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	<title>Paróquia de S. Miguel de Vila das Aves &#187; Palavra de Vida</title>
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		<title>Palavra de Vida</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Apr 2010 00:01:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pplware</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra de Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[«Eu sou a Ressurreição e a Vida»
 [Jo 11, 25]. (1)
 Abril 2010
Jesus pronunciou estas palavras por ocasião da morte de Lázaro, em Betânia. Quatro dias depois de Lázaro ter morrido, Jesus ressuscitou-o.
Lázaro tinha duas irmãs: Marta e Maria.
Quando ouviu dizer que Jesus estava a chegar, a Marta saiu ao seu encontro e disse-lhe: «Senhor, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>«Eu sou a Ressurreição e a Vida»<br />
</strong> [<em>Jo</em> 11, 25]. (1)</p>
<p style="text-align: right;"><strong> Abril 2010</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Jesus pronunciou estas palavras por ocasião da morte de Lázaro, em Betânia. Quatro dias depois de Lázaro ter morrido, Jesus ressuscitou-o.</p>
<p style="text-align: justify;">Lázaro tinha duas irmãs: Marta e Maria.<br />
Quando ouviu dizer que Jesus estava a chegar, a Marta saiu ao seu encontro e disse-lhe: «Senhor, se Tu cá estivesses, o meu irmão não teria morrido». Jesus respondeu-lhe: «O teu irmão ressuscitará». A Marta retorquiu: «Eu sei que ele há-de ressuscitar na Ressurreição, no último dia». E Jesus declarou: «Eu sou a Ressurreição e a Vida. Quem crê em Mim, mesmo que tenha morrido, viverá. E todo aquele que vive e crê em Mim não morrerá para sempre».</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-313"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Eu sou a Ressurreição e a Vida».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Jesus quer fazer compreender quem é Ele para o homem. Jesus possui o bem mais precioso que se pode desejar: a Vida. Aquela Vida que não morre.</p>
<p style="text-align: justify;">Se lermos o Evangelho de São João, descobrimos que Jesus também disse: «Assim como o Pai tem a Vida em Si mesmo, também deu ao Filho o poder de ter a Vida em Si mesmo» (2). E, uma vez que Jesus tem a Vida, pode comunicá-la.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Eu sou a Ressurreição e a Vida».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Também a Marta acreditava na ressurreição final: «Eu sei que há-de ressuscitar na Ressurreição, no último dia».</p>
<p style="text-align: justify;">Mas Jesus, com a sua afirmação maravilhosa: «Eu sou a Ressurreição e a Vida», faz-lhe compreender que não deve ficar à espera do futuro para ter esperança na ressurreição dos mortos. Desde já, no tempo presente, Ele é, para todos os que acreditam, aquela Vida divina, inefável, eterna, que nunca morrerá.</p>
<p style="text-align: justify;">Se Jesus está neles, se está em nós, não morreremos. Naqueles que acreditam, esta Vida é da mesma natureza de Jesus ressuscitado, e, portanto, bem diferente da condição humana em que se encontram. E esta Vida extraordinária, que já existe também em nós, há-de manifestar-se plenamente no último dia, quando participarmos, com todo o nosso ser, na ressurreição futura.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Eu sou a Ressurreição e a Vida».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Claro que, com estas palavras, Jesus não nega que existe a morte física. Mas esta não implica a perda da Vida verdadeira. A morte será para nós, como para todos, uma experiência única, fortíssima e talvez temida. Mas já não vai significar a ausência de uma existência, já não será o absurdo, o fracasso da vida, o nosso fim. A morte, para nós, já não será uma verdadeira morte.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Eu sou a Ressurreição e a Vida».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">E quando é que nasce em nós esta Vida que não morre?</p>
<p style="text-align: justify;">No Baptismo. Ali, embora na nossa condição de pessoas que devem morrer, recebemos de Cristo a Vida imortal. De facto, no Baptismo recebemos o Espírito Santo, que foi Quem ressuscitou Jesus.</p>
<p style="text-align: justify;">E a condição para receber este sacramento é a nossa fé, que nós professámos através dos nossos padrinhos. Com efeito, Jesus, no episódio da ressurreição de Lázaro, ao falar com a Marta, disse explicitamente: «Quem crê em Mim, mesmo que tenha morrido, viverá. (&#8230;) Crês nisto?» (3).</p>
<p style="text-align: justify;">«Crer», aqui, é um factor fundamental, muito importante: não implica apenas aceitar as verdades anunciadas por Jesus, mas aderir a elas com todo o ser.</p>
<p style="text-align: justify;">Para termos esta vida, devemos, portanto, dizer o nosso sim a Cristo. Isso significa adesão às suas palavras, aos seus mandamentos: vivê-los. Jesus confirmou-o: «Se alguém observar a Minha palavra, nunca morrerá» (4). E os ensinamentos de Jesus estão todos concentrados no amor.</p>
<p style="text-align: justify;">Por conseguinte, não podemos deixar de ser felizes: temos a Vida em nós!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Eu sou a Ressurreição e a Vida».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Neste período em que nos preparamos para celebrar a Páscoa, ajudemo-nos uns aos outros a fazer uma mudança de rumo – que é preciso renovar sempre –: ir na direcção da morte do nosso eu, para que Cristo, o Ressuscitado, viva em nós a partir de agora.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Chiara Lubich</strong></p>
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		<title>Palavra de Vida</title>
		<link>http://www.paroquiaaves.pt/2010/03/01/palavra-de-vida-16/</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 08:39:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pplware</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra de Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[«Em verdade vos digo: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: “Muda-te daqui para acolá”, e ele há-de mudar-se; e nada vos será impossível» [Mt 17, 20]. (1)
Março 2010
Quantas vezes não sentimos a necessidade de uma ajuda? Mas, ao mesmo tempo, percebemos que a nossa situação não pode ser resolvida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>«Em verdade vos digo: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: “Muda-te daqui para acolá”, e ele há-de mudar-se; e nada vos será impossível»</strong> [<em>Mt</em> 17, 20]. (1)</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Março 2010</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Quantas vezes não sentimos a necessidade de uma ajuda? Mas, ao mesmo tempo, percebemos que a nossa situação não pode ser resolvida só por meios humanos! É então que, sem nos darmos conta, nos dirigimos a Alguém que sabe tornar possíveis até as coisas impossíveis. Esse Alguém tem um nome: é Jesus.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-315"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Ele disse:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Em verdade vos digo: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: “Muda-te daqui para acolá”, e ele há-de mudar-se; e nada vos será impossível».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">É evidente que a expressão “mudar as montanhas” não deve ser tomada à letra. Jesus não prometeu aos discípulos o poder de realizar milagres espectaculares, para impressionar as multidões. De facto, se formos procurar em toda a história da Igreja, não vamos encontrar – que eu saiba – nenhum santo que tenha deslocado montanhas com a fé. “Mudar as montanhas” é uma hipérbole, uma maneira de falar propositadamente exagerada, para inculcar no espírito dos discípulos a ideia de que nada é impossível à fé.</p>
<p style="text-align: justify;">De facto, todos os milagres que Jesus realizou – directamente, ou através dos seus discípulos – fê-los sempre em função do Reino de Deus, do Evangelho, ou da salvação dos homens. Deslocar uma montanha não serviria para este objectivo. A comparação com o “grão de mostarda” indica que Jesus não nos pede uma fé maior ou mais pequena. Pede-nos, sim, uma fé autêntica. E aquilo que caracteriza uma fé autêntica é o facto de nos apoiarmos unicamente em Deus e não nas nossas capacidades pessoais.</p>
<p style="text-align: justify;">Se nos surgir uma dúvida ou uma hesitação na fé, isso significa que a nossa confiança em Deus não é ainda completa: temos uma fé muito fraca e pouco eficaz, que ainda se apoia nas nossas forças e na lógica humana. Pelo contrário, quem confia inteiramente em Deus, deixa que seja Ele mesmo a agir e&#8230; a Deus nada é impossível.</p>
<p style="text-align: justify;">A fé que Jesus quer dos discípulos é precisamente aquela atitude cheia de confiança que permite que o próprio Deus manifeste o Seu poder. E esta fé, que consequentemente desloca montanhas, não está reservada só a pessoas excepcionais. É acessível a qualquer crente e é um dever para todos nós.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Em verdade vos digo: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: “Muda-te daqui para acolá”, e ele há-de mudar-se; e nada vos será impossível».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Pensa-se que Jesus disse estas palavras, aos seus discípulos, quando estava para os enviar em missão. É fácil perder a coragem e assustar-se quando se tem a consciência de ser um pequeno rebanho mal preparado, sem talentos especiais, perante multidões imensas a quem é preciso levar a verdade do Evangelho. É fácil desanimar diante de pessoas cujos interesses são tudo menos o Reino de Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Parece uma tarefa impossível.</p>
<p style="text-align: justify;">É então que Jesus garante aos seus que, com a fé, “mudarão as montanhas” da indiferença, do desinteresse de todos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se tiverem fé, nada lhes será impossível. Esta frase, além disso, pode ser aplicada a todas as outras circunstâncias da vida, desde que se orientem para o progresso do Evangelho e para a salvação das pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Às vezes, perante dificuldades intransponíveis, pode surgir a tentação de não nos dirigirmos sequer a Deus. A lógica humana sugere: não é preciso, de que é que adianta?&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">É para esses casos que Jesus nos exorta a não perdermos a coragem e a dirigirmo-nos a Deus com confiança. De um modo ou de outro Ele vai ajudar-nos.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi o que aconteceu com a Lella.</p>
<p style="text-align: justify;">Havia alguns meses que começara, cheia de esperança, o seu novo trabalho na Bélgica, com o povo flamengo. Mas agora sentia-se oprimida por um sentimento de desânimo e de solidão. Parecia que entre ela e as colegas, com quem trabalhava e vivia, se tinha erguido uma barreira intransponível.</p>
<p style="text-align: justify;">Sentia-se isolada, estrangeira, no meio daquela gente, que gostaria de servir simplesmente com amor. E isto porque tinha que falar uma língua que não era a sua nem a de quem a ouvia. Tinham-lhe dito que na Bélgica toda a gente falava francês. E ela foi aprendê-lo. Mas, quando entrou em contacto directo com aquele povo, verificou que os flamengos só estudam francês na escola e, em geral, quando têm que falar em francês, fazem-no de má vontade. Tentara muitas vezes afastar aquela montanha de marginalização que a mantinha afastada das outras, mas em vão. O que poderia fazer por elas? Não lhe saía da memória o rosto da sua companheira Godeliève, cheio de tristeza. Naquela noite tinha-se retirado para o quarto sem tocar na comida.</p>
<p style="text-align: justify;">A Lella tinha tentado segui-la, mas, ao chegar à porta do quarto, detivera-se, tímida e hesitante. Quisera bater&#8230; mas que palavras utilizar para se fazer compreender? Ficara ali alguns segundos. Depois, rendera-se uma vez mais.</p>
<p style="text-align: justify;">Na manhã seguinte entrou na igreja e sentou-se lá no fundo, num dos últimos bancos. Escondeu a cara entre as mãos para ninguém ver as suas lágrimas. Ali era o único lugar onde não era preciso falar outra língua, onde nem sequer era necessário explicar-se, porque estava ali Alguém que compreendia para além das palavras. Foi a certeza daquela compreensão que lhe deu coragem. E, com a alma cheia de angústia, perguntou a Jesus: «Porque é que não posso partilhar com as outras a sua cruz e dizer aquelas palavras que Tu mesmo me fizeste compreender quando Te encontrei: que todos os sofrimentos são amor?».</p>
<p style="text-align: justify;">E ficou diante do tabernáculo, quase à espera de uma resposta de Quem lhe tinha iluminado todos os vazios da sua vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Olhou depois para o Evangelho daquele dia e leu: «Tende confiança: Eu já venci o mundo!» (2). Aquelas palavras caíram como um bálsamo na alma da Lella, que sentiu uma grande paz.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando voltou para casa para o pequeno-almoço encontrou logo a Annj, que era a responsável pela ordem da casa. Cumprimentou-a e foi atrás dela até à dispensa. Depois, em silêncio, começou a ajudá-la a preparar o pequeno-almoço.</p>
<p style="text-align: justify;">A primeira a descer do quarto foi a Godeliève. Vinha buscar o café à cozinha, à pressa, para não ver ninguém. Mas, naquele momento, parou: a paz da Lella impressionou a sua alma mais do que qualquer palavra.</p>
<p style="text-align: justify;">À tarde, quando voltavam para casa, de bicicleta, a Godeliève aproximou-se da Lella e, procurando falar de maneira que ela compreendesse, sussurrou-lhe: «Não precisas de falar. Hoje a tua vida disse-me: “Ama tu também!”».</p>
<p style="text-align: justify;">A montanha tinha-se deslocado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Em verdade vos digo: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: “Muda-te daqui para acolá”, e ele há-de mudar-se; e nada vos será impossível».</strong></p>
<p align="right"><strong> </strong></p>
<p align="right"><strong>Chiara Lubich</strong></p>
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		<title>Palavra de Vida</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 09:12:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pplware</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra de Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[«Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim estará salvo;
há-de entrar e sair e achará pastagem» [Jo 10, 9]. (1)
 Fevereiro 2010
Jesus apresenta-se como aquele que realiza as promessas divinas e as expectativas de um povo, cuja história está profundamente marcada pela aliança, jamais anulada, com o seu Deus.
A ideia da porta faz lembrar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>«Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim estará salvo;<br />
há-de entrar e sair e achará pastagem» </strong>[<em>Jo</em> 10, 9]. (1)</p>
<p style="text-align: right;"><strong> Fevereiro 2010</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Jesus apresenta-se como aquele que realiza as promessas divinas e as expectativas de um povo, cuja história está profundamente marcada pela aliança, jamais anulada, com o seu Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">A ideia da porta faz lembrar e explica-se melhor com outra imagem usada por Jesus: «Eu sou o Caminho, (&#8230;) Ninguém pode ir até ao Pai senão por mim» (2). Portanto, Ele é realmente um caminho e uma porta aberta para o Pai, para o próprio Deus.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim estará salvo; há-de entrar e sair e achará pastagem».</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span id="more-270"></span><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O que é que significa, concretamente, esta Palavra na nossa vida? Há muitos conceitos que se podem deduzir a partir de outras passagens do Evangelho, relacionadas com o trecho de São João. Mas escolhemos a imagem da «porta estreita». Precisamos de nos esforçar por passar pela «porta estreita» (3) para entrar na vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Porquê esta escolha? Porque nos parece ser aquela que mais nos aproxima da verdade que Jesus diz de Si mesmo e a que melhor nos esclarece sobre o modo de a viver.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando é que Jesus se torna a porta totalmente aberta, de par em par, para a Trindade? É precisamente quando a porta do Céu parece fechar-se para Ele. Nesse momento, Ele mesmo torna-se a porta do Céu para todos nós.</p>
<p style="text-align: justify;">Jesus abandonado (4) é a porta através da qual se realiza o intercâmbio perfeito entre Deus e a humanidade: tendo-se feito nada, une os filhos ao Pai. É aquele vazio (o vão da porta) que possibilita o encontro do homem com Deus e de Deus com o homem.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, Ele é, ao mesmo tempo, a porta estreita e a porta totalmente aberta. E nós podemos experimentar isso em nós.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim estará salvo; há-de entrar e sair e achará pastagem».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Jesus no abandono tornou-se, para nós, um acesso ao Pai.</p>
<p style="text-align: justify;">O que dependia d’Ele está feito. Mas, para usufruir dessa graça tão grande, cada um de nós deve também fazer o seu pequeno esforço, que consiste em aproximar-se daquela porta e passar para o outro lado. Como?</p>
<p style="text-align: justify;">Quando formos surpreendidos por uma decepção, ou feridos por um trauma, uma desgraça imprevista ou uma doença absurda, podemos recordar sempre o sofrimento de Jesus, que personificou todas estas provações, e muitas mais.</p>
<p style="text-align: justify;">Sim, Ele está presente em tudo aquilo que tem aspecto de sofrimento. Cada sofrimento nosso é um nome de Jesus.</p>
<p style="text-align: justify;">Tentemos, então, reconhecer Jesus em todas as angústias e dificuldades da vida, em todas as trevas, nas tragédias pessoais e dos outros, no sofrimento da humanidade que nos rodeia. É sempre Ele, porque tomou sobre Si tudo isso. Basta dizer-Lhe, com fé: «És tu, Senhor, o meu único bem» (5). Basta fazer qualquer coisa de concreto para aliviar os “Seus” sofrimentos nos pobres e nos infelizes, para atravessarmos aquela porta, e encontrarmos, do outro lado, uma alegria nunca antes experimentada, uma nova plenitude de vida.</p>
<p align="right"><strong>Chiara Lubich</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Palavra de Vida</title>
		<link>http://www.paroquiaaves.pt/2010/01/01/palavra-de-vida-13/</link>
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		<pubDate>Fri, 01 Jan 2010 09:26:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pplware</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra de Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[«Ele habitará com eles; eles serão o seu povo»
[cf. Ap 21, 3]. (1)»
Janeiro 2010
De 18 a 25 de Janeiro, em muitos lugares do mundo, celebra-se a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Noutros, celebra-se no Pentecostes.
Como sabemos, Chiara geralmente fazia o comentário sobre o trecho bíblico que era escolhido para essa ocasião, com a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>«Ele habitará com eles; eles serão o seu povo»<br />
[cf. Ap 21, 3]. (1)»</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Janeiro 2010</strong></p>
<p style="text-align: justify;">De 18 a 25 de Janeiro, em muitos lugares do mundo, celebra-se a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Noutros, celebra-se no Pentecostes.</p>
<p style="text-align: justify;">Como sabemos, Chiara geralmente fazia o comentário sobre o trecho bíblico que era escolhido para essa ocasião, com a Palavra de Vida desse mês.</p>
<p>Este ano a frase bíblica para a Semana de Oração é: «Vós sois as testemunhas destas coisas» (Lc 24, 48). Para nos ajudar a vivê-la, propomos este texto de Chiara que é um “apelo insistente” para que nós, cristãos, testemunhemos ao mundo a presença de Deus.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-216"></span></p>
<p style="text-align: justify;">«Esta é a morada de Deus entre os homens.<br />
Ele habitará com eles; eles serão o seu povo<br />
e o próprio Deus  estará com eles e será o seu Deus»  (Ap 21, 3).</p>
<p style="text-align: justify;">A Palavra de Deus deste mês interpela-nos: se queremos fazer parte do Seu povo, temos que O deixar viver entre nós. Mas como será possível realizar isto? O que fazer para saborearmos um pouco, já aqui na Terra, daquela alegria sem fim que teremos ao contemplarmos Deus? Foi isto precisamente que Jesus nos revelou. E foi justamente esse o significado da Sua vinda: comunicar-nos a Sua comunhão de amor com o Pai, a fim de que também nós a vivamos.</p>
<p>Nós, cristãos, podemos viver desde já esta frase e ter Deus no meio de nós. Ter Deus no meio de nós requer – como afirmam os Padres da Igreja – determinadas condições. Para S. Basílio, é viver segundo a vontade de Deus; para S. João Crisóstomo, é amar como Jesus amou; para Teodoro Studita é o amor recíproco; e para Orígenes é o acordo de pensamento e de sentimentos para alcançar a concórdia que «une e contém o Filho de Deus» (2).</p>
<p>Mas é no ensinamento de Jesus que está o segredo para fazer com que Deus habite no meio de nós: «Amai-vos uns aos outros assim como Eu vos amei» (cf. Jo 13, 34). O amor recíproco é o segredo da presença de Deus. «Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós» (1 Jo 4, 12), pois: «Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles» (Mt 18, 20), disse Jesus.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Ele habitará com eles; eles serão o seu povo». </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, não é inalcançável nem está assim tão longe o dia em que se vão cumprir todas as promessas da Antiga Aliança: «A minha morada será no meio deles. Serei o seu Deus e eles serão o meu povo» (Ez 37, 27).<br />
Tudo isso já se realiza em Jesus, que, para além da sua existência histórica, continua a estar presente entre aqueles que vivem segundo a nova lei do amor recíproco, ou seja, segundo aquela norma que os constitui como um povo, o povo de Deus.</p>
<p>Esta Palavra de Vida é, pois, um apelo insistente (dirigido sobretudo a nós, cristãos) para testemunharmos, com o amor, a presença de Deus. «Por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros» (Jo 13, 35). O mandamento novo, vivido assim, estabelece as condições para que se realize a presença de Jesus entre as pessoas.</p>
<p>Não poderemos fazer nada se esta presença não estiver garantida. Presença que dá sentido à fraternidade sobrenatural que Jesus trouxe à Terra para toda a humanidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Ele habitará com eles; eles serão o seu povo».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Mas cabe sobretudo a nós, cristãos – embora pertencendo a várias comunidades eclesiais –, apresentar ao mundo a beleza de um único povo, feito de pessoas de todas as etnias, raças e culturas; de adultos e de crianças; de doentes e de sãos. Um único povo do qual se possa dizer, como se dizia dos primeiros cristãos: «Vede como se amam e estão prontos a dar a vida uns pelos outros».</p>
<p>É este o “milagre” que a humanidade aguarda para poder voltar a ter esperança. É um contributo necessário para o progresso ecuménico, para o caminho até à unidade plena e visível dos cristãos. É um “milagre” que está ao nosso alcance, ou melhor, ao alcance d’Aquele que, habitando entre os seus unidos pelo amor, pode modificar o destino do mundo e conduzir a humanidade inteira para a unidade.</p>
<p style="text-align: right;">
Chiara Lubich</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Palavra de Vida</title>
		<link>http://www.paroquiaaves.pt/2009/12/01/palavra-de-vida-12/</link>
		<comments>http://www.paroquiaaves.pt/2009/12/01/palavra-de-vida-12/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 09:20:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pplware</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra de Vida]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.paroquiaaves.pt/?p=214</guid>
		<description><![CDATA[«Brilhe a vossa luz diante dos homens, de modo que, vendo as vossas boas obras,
glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu». (1)»
Dezembro 2009
(…)
A luz manifesta-se nas “boas obras”. Resplandece através das boas obras realizadas pelos cristãos.
Podem dizer-me: «Mas não são só os cristãos que realizam boas obras. Há outras pessoas que colaboram no progresso, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>«Brilhe a vossa luz diante dos homens, de modo que, vendo as vossas boas obras,<br />
glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu». (1)»</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Dezembro 2009</strong></p>
<p style="text-align: justify;">(…)<br />
A luz manifesta-se nas “boas obras”. Resplandece através das boas obras realizadas pelos cristãos.<br />
Podem dizer-me: «Mas não são só os cristãos que realizam boas obras. Há outras pessoas que colaboram no progresso, constroem casas, promovem a justiça…».</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-214"></span></p>
<p>É verdade. O cristão, sem dúvida, faz também tudo isto e deve fazê-lo. Mas não é só essa a sua função específica. Ele deve realizar as boas obras com um espírito novo: aquele espírito que faz com que não seja ele a viver em si próprio, mas Cristo nele.</p>
<p>De facto, o evangelista não se refere apenas a actos de caridade isolados (como visitar os presos, vestir os nus ou outra obra de misericórdia qualquer, de acordo com as exigências actuais). Refere-se à adesão total da vida do cristão à vontade de Deus, de modo a fazer com que toda a sua vida seja uma boa obra.</p>
<p>Se o cristão assim fizer, será “transparente”, e o louvor que obtiver com as suas acções destina-se, não a ele propriamente, mas a Cristo nele. E, através dele, Deus estará presente no mundo. A função do cristão é, pois, deixar transparecer esta luz que existe nele, ser o “sinal” desta presença de Deus entre os homens.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Brilhe a vossa luz diante dos homens, de modo que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Se as boas obras de cada cristão têm esta característica, também a comunidade cristã no meio do mundo deve ter essa mesma função específica: revelar, através da sua vida, a presença de Deus, que se manifesta onde dois ou três estiverem unidos no Seu nome. Uma presença que foi prometida à Igreja até ao fim dos tempos.</p>
<p>A Igreja primitiva dava muito relevo a estas palavras de Jesus. Sobretudo nos momentos difíceis, quando os cristãos eram caluniados, ela exortava-os a não reagirem com a violência. A melhor contestação ao mal que se dizia contra eles deveria ser o seu comportamento.</p>
<p>Lê-se na carta a Tito: «Exorta igualmente os jovens a serem moderados, apresentando-te em tudo a ti próprio, como exemplo de boas obras, de integridade na doutrina, de dignidade, de palavra sã e irrepreensível, para  que os adversários fiquem confundidos, por não terem nada de mal a dizer  de nós» (2).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Brilhe a vossa luz diante dos homens, de modo que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Também nos nossos dias, a luz para levar os homens a Deus é a vida cristã vivida. Conto-vos um pequeno episódio.<br />
A Antonieta nasceu na Sardenha mas, por motivos de trabalho, foi para Grenoble, na França. Foi trabalhar para um escritório onde havia muita gente que não tinha vontade de trabalhar. Sendo cristã, procurava ver Jesus em cada pessoa, para O servir.</p>
<p>Ajudava todos e estava sempre calma e sorridente. Às vezes, havia quem se zangasse, levantasse a voz e se vingasse nela, ironizando: «Já que gostas de trabalhar, toma lá, bate à máquina também o meu trabalho!».</p>
<p>Ela calava-se e trabalhava. Sabia que não eram maus. Provavelmente cada um teria as suas contrariedades.<br />
Um dia, o chefe de secção foi ter com ela, quando os outros não estavam, e perguntou-lhe: «Agora diga-me como consegue sorrir sempre e nunca perder a paciência?». Ela rodeou a questão dizendo: «Procuro manter-me calma e ver as coisas pelo lado bom». O chefe de secção bateu com o punho na secretária e exclamou: «Não! Deve ter qualquer coisa a ver com Deus. De outra maneira, seria impossível! E eu que não acreditava em Deus!».</p>
<p>Alguns dias mais tarde, a Antonieta foi chamada à direcção e disseram-lhe que ia ser transferida para outra secção, «para que – continuou o director – a transforme tal como fez com aquela onde está agora».</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Brilhe a vossa luz diante dos homens, de modo que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu».</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="font-weight: normal;">Chiara Lubich</span></strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Palavra de Vida</title>
		<link>http://www.paroquiaaves.pt/2009/10/01/palavra-de-vida-11/</link>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 08:44:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pplware</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra de Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[«Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas»
[Lc 21, 19]. (1)
Outubro 2009
“Perseverança”. É a tradução da palavra grega original, que inclui também outros significados: a paciência, a constância, a resistência e a confiança.
A perseverança é necessária e indispensável quando se tem um sofrimento ou uma tentação, ou se tem a tendência para desanimar. E também quando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>«Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas»<br />
[Lc 21, 19]. (1)</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Outubro 2009</strong></p>
<p style="text-align: justify;">“Perseverança”. É a tradução da palavra grega original, que inclui também outros significados: a paciência, a constância, a resistência e a confiança.</p>
<p>A perseverança é necessária e indispensável quando se tem um sofrimento ou uma tentação, ou se tem a tendência para desanimar. E também quando se é aliciado pelas seduções do mundo, quando se é perseguido.<br />
<span id="more-177"></span></p>
<p>Penso que cada um de nós já se encontrou em pelo menos uma dessas circunstâncias, e por isso já experimentou que, sem a perseverança, poderia muito bem ter sucumbido. Talvez até já cedemos algumas vezes. Ou pode ser que, neste preciso momento, nos encontremos mesmo numa dessas dolorosas situações.</p>
<p>E então, o que fazer?<br />
Recomeçar e… perseverar.</p>
<p>De outra forma não é válido para nós o nome de “cristão”.</p>
<p>Sabemos muito bem que: quem quer seguir Cristo deve pegar todos os dias na sua cruz, deve amar – pelo menos com a vontade – o sofrimento. A vocação cristã é uma vocação para a perseverança.</p>
<p>Paulo, o apóstolo, apresenta à comunidade a sua perseverança, como sinal de autenticidade cristã.<br />
E não tem medo de a colocar no mesmo plano que os milagres.<br />
Quando amamos a cruz e perseveramos, podemos seguir Cristo que está no Céu, e, portanto, salvarmo-nos.</p>
<p><strong>«Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas».</strong></p>
<p>Podem distinguir-se duas categorias de pessoas: as que sentem o convite para serem verdadeiros cristãos, mas em cujas almas este convite cai como uma semente num terreno cheio de pedras. Há muito entusiasmo, semelhante a um fogo de palha, e depois não fica nada.</p>
<p>Por outro lado, há aquelas que recebem o convite como um terreno bom recebe a semente. E a vida cristã germina, cresce, ultrapassa as dificuldades e resiste às tempestades. Estas últimas possuem a perseverança e… «pela vossa perseverança salvareis as vossas almas».</p>
<p>Claro que, para perseverar, não nos podemos apoiar unicamente nas nossas forças.<br />
É necessária a ajuda de Deus.<br />
Paulo chama a Deus: «O Deus da perseverança» (2).</p>
<p>É a Ele, portanto, que devemos pedir a perseverança, e Ele não deixará de no-la dar.<br />
Porque, se somos cristãos, não nos podemos contentar com o termos sido baptizados ou com uma ou outra prática esporádica de culto ou de caridade. É necessário crescermos como cristãos. E todo o crescimento, no campo espiritual, não existe se não for no meio de provas, sofrimentos, obstáculos e batalhas.</p>
<p>Quem sabe realmente perseverar são aqueles que amam. O amor não vê obstáculos, não vê dificuldades, não vê sacrifícios. E a perseverança é o amor posto à prova.<br />
(…)<br />
Maria foi sempre e é a mulher da perse-verança.<br />
Peçamos a Deus que acenda também no nosso coração o amor por Ele. Então a perseverança, em todas as dificuldades da vida, surgirá em nós como consequência, e com ela salvaremos a nossa alma.</p>
<p><strong>«Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas».</strong></p>
<p>Mas, além disso, a perseverança é contagiosa. Quem é perseverante encoraja também os outros a irem até ao fim.<br />
(…)<br />
Temos que ter metas altas. Nós só temos uma única vida e também esta é breve. Cerremos os dentes dia após dia, enfrentemos todas as dificuldades que surgirem para seguir Cristo… e salvaremos as nossas almas.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Palavra de Vida</title>
		<link>http://www.paroquiaaves.pt/2009/08/01/palavra-de-vida-10/</link>
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		<pubDate>Sat, 01 Aug 2009 14:05:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pplware</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra de Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[«Tendo amado os seus que estavam no mundo,
amou-os até ao fim» [Jo 13, 1] (1)
Agosto 2009
 
Quando é que o Evangelho apresenta esta frase? O evangelista João escreveu-a referindo-se ao momento em que Jesus ia lavar os pés aos seus discípulos e se preparava para a sua paixão.
Nos últimos momentos em que viveu com os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>«Tendo amado os seus que estavam no mundo,<br />
amou-os até ao fim»</strong><strong> [Jo 13, 1] (1)</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Agosto 2009</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Quando é que o Evangelho apresenta esta frase? O evangelista João escreveu-a referindo-se ao momento em que Jesus ia lavar os pés aos seus discípulos e se preparava para a sua paixão.</p>
<p>Nos últimos momentos em que viveu com os seus, Jesus manifestou de modo supremo e mais explícito o amor que desde sempre nutria por eles.</p>
<p><span id="more-146"></span></p>
<p style="text-align: center;"><strong>«Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim».</strong></p>
<p>As palavras «até ao fim» significam: até ao fim da sua vida, até ao seu último sopro de vida. Mas também existe nelas a ideia da perfeição. Querem dizer: amou-os completamente, totalmente, com uma intensidade extrema, até ao máximo.</p>
<p>Os discípulos de Jesus irão permanecer no mundo, enquanto Jesus vai para o Céu. Sentir-se-ão sós, terão que vencer muitas provas. É precisamente por causa desses momentos que Jesus quer dar-lhes a certeza do seu amor.</p>
<p style="text-align: center;"><strong>«Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim».</strong></p>
<p>Não sentimos, também nós, nesta frase, o estilo de vida de Cristo, o seu modo de amar? Lavou os pés aos discípulos. O seu amor levou-o até ao ponto de fazer esse serviço que, naquele tempo, era reservado aos escravos. Jesus estava a preparar-se para a tragédia do Calvário, para dar aos «seus» e a todos, além das suas extraordinárias palavras, além dos seus próprios milagres, além de todas as suas obras, também a vida. Eles tinham necessidade dela, a maior necessidade que uma pessoa pode ter: a de ser libertada do pecado, ou seja, da morte, e poder entrar no Reino dos Céus. Deviam ter paz e alegria na Vida que nunca acabará. E Jesus entregou-se à morte, gritando o abandono do Pai, até ao ponto de, no fim, poder dizer: «Tudo está consumado».</p>
<p style="text-align: center;"><strong>«Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim».</strong></p>
<p>Encontramos nestas palavras a tenacidade do amor de um Deus e a doçura do afecto de um irmão. Também nós, cristãos, podemos amar assim, porque Cristo está em nós.</p>
<p>Mas eu não pretendo propor que imitemos Jesus a morrer (quando chegou a sua hora) pelos outros. Não quero apresentar, necessariamente, como modelos, o Padre Kolbe, que morreu em substituição de um irmão prisioneiro, nem o Padre Damião, que, tendo-se tornado leproso com os leprosos, morreu com eles e por eles.</p>
<p>Pode acontecer que nunca, no decurso dos anos, nos seja pedido para oferecermos a nossa vida física pelos irmãos. Porém, aquilo que Deus nos pede, com certeza, é que os amemos profundamente, até ao fim, até ao ponto de podermos também dizer: «Tudo está consumado».</p>
<p>Foi o que aconteceu com a pequena Cetti, de 11 anos, de uma cidade italiana. Viu a sua amiguinha e colega Georgina, da mesma idade, muito triste. Quis tranquilizá-la, mas não conseguiu. Quis então ir até às últimas consequências e saber o motivo da sua angústia. Tinha-lhe morrido o pai, e a mãe deixara-a sozinha com a avó, tendo ido viver com outro homem. A Cetti pressente a tragédia e põe-se em acção. Embora pequena, pergunta à colega se pode falar com a sua mãe, mas a Georgina pede-lhe para a acompanhar primeiro à campa do pai. A Cetti segue-a com um amor muito grande e ouve a Georgina, em pranto, a implorar ao pai para a vir buscar.</p>
<p>O coração da Cetti ficou despedaçado. Havia ali uma pequena igreja meia destruí-da, e entraram. A única coisa intacta era um pequeno tabernáculo e um crucifixo. A Cetti disse: «Olha, tudo vai acabar por ficar destruído neste mundo; mas aquele crucifixo e aquele tabernáculo hão-de permanecer!». A Georgina, enxugando as lágrimas, respondeu: «Sim, tu tens razão!». Depois, delicadamente, a Cetti agarrou na mão da Georgina e acompanhou-a a casa da mãe dela. Quando lá chegaram, com muita decisão, dirigiu-lhe estas palavras: «Olhe, minha senhora, estas coisas não me dizem respeito. Mas eu só lhe quero dizer que a senhora deixou a sua filha sem o afecto materno de que ela tanto precisa. E digo-lhe mais uma coisa: a senhora nunca mais se vai sentir em paz, enquanto não a levar consigo e não se arrepender».</p>
<p>No dia seguinte a Cetti apoiou com amor a Georgina, quando a encontrou na escola. Mas eis um facto novo: um carro veio buscar a Georgina &#8211; quem estava ao volante era a mãe. E, daquele dia em diante, o carro voltou sempre, porque agora a Georgina vive com a sua mãe, que abandonou de-ci-didamente a amizade com aquele homem.</p>
<p>Sobre a pequena e grande acção da Cetti pode-se dizer: «Tudo está consumado». Fez bem todas as coisas. Até às últimas consequências. E teve êxito.</p>
<p>Pensemos nisto. Quantas vezes começámos a interessar-nos por uma pessoa, e depois abandonámo-la, enganando a nossa consciência com mil e uma desculpas? Quantas acções já iniciámos com entusiasmo, mas depois desistimos diante de dificuldades que pareciam superiores às nossas forças?</p>
<p>A lição que hoje Jesus nos dá é esta:</p>
<p style="text-align: center;"><strong>«Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim».</strong></p>
<p>Façamos o mesmo.</p>
<p>E se um dia Deus nos pedir realmente a vida a sério, não hesitaremos. Os mártires iam ao encontro da morte a cantar. E o prémio será a maior glória. Porque Jesus disse que ninguém no mundo tem maior amor do que aquele que derrama o seu sangue pelos seus amigos.</p>
<p align="right"><strong>Chiara Lubich</strong></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Palavra de Vida Julho</title>
		<link>http://www.paroquiaaves.pt/2009/07/01/palavra-de-vida-julho/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2009 22:35:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pplware</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra de Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[«Vendei os vossos bens e dai-os de esmola.
Arranjai bolsas que não envelheçam, um tesouro
inesgotável no Céu, onde o ladrão não chega
e a traça não rói» [Lc 12, 33]. (1)
Se és jovem e anseias por uma vida ideal, realizada, radical, ouve Jesus. Ninguém no mundo te pede tanto. Tens a oportunidade de demonstrar a tua fé [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>«Vendei os vossos bens e dai-os de esmola.<br />
Arranjai bolsas que não envelheçam, um tesouro<br />
inesgotável no Céu, onde o ladrão não chega<br />
e a traça não rói» [Lc 12, 33]. (1)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Se és jovem e anseias por uma vida ideal, realizada, radical, ouve Jesus. Ninguém no mundo te pede tanto. Tens a oportunidade de demonstrar a tua fé e a tua generosidade, o teu heroísmo.</p>
<p style="text-align: justify;">Se és adulto e queres uma existência séria, empenhada, mas segura; ou, se já tens uma certa idade e desejas viver os teus últimos anos abandonado em Quem não engana, sem preocupações que te consumam, esta Palavra de Jesus é válida para todos.<br />
<span id="more-137"></span></p>
<p style="text-align: justify;">De facto, ela conclui uma série de exortações com que Jesus nos convida a não nos preocuparmos com aquilo que havemos de comer ou vestir, exactamente como fazem os passarinhos, que não semeiam, e os lírios do campo, que não fiam. Por isso, devemos excluir do coração toda a ansiedade pelas coisas da Terra, porque o Pai ama-nos mais do que aos passarinhos e às flores, e Ele próprio pensa em cada um de nós.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso nos diz:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Vendei os vossos bens e dai-os de esmola. Arranjai bolsas que não envelheçam, um tesouro inesgotável no Céu, onde o ladrão não chega e a traça não rói».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O Evangelho, no seu conjunto e em cada uma das suas palavras, exige realmente tudo o que as pessoas são e possuem. Deus não pedia tanto, antes da vinda de Cristo. O Antigo Testamento considerava a riqueza terrena como um bem, uma bênção de Deus. E, se pedia que se desse esmola aos necessitados, era para se obter benevolência do Omnipotente.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais tarde, o pensamento da recompensa no Além tornou-se mais comum no judaísmo. Um rei respondeu a alguém que o criticava por esbanjar os seus bens: «Os meus antepassados acumularam tesouros aqui na Terra. Eu, pelo contrário, acumulei tesouros lá no Céu». (…).</p>
<p style="text-align: justify;">Ora, a originalidade da palavra de Jesus está no facto de que Ele nos pede uma doação total, pede-nos tudo. Quer que sejamos filhos despreocupados, que não andemos atarefados com as coisas do mundo, filhos que dependam simplesmente d’Ele. Ele sabe que a riqueza é um enorme obstáculo para nós, porque ocupa o nosso coração. E Deus quer que Lhe deixemos todo o espaço para Ele.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso recomenda:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Vendei os vossos bens e dai-os de esmola. Arranjai bolsas que não envelheçam, um tesouro inesgotável no Céu, onde o ladrão não chega e a traça não rói».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Se não pudermos desfazer-nos dos bens materialmente, porque estamos ligados a outras pessoas, ou porque a posição que ocupamos nos obriga a uma situação digna e adequada, temos que nos desapegar dos bens espiritualmente e agir, em relação a eles, como simples administradores. Assim, se enquanto lidarmos com a riqueza amarmos os outros, administrando-a para eles, preparamos para nós um tesouro que a traça não rói e o ladrão não leva consigo.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas será que devemos mesmo conservar tudo o que possuímos?</p>
<p style="text-align: justify;">Escutemos a voz de Deus dentro de nós. É bom pedir um conselho se não conseguirmos decidir. Vamos encontrar uma quantidade de coisas supérfluas no meio das coisas que temos. Não fiquemos com elas. Temos que as dar. Dar a quem não tem. Assim pomos em prática a palavra de Jesus: «Vende… e dá». Deste modo vamos encher bolsas que não envelhecem.</p>
<p style="text-align: justify;">Evidentemente que, para viver no mundo, é necessário interessar-se por dinheiro e pelas coisas. Mas Deus quer que nos ocupemos, e não que nos preocupemos. Conservemos apenas aquele mínimo que é indispensável para viver segundo o nosso estado, segundo a nossa condição. Quanto ao resto:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Vendei os vossos bens e dai-os de esmola. Arranjai bolsas que não envelheçam, um tesouro inesgotável no Céu, onde o ladrão não chega e a traça não rói».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Paulo VI era realmente pobre. Testemunha-o o modo como quis ser sepultado: num pobre caixão, na terra. Pouco antes de morrer, tinha dito ao seu irmão: «Já há algum tempo que fiz as malas para aquela importante viagem».</p>
<p style="text-align: justify;">É isto o que devemos fazer: fazer as malas.</p>
<p style="text-align: justify;">No tempo de Jesus chamavam-se bolsas. Façamo-las dia após dia. Enchamo-las o mais que pudermos com aquilo que pode ser útil aos outros. Havemos de ter unicamente aquilo que dermos. Se pensarmos em toda a fome que há no mundo&#8230; Quanto sofrimento&#8230; Quantas necessidades…</p>
<p style="text-align: justify;">Podemos pôr lá dentro, também, todos os actos de amor, todas as obras em favor dos irmãos.</p>
<p style="text-align: justify;">Façamos estas acções por Ele. Digamos-Lhe, no nosso coração: para Ti. E executemo-las bem, com perfeição. Destinam-se ao Céu: permanecerão eternamente.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Chiara Lubich</strong></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Palavra de Vida Junho</title>
		<link>http://www.paroquiaaves.pt/2009/06/01/palavra-de-vida-junho/</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Jun 2009 22:32:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pplware</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra de Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[«Eu sou  a videira; vós, os ramos. Quem permanece em mim e Eu nele,
esse dá  muito fruto, pois, sem mim, nada podeis fazer»
[Jo 15, 5]. (1)
Junho 2009
Imaginemos  um ramo separado da videira&#8230; Já não tem futuro, já não tem qualquer  esperança, não tem fecundidade. Só lhe resta secar e ser queimado.
Imaginemos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>«Eu sou  a videira; vós, os ramos. Quem permanece em mim e Eu nele,<br />
esse dá  muito fruto, pois, sem mim, nada podeis fazer»<br />
[Jo 15, 5]. (1)</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Junho 2009</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Imaginemos  um ramo separado da videira&#8230; Já não tem futuro, já não tem qualquer  esperança, não tem fecundidade. Só lhe resta secar e ser queimado.</p>
<p style="text-align: justify;">Imaginemos  agora a que morte espiritual estamos destinados, como cristãos, se  não estivermos unidos a Cristo. É assustador! É a completa esterilidade,  mesmo que trabalhemos como mouros de manhã à noite, ou pensemos que  estamos a servir a humanidade. Ou mesmo que os amigos nos aplaudam,  e os bens terrenos se multipliquem ou façamos sacrifícios incríveis.  Tudo isso pode ter um significado para nós, aqui na Terra, mas, para  Cristo e para a eternidade, de nada vale. E é essa a vida mais importante.<br />
<span id="more-134"></span></p>
<p style="text-align: justify;">«Eu sou a  videira; vós, os ramos. Quem permanece em mim e Eu nele, esse dá muito  fruto, pois, sem mim, nada podeis fazer».</p>
<p style="text-align: justify;">Como podemos  permanecer em Cristo e Cristo permanecer em nós? Como podemos ser um  ramo verde e viçoso que faça parte da videira? Antes de mais, é preciso  acreditarmos em Cristo. Mas isso não basta. A nossa fé deve ter influência  na dimensão concreta da vida. Isto é, temos que viver de acordo com  a fé, pondo em prática as palavras de Jesus. Por isso, não podemos  desprezar os meios divinos que Cristo nos deixou, através dos quais  obtemos ou readquirimos a unidade com Ele, no caso de a termos perdido.  Além disso, Cristo não nos considera bem ligados a Ele se não nos  esforçarmos por estar inseridos na comunidade eclesial, na nossa Igreja  local.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Eu sou  a videira; vós, os ramos. Quem permanece em mim e Eu nele, esse dá  muito fruto, pois, sem mim, nada podeis fazer».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">«Quem permanece  em Mim e eu nele». Já repararam que Cristo fala da nossa unidade pessoal  com Ele, mas também da Sua unidade pessoal connosco? Se estivermos  unidos a Ele, Ele estará em nós, no íntimo do nosso coração. Nasce  assim uma relação e um colóquio de amor recíproco, uma colaboração  entre Jesus e nós, seus discípulos. E as consequências vão ser:  dar muito fruto. Precisamente como um ramo bem unido produz cachos saborosos.  &#8220;Muito fruto&#8221;, significa que nos será dada uma verdadeira fecundidade  apostólica, isto é, uma capacidade de abrir os olhos de muitos às  palavras únicas e revolucionárias de Cristo, e estaremos em condições  de lhes dar a força para as seguirem. &#8220;Muito fruto&#8221; significa ainda  que saberemos suscitar ou até edificar obras, pequenas ou grandes,  para diminuir as mais variadas necessidades do mundo, segundo os talentos  que Deus nos der. &#8220;Muito fruto&#8221; significa &#8220;muito&#8221;, não &#8220;pouco&#8221;.  E isso pode querer dizer que saberemos criar na humanidade que nos circunda  uma corrente de bondade, de comunhão, de amor recíproco.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Eu sou  a videira; vós, os ramos. Quem permanece em mim e Eu nele, esse dá  muito fruto, pois, sem mim, nada podeis fazer».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Mas &#8220;muito  fruto&#8221; não significa só o bem espiritual e material dos outros.  Significa também o nosso, de cada um. O facto de crescermos interiormente,  de nos santificarmos pessoalmente, depende também da nossa união com  Cristo. Santificarmo-nos. Talvez essa palavra, nos tempos que correm,  pareça um anacronismo, uma inutilidade ou uma utopia. Mas não. A nossa  época presente vai passar e com ela as opiniões parciais, erradas,  contingentes. Permanece a verdade. Há dois mil anos, Paulo, o Apóstolo,  dizia claramente que é vontade de Deus para todos os cristãos a santificação.  Santa Teresa d&#8217;Ávila, doutora da Igreja, tinha a certeza que toda  a gente, até qualquer pessoa da rua, podia chegar à mais alta contemplação.  O Concílio Vaticano II afirma que todo o povo de Deus é chamado à  santidade. São opiniões seguras.</p>
<p style="text-align: justify;">Procuremos  então produzir, também na nossa vida, o &#8220;muito fruto&#8221; da santificação,  que só será possível se estivermos unidos a Cristo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Eu sou  a videira; vós, os ramos. Quem permanece em mim e Eu nele, esse dá  muito fruto, pois, sem mim, nada podeis fazer».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Repararam que  Jesus não nos pede directamente o fruto, mas vê-o como consequência  do permanecermos unidos a Ele? Até nos pode acontecer cair no erro  em que muitos cristãos se encontram: activismo, activismo, obras, obras  para o bem dos outros&#8230; sem se ter tempo de verificar se em tudo e  para tudo se está unido a Cristo.</p>
<p style="text-align: justify;">É um erro.  Pensa-se que se dá fruto, mas não é aquele fruto que Cristo em nós,  Cristo connosco, poderia dar. Para dar frutos duradoiros, com um timbre  divino, é preciso permanecermos unidos a Cristo. Quanto mais unidos  a Cristo estivermos, mais frutos produzimos.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso,  o verbo &#8220;permanecer&#8221;, que Jesus usa, mais do que referir-se a alguns  momentos em que se produzem frutos, dá a ideia de um estado permanente  de fecundidade. Realmente, se conhecermos pessoas que vivem assim, verificamos  que elas, talvez só com um simples sorriso, com uma palavra, com o  comportamento habitual do dia-a-dia, com a sua atitude perante as várias  situações da vida, impressionam de tal forma os outros, que os levam,  muitas vezes, a reencontrarem-se com Deus. Foi o que se passou com os  santos. Mas não nos devemos desencorajar. Até os cristãos comuns  podem dar frutos.</p>
<p style="text-align: justify;">Dou-vos um  exemplo. Passa-se em Portugal. Todos sabemos que o mundo estudantil  está muito influenciado pela política e há pouco espaço para quem  queira tornar-se útil à humanidade, movido por outros motivos.</p>
<p style="text-align: justify;">A Maria do  Socorro, acabado o secundário, entrou na universidade. O ambiente é  difícil. Muitos dos seus colegas lutam, seguindo a própria ideologia  e cada um procura arrastar atrás de si os estudantes que ainda não  se pronunciaram.</p>
<p style="text-align: justify;">A Maria sabe  bem que caminho seguir, embora não seja fácil de explicar: seguir  Jesus e permanecer unida a Ele. Os seus colegas, que não conhecem nada  das suas ideias, consideram-na amorfa, sem ideias. Houve momentos em  que experimentou o respeito humano, sobretudo ao entrar na igreja. Mas  continuou a ir lá, porque sentia que devia permanecer unida a Jesus.</p>
<p style="text-align: justify;">Aproxima-se  o Natal. A Maria dá-se conta de que há entre eles alguns que não  podem ir a casa, porque são de muito longe e propõe, aos outros colegas,  darem uma prenda aos que não iam a casa. Com grande surpresa, todos  aceitaram imediatamente. Mais tarde, vieram as eleições e outra grande  admiração: foi eleita, precisamente ela, para representante do seu  curso. Mas o espanto foi ainda maior quando ouviu dizer: «É lógico  que tenhas sido eleita tu, porque és a única que tem uma linha precisa,  que sabe aquilo que quer e o que fazer para o realizar». Alguns dos  seus colegas interessaram-se pelo seu ideal e querem viver como ela.  Foi um bom fruto da perseverança da Maria do Socorro em permanecer  unida a Jesus.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Chiara Lubich</strong></p>
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		<title>Palavra de Vida Maio</title>
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		<pubDate>Fri, 01 May 2009 23:29:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pplware</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra de Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[«Como bons administradores das várias graças de Deus,
cada um de vós ponha ao serviço dos outros o dom que recebeu»
[1 Pe 4, 10]. (1)
Maio 2009
A Edite, cega de nascença, vive, com outras invisuais, numa casa cujo capelão já não pode celebrar a Missa, pois ficou paralisado das pernas. Por esse motivo, foi decidido tirar-se Jesus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>«Como bons administradores das várias graças de Deus,<br />
cada um de vós ponha ao serviço dos outros o dom que recebeu»<br />
[1 Pe 4, 10]. (1)</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Maio 2009</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Edite, cega de nascença, vive, com outras invisuais, numa casa cujo capelão já não pode celebrar a Missa, pois ficou paralisado das pernas. Por esse motivo, foi decidido tirar-se Jesus Eucaristia da casa. A Edite apelou ao bispo, para que O deixassem ficar, pois era a única luz nas trevas em que vivem.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-126"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Obteve a autorização e também a licença para ser ela mesma a distribuir a Comunhão, às suas colegas e ao capelão.</p>
<p style="text-align: justify;">Desejosa de ser útil aos outros, a Edite conseguiu também ter à sua disposição, durante algumas horas, o tempo de emissão de uma estação particular de rádio. Serve-se dele para oferecer aquilo que tem de melhor: conselhos, pensamentos válidos, esclarecimentos morais. Conforta, com a sua experiência, aqueles que sofrem.</p>
<p style="text-align: justify;">A Edite&#8230; e poderia contar mais coisas sobre ela. E é cega, mas o sofrimento iluminou-a.<br />
Mas quantos outros exemplos teria para vos contar! O bem existe e não faz barulho. A Edite, no fundo, vive simplesmente como cristã: sabe que cada um de nós recebeu alguns talentos e pode pô-los ao serviço dos outros.</p>
<p style="text-align: justify;">Sim, porque por “talento” ou “dom” (ou “carisma”, como se costuma dizer, usando a palavra grega) não se entende só aquelas graças com que Deus enriquece as pessoas que devem governar a Igreja. Nem sequer são apenas aqueles dons extraordinários que Ele manda directamente a um ou outro fiel, para o bem de todos, quando considera que é necessário remediar, na Igreja, situações excepcionais ou perigos graves, para os quais não são suficientes as instituições eclesiásticas.</p>
<p style="text-align: justify;">São exemplos destes a sabedoria, a ciência, o dom dos milagres, falar línguas, o carisma de suscitar uma nova espiritualidade na Igreja e outros ainda.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas dons, ou carismas, podem ser qualidades mais simples, que muitas pessoas possuem e que se notam só pelo bem que produzem. O Espírito Santo trabalha. Além disso, também se podem chamar dons ou carismas aos talentos naturais. Portanto, toda a gente é dotada. Também cada um de nós.</p>
<p style="text-align: justify;">E que uso lhes devemos dar? Temos que pensar como fazê-los render. Foram-nos dados, não para nós próprios, mas precisamente para o bem de todos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Como bons administradores das várias graças de Deus, cada um de vós ponha ao serviço dos outros o dom que recebeu».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">É muito grande a variedade dos dons. Cada um de nós tem o seu e, por isso, tem uma função específica na comunidade. E qual será o caso pessoal de cada um?</p>
<p style="text-align: justify;">Tens algum diploma? Nunca pensaste em pôr à disposição, de quem não sabe ou que não tem meios para estudar, algumas horas semanais de ensinamento?</p>
<p style="text-align: justify;">Tens um coração particularmente generoso? Nunca pensaste em mobilizar forças ainda válidas em favor de gente pobre ou marginalizada, ressuscitando assim, no coração de muitos, o sentido da dignidade do homem?<br />
(&#8230;)<br />
Tens dotes particulares para confortar o próximo? Ou para arrumar a casa, para cozinhar, para fazer vestuário útil com pouco dinheiro, ou para trabalhos manuais? Olha ao teu redor e vê quem precisa de ti.<br />
Sinto muita pena quando vejo que há gente que procura e ensina a preencher o “tempo livre”. Nós, cristãos, não temos tempo livre enquanto houver sobre a Terra um doente, um faminto, um prisioneiro, um ignorante, alguém com dúvidas ou triste, um drogado, (&#8230;) um órfão, uma viúva&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">E não acham que a oração é um dom formidável que podemos utilizar, já que a todo o momento nos podemos dirigir a Deus, presente em toda a parte?<br />
(&#8230;)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Como bons administradores das várias graças de Deus, cada um de vós ponha ao serviço dos outros o dom que recebeu».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Imaginem agora a Igreja em que todos os cristãos, crianças e adultos, fazem tudo o que podem para pôr à disposição dos outros os seus dons?</p>
<p style="text-align: justify;">O amor recíproco adquiriria uma tal consistência, uma tal amplitude e relevo, que (&#8230;) poderiam reconhecer, através dele, os discípulos de Cristo.<br />
(&#8230;)<br />
E, então, se o resultado era esse, por que motivo não fazemos tudo o que está ao nosso alcance para o conseguir?</p>
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