossa (con)vivência” (fotos nº5 e  nº6).<br />
Joaquim Miranda (Mirandinha).</p>
<h4>Até sempre, Sr. Víctor.</h4>
<p>Nem sempre por palavras conseguimos transmitir o que pensamos e sentimos. No entanto, é através delas que podemos neste momento recordar e prestar uma modesta homenagem ao Sr. Víctor.</p>
<p>Por mim será sempre recordado como uma excelente pessoa, bem-disposta, comunicativa e conversadora, com quem convivi quase diariamente à hora do almoço.</p>
<p>Guardarei na lembrança a unidade, que muito admirava, daquela família durante a refeição.<br />
<em>Margarida Costa.</em></p>
<h4>Víctor, foste uma estrela.</h4>
<p>O Sr. Víctor era uma pessoa exemplar, amigo, trabalhador, alegre, respeitador e simples. Gostava de conviver e transmitir a sua alegria e boa disposição. Foi uma pessoa que sempre acompanhava e convivia com a família. Acho que se pode dizer: o Víctor era uma estrela!</p>
<p>Estrela, sim, porque foi luz que brilhou para nós! Luz para as famílias, como a minha! Luz para os trabalhadores, como eu! Luz para os peregrinos de hoje que têm de se confrontar com os Herodes de agora, também ávidos de matar!</p>
<p>Mas estou contente porque o Víctor encontrou o mesmo Jesus  Que os Magos do Oriente  encontraram quando seguiram a Estrela. Os Magos O encontraram em Belém! O Víctor encontrou-O na celeste Jerusalém!</p>
<p>Víctor, sempre serás uma estrela a brilhar para nós! A nobre causa pela qual morreste jamais será esquecida!<br />
<em>Fátima Faria.</em></p>
<h4>Víctor, um cidadão sempre atento,  exigente e cumpridor.</h4>
<p>Para mim não é fácil, hoje falar do Víctor, aliás, Víctor ourives, pois era assim que era conhecido e também era assim que o meu telemóvel identificava as suas chamadas.</p>
<p>Quase sempre que o Víctor me ligava era para avisar e para tentar a resolução de situações que exigiam a intervenção dos serviços da Junta de Freguesia e/ou da CMST.</p>
<p>O Víctor era um cidadão sempre atento a tudo que se passava à sua volta e muito crítico quanto às questões que se prolongavam e não se resolviam dentro de um período razoável. Ou era por causa da limpeza nas ruas, ou pelos buracos nos passeios, enfim tudo que à sua volta merecia reparos. Nunca deixava de alertar para tudo que poderia denegrir a imagem da Vila que ele também amava.</p>
<p>O Víctor era um cidadão Avense, que apesar de não ser natural da Vila das Aves, não deixava por mãos alheias a sua cidadania. Exigente, mas também cumpridor quanto às suas obrigações.</p>
<p>À hora do jantar, de segunda a quinta-feira, éramos clientes assíduos do “Bino Machado”, restaurante de referência na nossa Vila. Ocupando mesas diferentes, mas próximas e com o aviso de “Reservado”, conversávamos muitas vezes sobre o assunto do dia.</p>
<p>Muitas vezes me divertia com as serenas discussões sobre o futebol: a Rosinha e o Diogo (“ferrenhos” Portistas) e o Víctor (grande Benfiquista) nunca estavam de acordo quanto às arbitragens polémicas da semana que envolviam o Porto ou o Benfica. Eu, como desapaixonado Sportinguista, ia admirando o fórum improvisado que ali mesmo se desenvolvia, também com as intervenções saudáveis do Sr. Machado (Sportinguista), a minha esposa (Benfiquista) e o David (Portista).<br />
Agora, nada será igual.<br />
<em>Carlos Valente.</em></p>
<p style="text-align: center;">Vila das Aves, 5/1/2010 (primeira terça-feira do mês).</p>
<p style="text-align: center;">Padre Fernando de Azevedo Abreu.</p>
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		<title>Peço Desculpa</title>
		<link>http://www.paroquiaaves.pt/2009/12/03/peco-desculpa/</link>
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		<pubDate>Thu, 03 Dec 2009 15:12:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pplware</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pároco]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou a escrever na primeira terça-feira do mês, primeiro dia do último mês do ano e último dia para eu enviar a minha mensagem electrónica mensal. Sinto-me envolvido por esta histórica e transcendente data de Um de Dezembro, Feriado Nacional comemorativo da Restauração da Independência de Portugal em 1640, após sessenta anos de cativeiro castelhano. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Estou a escrever na primeira terça-feira do mês, primeiro dia do último mês do ano e último dia para eu enviar a minha mensagem electrónica mensal. Sinto-me envolvido por esta histórica e transcendente data de Um de Dezembro, Feriado Nacional comemorativo da Restauração da Independência de Portugal em 1640, após sessenta anos de cativeiro castelhano. Começando por ser em 1580 uma simples união dinástica, o nosso País logo se transformou numa província “espanhola”, perdendo a soberania nacional que só foi restaurada graças a factores coadjuvantes para que a revolta fosse desencadeada no momento certo.</p>
<p><span id="more-206"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Agradeço eternamente o gesto corajoso dos quarenta patriotas de há 369 anos que expulsaram os Filipes do trono de Portugal, pois continua a reforçar o sentimento da nossa portugalidade; nesta minha gratidão vai muita educação.<br />
Não peço desculpa pelo que fizeram ao então principal responsável governativo: Miguel de Vasconcelos, embora nesse grupo tenha participado o Padre Nicolau da Maia.</p>
<p style="text-align: justify;">Peço desculpa, sim, por me ter enganado na identidade dos Miguéis de Vasconcelos que continuamos a ter nas nossas lutas por avivar a memória colectiva, pois a Guerra da Restauração prolongou-se durante 28 anos. Como membro do Clero de agora, eu quero   recordar o Clero que já em 1628 se revoltou perante o primeiro agravamento fiscal. Perante este imaginário político e clerical vou referir-me pela terceira vez à Concordata que foi assinada em dezoito de Maio de 2004 entre a Santa Sé e a República Portuguesa, e que entrou em vigor em Janeiro de 2005.</p>
<p style="text-align: justify;">Peço desculpa por eu ter duas vezes insinuado (em cinco de Março de 2008 e no Dia Nacional das Mentiras do mesmo ano) os pecados de omissão do poder político vigente; já dissipei todas as minhas dúvidas na última Semana Social organizada pela Comissão Episcopal da Pastoral Social da Conferência Episcopal Portuguesa, no Centro Cultural e de Congressos de Aveiro nos dias 20,21 e 22 de Novembro deste ano de 2009. Como esta paróquia inscreveu o Pároco e três leigos (ver o seu testemunho no Boletim Paroquial que irá ser publicado neste corrente mês), todos tinham recebido atempadamente o programa onde constava o grupo de trabalho assim intitulado “Concordata e suas implicações nas tarefas sociais da Igreja Católica”; como esta temática estava agendada para as dezassete horas de sábado, dia vinte e um de Novembro próximo passado, e eu teria de celebrar a Eucaristia Vespertina das 18 horas na nossa Igreja Matriz, resolvi telefonar para a organização e perguntei quem era o “Rui Medeiros” responsável por essa abordagem concordatária. Uma vez saciada a minha curiosidade, consegui in extremis o “milagre” de arranjar  Celebrante. Admirado fiquei ao ver que o indigitado Conferente fora substituído por “Manuel Afonso Vaz”. Perante os inscritos que encheram a sala do grupo 2, o Conferente falou durante cinquenta e cinco minutos, tendo seguido um resumo de cinco pontos, cujo último estava assim exarado: “o papel da Igreja num Estado que tem por tarefa a efectivação dos direitos sociais”.</p>
<p style="text-align: justify;">Chegado ao momento das perguntas, eis-me a fazer estas três de uma só vez:</p>
<p style="text-align: justify;">1ª Uma vez que falou do Professor Doutor Sousa Franco, queira dizer-me quais os interlocutores da Igreja Católica nas negociações que levaram à assinatura da Concordata em 2004.</p>
<p style="text-align: justify;">2ª Quais são os actuais representantes da Igreja Católica na Comissão Paritária com o Governo.</p>
<p style="text-align: justify;">3ª Se considera ou não uma grave e flagrante injustiça, actualmente ainda existente, de disparidade entre a sugerida remuneração salarial do Pároco pela Fábrica da Igreja, e a remuneração sobre a qual são feitos os descontos para a Segurança Social pela entidade diocesana.</p>
<p style="text-align: justify;">Quis o Senhor Conferente, Doutor em Ciências Jurídico-Políticas pela Universidade Católica Portuguesa, responder-me que tais perguntas deverão ser feitas aos Senhores Bispos! Imediatamente olhei para trás para ver quem era o Bispo ali presente, pois no dia anterior tinha estado o próprio Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social, Dom Carlos Azevedo, que até se dignou intervir sobre a Conferência da médica Drª Isabel Neto, Mestre em Cuidados Paliativos e mãe de três  filhos. Como não estava nenhum Bispo presente, o Senhor Conferente (que só é mais novo que eu um ano) voltou a dizer que não estava no âmbito da sua Conferência responder a tais perguntas. De seguida interveio um professor de Direito Canónico para dizer que a actual Concordata não só criou problemas na ordem financeira e fiscal, mas o seu texto tem muitas ambiguidades e omissões.</p>
<p>Terminados os trabalhos deste grupo nº 2, eu não contava com esta humorística e sorridente interpelação que me foi feita pelo Padre João Gonçalves, Vigário Episcopal para a Pastoral Social em Aveiro: “Você anda a querer saber demais”! Realmente não peço desculpa por isso! Mas como muitas pessoas me vieram dizer em particular o que não convém dizer em público, peço desculpa por fazer memória do ano atrás referido: 1580, ano da morte do Cardeal Dom Henrique, que foi Arcebispo de Braga e também o décimo sétimo Rei de Portugal por menoridade do seu sobrinho Dom Sebastião; acusado pelo povo de falta de força de vontade na sucessão dinástica, o Cardeal Dom Henrique teve de ouvir esta irreverente trova:</p>
<p style="text-align: center;">Que El-Rei D. Henrique viva<br />
Nos infernos, muitos annos,<br />
Pois deixou em testamento<br />
Portugal aos Castelhanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Peço desculpa por esta pura coincidência memorial entre o Cardeal e Miguel de Vasconcelos, respectivamente em 1580 e em 1640.</p>
<p style="text-align: justify;">Peço desculpa por não dever tirar mais ilacções das vicissitudes desta Concordata; mas três dias antes de começar a tal Semana Social em Aveiro, dedicada à construção do bem comum, eu li no Diário do Minho do dia dezassete de Novembro, estas duas frases proferidas no Conselho Presbiteral de Braga pelo Senhor Arcebispo Primaz, Dom Jorge Ortiga: “alertou para as mudanças que vão surgir no regime contributivo para a Segurança Social”, e “em alguns casos sugere-se a transferência de actividades dos Párocos para leigos contratados”.</p>
<p style="text-align: justify;">Peço desculpa por estas minhas arengas não servirem para nada, a não ser memorialistas do mentecapto popular de Évora, chamado “Manuelinho” que em 1631 (nove anos antes da Restauração da nossa Independência) agitava o povo com raros momentos de lucidez patriótica.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: center;">Vila das Aves, Um de Dezembro de 2009.</p>
<p style="text-align: center;">Padre Fernando de Azevedo Abreu</p>
]]></content:encoded>
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		<title>No Trigésimo Dia do Vagabundo</title>
		<link>http://www.paroquiaaves.pt/2009/11/04/no-trigesimo-dia-do-vagabundo/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 13:44:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pplware</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pároco]]></category>

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		<description><![CDATA[“Não te deixes dormir em outras eras,
Porque não vais p`ra rua vender Primaveras?
Mesmo que tu não queiras Tua Pátria é o mundo.
O teu irmão são todos: és vagabundo”.
Esta estrofe pertence à música que tem este refrão: “Amanheceu na minha vida: encontrei-Te, Senhor, e compreendi o que é o amor”; ouvi-a maravilhosamente interpretada pelo seu autor, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Não te deixes dormir em outras eras,<br />
Porque não vais p`ra rua vender Primaveras?<br />
Mesmo que tu não queiras Tua Pátria é o mundo.<br />
O teu irmão são todos: és vagabundo”.</p>
<p>Esta estrofe pertence à música que tem este refrão: “Amanheceu na minha vida: encontrei-Te, Senhor, e compreendi o que é o amor”; ouvi-a maravilhosamente interpretada pelo seu autor, o Padre Rocha Monteiro, que a meu convite se deslocava do seu Colégio dos Órfãos (Porto) à paróquia de Lousado (onde fui Pároco de 1974 a 1980) para animar o plenário das reuniões dos Jovens.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2009/paroco/ima_paroco_novembro2009/foto00.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;">[<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2009/paroco/ima_paroco_novembro2009/foto01.jpg" class="lightview" rel="gallery[188]">01</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2009/paroco/ima_paroco_novembro2009/foto02.jpg" class="lightview" rel="gallery[188]">02</a>]</p>
<p><span id="more-188"></span></p>
<p>António Luís Esteves, falecido há trinta dias com 53 anos de idade, foi um Crente vagabundo! Foi um Estudante vagabundo! Foi um Amigo vagabundo, foi um Padre vagabundo! Foi um Professor vagabundo! Foi um Pregador vagabundo! Foi um Missionário vagabundo! Como vagabundo soube vender Primaveras, e vendeu Primaveras nas nossas Décimas Terceiras Jornadas Culturais de Vila das Aves, concretamente na terceira sessão que ocorreu no dia 16/10/1999 (foto nº1).</p>
<p>Aos nossos Adolescentes e Jovens, que no domingo 27/6/1999 tinham ido ver ao Cine-Aves o galardoado filme “A VIDA É BELA” do célebre Roberto Benigni, António Luís Esteves somente lhes pediu: “quero saber que perguntas é que me querem fazer”; a respeito desse inesquecível colóquio, eu escrevi e publiquei que António Luís Esteves foi um conversador dilecto e predilecto.</p>
<p>Agora, no teu Trigésimo Dia, escrevo: foste vagabundo dilecto e predilecto! 	Agora, no teu Trigésimo Dia, eu digo que foste um vagabundo da Cultura, e, na Sessão de Abertura das Vigésimas Terceiras Jornadas Culturais de Vila das Aves ocorridas no dia 30/10/2009, publicamente citei estas tuas palavras: “o serviço à cultura é um verdadeiro culto a Deus”!</p>
<p>Agora, no teu Trigésimo Dia, e na Eucaristia da Solenidade de Todos os Santos, celebrada no cemitério às 11,15 horas do passado domingo, dia um de Novembro, rezei na homilia a tua vagabunda oração, publicada há dois anos, e desde já desejo que ela seja o ramo de flores (foto nº2) que tu agora e sempre mais desejas! 	Rezemos, então, contigo:<br />
“Senhor, Meu Deus e Meu Senhor, Deus de Abraão, de Isaac e Jacob, Deus de Moisés, dos Profetas, de Jesus e de Maomé. Deus de todos os peregrinos da Verdade, do Amor  e  da  Paz.  Deus dos bem-aventurados construtores da Paz, revela-me a Tua santa vontade e que ela se faça na terra como no Céu.</p>
<p>Tu sabes que tento amar-Te e servir-Te na diaconia profética do estudo, do diálogo, do ensino e da escrita.<br />
Só Tu sabes quem eu sou porque permaneço um mistério para mim próprio.<br />
Deus de meus pais, da minha gente, da minha Igreja, do meu mundo, Tu que sempre foste peregrino comigo dirige os meus passos no caminho da paz e na via crucis do Teu Filho.</p>
<p>Fiel à Tua Palavra, na qual Te revelas, falas com os homens como amigo e Te dás a nós na comunhão salvífica com o Teu mistério de Amor Trinitário e de Misericórdia inimaginável e interpeladora, de Amor inefável e abismal.<br />
Eu me proponho deixar-me guiar pela única sabedoria, loucura e escândalo.</p>
<p>Mas para mim,crente duvidoso e homo viator permanente, discípulo cansado como os de Emaús, como Jeremias e como o Teu Servo, Tu és o segredo da Sabedoria e a Força inesgotável do caminho poeirento das nossas descidas de Jerusalém para Jericó, mas também a água que jorra inesperada nos nossos desertos culturais, eclesiais, laboriais, familiares&#8230;</p>
<p>Faz-me profeta da esperança deutero-isaiana que fiel à Aliança, anuncia coisas novas vencendo a tentação nostálgica das cebolas do Egipto.<br />
Faz-me apóstolo como Paulo, que, já idoso e preso, admoesta, conforta e exorta a não olhar para trás, mas a avançar para a meta esperada e prometida, desejoso de partir para estar com Cristo, verdadeira realidade que torna o resto esterco e nada.</p>
<p>Faz-me como o profeta Jesus, Teu Filho, que pregou o perdão universa, que não condenou a mulher apanhada em flagrante delito de adultério, mas no seu gesto inconsueto de escrever com o dedo no chão revelou os secretos intentos do coração dos juízes humanos, piores pecadores que a pecadora pública e que como o menino Daniel salvou a jovem mulher Susana das artimanhas dos perversos anciãos que tinham a confiança legal e do povo de serem juízes!</p>
<p>Ó Deus das Sagradas Escrituras e da Tradição dos nossos pais, reforça em mim a paixão pela Palavra faz-me autêntico filólogo e filógrafo na missão cultural e religiosa de profeta, enquanto diácono da filocalia, da sagesse de làmour pelo amour de la sagesse!</p>
<p>Eu quero cantar, com o coro dos mártires de todos os tempos o Hino da ágape escondido na Kénosis do Lógos e no niilismo do pensar e viver do meu mundo, apologeta do pensiero debole, mas sedento da Tua sede de unidade, comunhão, fraternidade e Paz.</p>
<p>Tu és a Luz dos nossos caminhos, a resposta interrogante das nossas procuras, a pergunta inquietante do nosso coração até que repousemos em Vós e cantemos o eterno Aleluia que se segue à Sinfonia do Silêncio e ao Coro exodal dos Escravos.</p>
<p>Revela ao mundo a dynamis da Tua Páscoa para que o Homem peregrino se sinta acolhido nas suas cruzes no coração aberto e trespassado da Tua Feira-Santa, no silêncio do sepulcro do Teu shabbat e na Alegria expansiva e contagiante do Teu Dia.<br />
Este é o dia que fez o Senhor! Ámen”.</p>
<p>Vila das Aves, três de Novembro de 2009, dia em que há vinte e cinco anos o Grupo Coral de Vila das Aves fundou a Escola (hoje Oficina) de Música; e o saudoso António Luís Esteves foi também um Músico vagabundo!</p>
<p>Padre Fernando de Azevedo Abreu.</p>
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		<title>Artur Marques de Oliveira &#8211; Bom Comunicador</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 20:21:19 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Nas Jornadas Nacionais das Comunicações Sociais, realizadas em Fátima nos dias dez e onze de Setembro deste ano de dois mil e nove, o Padre Lombardi (foto nº1), Director da Sala de Imprensa da Santa Sé, disse a respeito de gabinetes de Imprensa na Igreja: “um bom comunicador deve ter consciência dos limites da comunicação”. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Nas Jornadas Nacionais das Comunicações Sociais, realizadas em Fátima nos dias dez e onze de Setembro deste ano de dois mil e nove, o Padre Lombardi (foto nº1), Director da Sala de Imprensa da Santa Sé, disse a respeito de gabinetes de Imprensa na Igreja: “um bom comunicador deve ter consciência dos limites da comunicação”. Imediatamente me lembrei do Director e Proprietário do Jornal de Santo Thyrso, Artur Marques de Oliveira, falecido no sábado, dia cinco de Setembro passado, com setenta e quatro anos de idade feitos em dezasseis de Junho passado.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2009/paroco/ima_paroco_outubro2009/foto00.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;">[<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2009/paroco/ima_paroco_outubro2009/foto01.jpg" class="lightview" rel="gallery[174]">01</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2009/paroco/ima_paroco_outubro2009/foto02.jpg" class="lightview" rel="gallery[174]">02</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2009/paroco/ima_paroco_outubro2009/foto03.jpg" class="lightview" rel="gallery[174]">03</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2009/paroco/ima_paroco_outubro2009/foto04.jpg" class="lightview" rel="gallery[174]">04</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2009/paroco/ima_paroco_outubro2009/foto05.jpg" class="lightview" rel="gallery[174]">05</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2009/paroco/ima_paroco_outubro2009/foto06.jpg" class="lightview" rel="gallery[174]">06</a>] [<a href="http://www.paroquiaaves.pt/wp-content/uploads/2009/paroco/ima_paroco_outubro2009/foto07.jpg" class="lightview" rel="gallery[174]">07</a>]</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-174"></span><br />
Na Concelebração Exequial ocorrida na segunda-feira, dia sete na Capela de São Roque, sita em Santa Cristina do Couto (Santo Tirso), o Senhor Padre Carlos, na qualidade de Presidente e de Pároco, na homilia meditou o Evangelho que escolheu para eu proclamar e no momento da comunhão cantar: “Eu Te bendigo, ó Pai, Senhor do Céu e da terra”, porque Artur Marques de Oliveira foi dos biblicamente pequeninos que entenderam certas verdades que continuam ocultas aos sábios e inteligentes: ele soube compreender e entender os limites da comunicação!</p>
<p style="text-align: justify;">Ao celebrar na nossa Igreja Matriz de São Miguel de Vila das Aves a Eucaristia das 11,15 horas no domingo, dia vinte de Setembro passado, disse que o Artur Marques de Oliveira, como Decano dos Jornalistas, anualmente participava nas comemorações paroquiais do Dia Mundial das Comunicações Sociais (na foto nº2, tirada em 23/5/2004, ele está a rezar uma intenção na Oração dos Fiéis) e no passado dia vinte e quatro de Maio, aquando do vigésimo Encontro com Jornalistas, Artur Marques de Oliveira, como Presidente da Mesa de Honra (foto nº3) publicamente afirmou no nosso Auditório: “a morte da minha esposa Carolina preparou-me para o futuro”. Registo que sua saudosa e estremosa esposa faleceu em catorze de Fevereiro do ano de dois mil e seis. Sua filha Drª Lídia e o marido Manuel da Costa Fernandes, juntamente com o filho Bruno Miguel, estiveram presentes na sacristia e ofereceram-me uma memória de Artur Marques de Oliveira onde a Cruz era resplandecente, pois ele foi emigrante em França, trabalhou em artes gráficas e venceu as difíceis turbulências do 25 de Abril de 1974.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora eu faço esta interiorização: embora um jornalista como bom comunicador não garante a transmissão da fé, a verdade é que toda a comunicação orienta-se para a comunhão. Talvez esta lógica tenha levado o Júlio Magalhães (foto nº4), Director da Informação da TVI, a dizer na sua intervenção sobre “Media training” que aquilo que mais gostou de fazer como jornalista foi entrevistar pessoas ligadas à Igreja Católica, pois sempre com elas aprendeu muito! Mas avisou os presentes: precisamos de dominar a televisão para não sermos dominados por ela.</p>
<p style="text-align: justify;">A foto nº5 mostra o Dr. Bernardino Silva, Sub-Director do Boletim Paroquial de Vila das Aves, a recordar ao Júlio Magalhães a sua presença em Vila das Aves como padrinho na inauguração da sede portista!</p>
<p style="text-align: justify;">Na foto nº6 está António Cunha e Vaz (primeiro do lado direito), Director da sua própria agência de comunicação, que fez este alerta: a comunicação interna é muito mais importante que a comunicação externa. Ao seu lado direito (e no uso da palavra) está o Dr. Octávio Ribeiro (Director do Correio da Manhã e jornalista há 22 anos) que se declarou católico, coisa que não está na moda; ousou afirmar: “quando a Igreja espirra, o Correio da Manhã constipa-se”!</p>
<p style="text-align: justify;">Na qualidade de Presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, Dom Manuel Clemente, Bispo do Porto, (foto nº7), após agradecer a presença de bastantes jornalistas (que hoje são muito polivalentes), políticos e bispos (estiveram presentes os três vogais da referida Comissão Episcopal: Dom Albino Cleto, Dom Carlos Azevedo e Dom João Evangelista Lavrador) deu o maior ênfase à Igreja como fenómeno de comunicação, sempre exigente e difícil de gerir com precisão na síntese, pois “cantar no coro é muito complicado” mas é nestas ocasiões que providencialmente aparecem pessoas mediadoras e comunicadoras policêntricas, ou seja, na sua pertença comunitária estão voltadas para o centro que é o Jesus crucificado e ressuscitado; por isso disse: o nosso trabalho pastoral não é para refazer, mas sim para inaugurar muitas boas novas (ardor, métodos e expressões) da Nova Evangelização.</p>
<p style="text-align: justify;">Vila das Aves, terça-feira, seis de Outubro do ano de dois mil e nove, dia litúrgico da memória de São Bruno que faleceu faz hoje novecentos e oito anos, e foi o fundador da Ordem da Cartuxa que tem um Mosteiro em Évora.</p>
<p>Padre Fernando de Azevedo Abreu.</p>
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