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	<title>Paróquia de S. Miguel de Vila das Aves &#187; Palavra de Vida</title>
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		<title>Palavra de Vida</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Jan 2011 15:15:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pplware</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra de Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[«A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma. Ninguém chamava seu ao que lhe pertencia, mas entre eles tudo era comum» [Act 4, 32]. (1)
Janeiro 2011
Esta Palavra apresenta um da-queles quadros literários (vedi também 2, 42; 5, 12-16), nos quais o autor dos Actos dos Apóstolos nos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>«A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma. Ninguém chamava seu ao que lhe pertencia, mas entre eles tudo era comum» [Act 4, 32]. (1)</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Janeiro 2011</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Esta Palavra apresenta um da-queles quadros literários (vedi também 2, 42; 5, 12-16), nos quais o autor dos Actos dos Apóstolos nos faz conhecer, em linhas gerais, a primeira comunidade cristã de Jerusalém. Esta era caracterizada por uma extraordinária frescura e dinamismo espiritual, pela oração e pelo testemunho, mas, sobretudo, por uma grande unidade: o sinal que Jesus indicara como distintivo inconfundível e fonte da fecundidade da sua Igreja.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-491"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O Espírito Santo era concedido no Baptismo a todos os que recebiam a Palavra de Jesus. Sendo espírito de amor e de unidade, fazia de todos os crentes uma coisa só com o Ressuscitado e entre eles, ultrapassando todas as diferenças de raças, de culturas e de classes sociais.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma. Ninguém chamava seu ao que lhe pertencia, mas entre eles tudo era comum».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Mas vejamos mais detalhadamente os aspectos desta unidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Em primeiro lugar, o Espírito Santo realizava entre os crentes a unidade dos corações e do pensamento, ajudando-os a vencer todos os sentimentos que a dificultam, na dinâmica da comunhão fraterna.</p>
<p style="text-align: justify;">De facto, o maior obstáculo à unidade é o nosso individualismo e o apego às nossas ideias, aos pontos de vista e gostos pessoais. É com o nosso egoísmo que se constroem as barreiras com que nos isolamos e excluímos aqueles que são diferentes de nós.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma. Ninguém chamava seu ao que lhe pertencia, mas entre eles tudo era comum».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, a unidade realizada pelo Espírito Santo reflectia-se necessariamente na vida dos crentes. A unidade de pensamento e de coração encarnava-se e exprimia-se numa solidariedade concreta, mediante a partilha dos próprios bens com os irmãos e as irmãs que passavam necessidades. Justamente porque era autêntica, não tolerava que na comunidade alguns vivessem na abundância, enquanto faltava o necessário a outros.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma. Ninguém chamava seu ao que lhe pertencia, mas entre eles tudo era comum».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Como podemos viver a Palavra de Vida deste mês? Ela sublinha a comunhão e a unidade, tão recomendadas por Jesus. Para as podermos realizar, Ele deu-nos o seu Espírito.</p>
<p style="text-align: justify;">Se ouvirmos a voz do Espírito Santo, procuraremos, portanto, crescer nesta comunhão a todos os níveis. Antes de mais, a nível espiritual, vencendo as sementes de divisão que trazemos dentro de nós. Seria, por exemplo, um contra-senso querermos estar unidos a Jesus e, ao mesmo tempo, estarmos divididos entre nós, comportando-nos de uma forma individualista, indo cada um por sua conta, julgando-nos ou até excluindo-nos uns aos outros. É preciso, portanto, uma renovada conversão a Deus que nos quer unidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Por outro lado, esta Palavra ajudar-nos-á a compreender cada vez melhor a contradição que existe entre a fé cristã e o uso egoístico dos bens materiais. Ajudar-nos-á a realizar uma verdadeira solidariedade com todos aqueles que passam necessidades, embora dentro das nossas possibilidades.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, sendo este o mês em que se celebra a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, esta Palavra impulsionar-nos-á a rezar e a reforçar os nossos laços de unidade, de amor e de comunhão com os nossos irmãos e irmãs pertencentes às várias Igrejas, com quem temos em comum a única fé e o único espírito de Cristo, recebido no Baptismo.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Chiara Lubich</strong></p>
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		<title>Palavra de Vida</title>
		<link>http://www.paroquiaaves.pt/2010/12/01/palavra-de-vida-19/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Dec 2010 22:46:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pplware</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra de Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[«Nada é impossível a Deus» [Lc 1, 37]. (1)
Dezembro 2010
Na Anunciação, Maria pergunta ao Anjo: «Como será isso?» (2), e ele responde: «Nada é impossível a Deus», dando-lhe como prova o exemplo de Isabel, que concebera um filho na sua velhice. Maria acreditou e tornou-se a Mãe do Senhor.
Deus é omnipotente. Esta Sua qualidade é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>«Nada é impossível a Deus» [Lc 1, 37]. (1)</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Dezembro 2010</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Na Anunciação, Maria pergunta ao Anjo: «Como será isso?» (2), e ele responde: «Nada é impossível a Deus», dando-lhe como prova o exemplo de Isabel, que concebera um filho na sua velhice. Maria acreditou e tornou-se a Mãe do Senhor.</p>
<p style="text-align: justify;">Deus é omnipotente. Esta Sua qualidade é mencionada em diversas situações, na Sagrada Escritura, quando se quer exprimir a força de Deus: ao abençoar, ao julgar, ao dirigir o curso dos acontecimentos, ao realizar os Seus planos.</p>
<p style="text-align: justify;">Existe um único limite à omnipotência de Deus: é a liberdade humana. Esta pode opor-se à vontade de Deus. Mas, opondo-se a Deus, a pessoa enfraquece espiritualmente, quando, pelo contrário, seria chamada a partilhar a própria força de Deus.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Nada é impossível a Deus».</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span id="more-471"></span><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;">(…) É uma Palavra que nos convida a ter uma confiança ilimitada no amor de Deus-Pai, porque, se Deus é e se o Seu ser é Amor, a confiança plena Nele não é senão uma consequência lógica.</p>
<p style="text-align: justify;">Todas as graças estão em Seu poder: tanto as físicas como as espirituais, as possíveis e as impossíveis. E Deus concede-as tanto a quem as pede como a quem não pede, pois, como diz o Evangelho, Ele, o Pai que está no Céu, «faz com que o Sol se levante sobre os bons e os maus» (3). Mas Deus pede-nos para agirmos todos como Ele, com o mesmo amor universal, sustentado pela fé de que:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Nada é impossível a Deus». </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Como viver, então, esta Palavra na vida de todos os dias?</p>
<p style="text-align: justify;">Todos nós temos que enfrentar, de vez em quando, situações difíceis, dolorosas, quer na nossa vida pessoal, quer nos relacionamentos com os outros. E experimentamos, às vezes, toda a nossa fraqueza, porque notamos em nós apegos a coisas e a pessoas que nos tornam escravos, com amarras, de que nos gostaríamos de libertar. Encontramo-nos, muitas vezes, diante de paredes de indiferença e de egoísmo, e sentimo-nos sem coragem perante acontecimentos que não conseguimos compreender.</p>
<p style="text-align: justify;">Pois bem, nesses momentos, a Palavra de Vida pode vir em nosso auxílio. Jesus deixa-nos fazer a experiência da nossa incapacidade, não para nos desencorajar, mas para nos ajudar a compreender melhor que «nada é impossível a Deus». Ele prepara-nos para experimentar a extraordinária força da Sua graça, que se manifesta precisamente quando vemos que, com as nossas pobres forças, não conseguimos resistir.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Nada é impossível a Deus».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Repetindo dentro de nós esta frase nos momentos mais críticos, alcançaremos da Palavra de Deus a energia que ela contém, fazendo-nos participar, de certa forma, da própria omnipotência de Deus. Mas há uma condição: temos que viver a Sua vontade, procurando irradiar à nossa volta o amor que está depositado nos nossos corações. Assim estaremos em sintonia com o Amor omnipotente de Deus pelas suas criaturas, para Quem tudo é possível, contribuindo para realizar os Seus planos sobre os indivíduos e sobre a humanidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas há um momento especial em que podemos viver esta Palavra e experimentar toda a sua eficácia: é na oração.</p>
<p style="text-align: justify;">Jesus disse que tudo o que pedirmos, em Seu nome, ao Pai, Ele nos concederá. Procuremos, portanto, pedir-Lhe aquilo que considerarmos mais importante, com a certeza da fé de que nada é impossível a Ele: desde a solução de casos desesperados, até à paz no mundo, a cura de doenças graves, e até a resolução de conflitos familiares e sociais.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, se formos muitos a pedir a mesma coisa, estando em pleno acordo através do amor recíproco, então será o próprio Jesus no meio de nós a pedir ao Pai e, segundo a Sua promessa, seremos atendidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Com esta fé na omnipotência de Deus e no seu Amor, também nós pedimos um dia para N. que aquele tumor, detectado numa radiografia, “desaparecesse”, ou que fosse um erro ou um fantasma. E assim aconteceu.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta confiança ilimitada, que nos faz sentir nos braços de um Pai a Quem tudo é possível, deve acompanhar-nos em todas as vicissitudes da vida. Não quer dizer que vamos obter sempre aquilo que pedirmos. A Sua é a omnipotência de um Pai: Ele usa-a sempre e unicamente para o bem dos seus filhos, mesmo que eles não saibam. O importante é viver cultivando a certeza de que nada é impossível a Deus, e isto vai fazer-nos experimentar uma paz nunca antes sentida.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Chiara Lubich</strong></p>
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		<title>Palavra de Vida</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Oct 2010 00:01:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pplware</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra de Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[«Amarás o teu próximo como a ti mesmo»
[Mt 22, 39]. (1)
 
Outubro 2010
Esta frase já existia no Antigo Testamento (2). Mas, para responder a uma pergunta traiçoeira, Jesus integra-se na grande tradição profética e rabínica que procurava o princípio unificador da Torah, isto é, do ensinamento de Deus contido na Bíblia. O Rabi Hillel, um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>«Amarás o teu próximo como a ti mesmo»<br />
</strong><strong>[<em>Mt</em> 22, 39]. (1)</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Outubro 2010</strong></p>
<p>Esta frase já existia no Antigo Testamento (2). Mas, para responder a uma pergunta traiçoeira, Jesus integra-se na grande tradição profética e rabínica que procurava o princípio unificador da Torah, isto é, do ensinamento de Deus contido na Bíblia. O Rabi Hillel, um seu contemporâneo, tinha dito: «Não faças ao teu próximo aquilo que é odioso a ti; nisto está toda a lei» (3).</p>
<p><span id="more-407"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Para os mestres do Judaísmo, o amor ao próximo derivava do amor a Deus, que criou o homem à Sua imagem e semelhança. Por isso, não se pode amar a Deus sem amar a Sua criatura: este é o verdadeiro motivo do amor ao próximo, e é «um grande princípio geral na lei» (4).</p>
<p style="text-align: justify;">Jesus reforça esse mesmo princípio e acrescenta que o mandamento de amar o próximo é semelhante ao primeiro e maior mandamento, que diz para amar a Deus com todo o coração, a mente e a alma. Ao confirmar uma relação de semelhança entre os dois mandamentos, Jesus liga-os definitivamente. E toda a tradição cristã manteve esta ligação, como dirá de forma lapidar o apóstolo João: «Aquele que não ama o seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus a quem não vê» (5).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Amarás o teu próximo como a ti mesmo».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">E “próximo” – como afirma claramente todo o Evangelho – é cada ser humano, homem ou mulher, amigo ou inimigo, a quem se deve respeito, consideração, estima. O amor ao próximo é, ao mesmo tempo, universal e pessoal. Abraça toda a Humanidade e concretiza-se naquele-que-está-junto-de-nós.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas quem é que nos pode dar um coração tão grande? Quem é que pode suscitar em nós uma benevolência tal que faça considerar nossas amigas – que nos estão próximas – até pessoas que nos são completamente estranhas. Ou que nos leve a ultrapassar o amor por nós mesmos, para nos vermos reflectidos nos outros? É uma dádiva de Deus, ou melhor, é o próprio amor de Deus, que «foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo, que nos foi dado» (6).</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, não é um amor qualquer, uma simples amizade, ou apenas filantropia, mas é aquele amor que foi derramado nos nossos corações desde o nosso baptismo. Um amor que é a vida do próprio Deus, da Santíssima Trindade, e de que nós podemos participar. Portanto, o amor é tudo. Mas, para o podermos viver bem, é necessário conhecer as suas qualidades, descritas no Evangelho e nas Escrituras em geral.</p>
<p style="text-align: justify;">Parece-nos poder resumir os seguintes aspectos fundamentais:</p>
<p style="text-align: justify;">Antes de mais nada, Jesus, que morreu por todos, amando todos, ensina-nos que o verdadeiro amor é aquele que é dirigido a todos. Não é como o amor que nós vivemos muitas vezes, simplesmente humano, e que tem um alcance muito restrito: a família, os amigos, os vizinhos… O amor verdadeiro, que Jesus quer, não admite discriminações. Não distingue a pessoa simpática da antipática. Aqui não existe o bonito ou o feio, o grande ou o pequeno. Para este amor não existe aquele que é da minha pátria ou o estrangeiro, o da minha Igreja ou de uma outra, da minha religião ou de uma outra. Este amor ama a todos. E é assim que nós devemos fazer: amar a todos.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, o amor verdadeiro é o primeiro a amar, não espera por ser amado, como acontece em geral com o amor humano em que só se amam aqueles que nos amam. Não, o amor verdadeiro toma a iniciativa, como fez o Pai quando, sendo nós ainda pecadores – portanto, pessoas que não amavam –, mandou o seu Filho para nos salvar.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto: amar a todos e sermos os primeiros a amar.</p>
<p style="text-align: justify;">E ainda, o amor verdadeiro vê Jesus em cada próximo: «Foi a mim que o fizeste» (7), dir-nos-á Jesus no Juízo Final. E isto é válido tanto para o bem que fizermos como para o mal, infelizmente.</p>
<p style="text-align: justify;">O amor verdadeiro ama o amigo e também o inimigo. Faz-lhe o bem e reza por ele. Jesus quer também que o amor – que Ele trouxe à Terra – se torne recíproco: que nos amemos uns aos outros, até se chegar à unidade. Todas estas qualidades do amor fazem-nos compreender e viver melhor a Palavra de Vida deste mês.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Amarás o teu próximo como a ti mesmo».</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Sim, o amor verdadeiro ama o outro como a si mesmo. E isto deve ser tomado à letra. É preciso ver no outro, realmente, a nossa imagem, e fazer ao outro aquilo que faríamos a nós mesmos. O amor verdadeiro é aquele que sabe sofrer com quem sofre, alegrar-se com quem se alegra, carregar os pesos dos outros. Que – como diz S. Paulo – sabe fazer-se um com a pessoa amada. É um amor, não apenas de sentimentos, ou de palavras bonitas, mas de factos concretos.</p>
<p style="text-align: justify;">Aqueles que têm uma crença religiosa diferente também procuram fazer assim, através da chamada “regra de ouro” – que se encontra em todas as religiões – e que aconselha a fazer aos outros o que gostaríamos que nos fizessem a nós. Gandhi explica-a de um modo muito simples e eficaz: «Não posso fazer-te mal sem me ferir a mim próprio» (8).</p>
<p style="text-align: justify;">Este mês, então, deve ser uma ocasião para pôr de novo em relevo o amor ao próximo que, assim, adquire muitos rostos: o vizinho de casa, a colega da escola, o amigo ou o parente mais chegado. Mas tem também os rostos daquela Humanidade angustiada, que a televisão traz até às nossas casas, de lugares onde há guerra ou catástrofes naturais. Antigamente, eram-nos desconhecidos e distavam de nós milhares de quilómetros. Agora, até eles se tornaram nossos próximos.</p>
<p style="text-align: justify;">O amor sugerir-nos-á, momento a momento, o que fazer, e dilatará pouco a pouco o nosso coração até à medida do coração de Jesus.</p>
<p align="right"><strong>Chiara Lubich</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Palavra de Vida</title>
		<link>http://www.paroquiaaves.pt/2010/09/01/palavra-de-vida-17/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 14:34:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pplware</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra de Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[«Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete»
[Mt 18, 22]. (1)
 Setembro 2010
É com estas palavras que Jesus responde a Pedro. Ele, depois de ouvir Jesus dizer coisas maravilhosas, perguntou-lhe: «Senhor, se o meu irmão me ofender, quantas vezes lhe devo perdoar? Até sete vezes?». Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>«Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete»<br />
[Mt 18, 22]. (1)</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong> Setembro 2010</strong></p>
<p style="text-align: justify;">É com estas palavras que Jesus responde a Pedro. Ele, depois de ouvir Jesus dizer coisas maravilhosas, perguntou-lhe: «Senhor, se o meu irmão me ofender, quantas vezes lhe devo perdoar? Até sete vezes?». Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete».</p>
<p style="text-align: justify;">Provavelmente, Pedro, sob a influência da pregação do Mestre, tinha pensado – bom e generoso como era – em lançar-se a fazer uma coisa que já lhe parecia excepcional, isto é, chegar a perdoar até sete vezes. (…)</p>
<p style="text-align: justify;">Mas Jesus, ao responder: «… até setenta vezes sete», mostra que, para Ele, o perdão deve ser ilimitado: é preciso perdoar sempre.</p>
<p><strong>«Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete».</strong></p>
<p><strong><span id="more-404"></span><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Esta Palavra faz recordar o canto bíblico de Lamec, um descendente de Adão: «Se Caim foi vingado sete vezes, Lamec sê-lo-á setenta vezes sete» (2). E assim começou a alastrar o ódio no relacionamento entre as pessoas do mundo inteiro, aumentando como as cheias de um rio. A este alastrar do mal, Jesus opõe o perdão sem limites, incondicional, capaz de quebrar o círculo da violência.</p>
<p style="text-align: justify;">O perdão é a única solução para impedir a desordem e garantir à humanidade um futuro que não seja a sua autodestruição.</p>
<p><strong>«Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Perdoar. Perdoar sempre. Mas o perdão não é o esquecimento, que, muitas vezes, pode significar não querer olhar de frente a realidade. O perdão não é fraqueza, isto é, menosprezar uma injustiça, por medo do mais forte que a cometeu.</p>
<p style="text-align: justify;">O perdão não consiste em declarar sem importância aquilo que é grave, ou chamar bem àquilo que é mal.</p>
<p style="text-align: justify;">O perdão não é indiferença. O perdão é um acto de vontade e de lucidez, e, por isso, de liberdade. Consiste em aceitar o irmão ou a irmã tal como é, apesar do mal que nos fez, do mesmo modo que Deus nos recebe, a nós pecadores, apesar dos nossos defeitos. O perdão consiste em não responder à ofensa com a ofensa, mas em fazer aquilo que diz S. Paulo: «Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem» (3).</p>
<p style="text-align: justify;">O perdão consiste em oferecer, a quem nos ofende, a possibilidade de um novo relacionamento connosco. Uma possibilidade, portanto, para ele e para nós, de recomeçar a vida, de ter um futuro em que o mal não prevaleça.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Como poderemos, então, viver esta Palavra?<br />
São Pedro tinha perguntado a Jesus: «Quantas vezes devo perdoar (ao meu irmão)?».</p>
<p style="text-align: justify;">E Jesus, ao responder, já estava a pensar, sobretudo, nos relacionamentos entre cristãos, entre membros da mesma comunidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, antes de mais nada, é com os outros irmãos e irmãs na Fé que temos de nos comportar assim: na família, no trabalho, na escola ou na comunidade de que fazemos parte.</p>
<p style="text-align: justify;">Sabemos bem quantas vezes somos levados a retribuir a ofensa recebida com um acto, ou com uma palavra correspondente.<br />
Sabe-se que, devido às diferenças de carácter, ao nervosismo, ou a outras causas, as faltas de amor são frequentes entre pessoas que vivem juntas. Pois bem, é preciso recordar que só uma atitude de perdão, sempre renovado, pode manter a paz e a unidade entre irmãos.</p>
<p style="text-align: justify;">Haverá sempre a tendência de pensar nos defeitos dos outros, de nos recordarmos do seu passado, de pretender que sejam diferentes daquilo que são…</p>
<p style="text-align: justify;">É preciso criar o hábito de os ver com olhos novos e vê-los como se fosse pela primeira vez, aceitando-os sempre, imediatamente e de um modo sincero, mesmo que eles não se arrependam.</p>
<p style="text-align: justify;">Vão-me dizer: «Mas isso é difícil». E compreende-se. Mas é aqui que está a beleza do cristianismo. Não é por acaso que somos discípulos de Cristo. Ele, na cruz, pediu ao Pai para perdoar àqueles que Lhe tinham dado a morte, e ressuscitou.</p>
<p style="text-align: justify;">Coragem. Iniciemos uma vida assim, que é a garantia de uma paz nunca antes experimentada e de muita alegria, completamente desconhecida.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Chiara Lubich</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Palavra de Vida</title>
		<link>http://www.paroquiaaves.pt/2010/04/01/palavra-de-vida-15/</link>
		<comments>http://www.paroquiaaves.pt/2010/04/01/palavra-de-vida-15/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 01 Apr 2010 00:01:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pplware</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra de Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[«Eu sou a Ressurreição e a Vida»
 [Jo 11, 25]. (1)
 Abril 2010
Jesus pronunciou estas palavras por ocasião da morte de Lázaro, em Betânia. Quatro dias depois de Lázaro ter morrido, Jesus ressuscitou-o.
Lázaro tinha duas irmãs: Marta e Maria.
Quando ouviu dizer que Jesus estava a chegar, a Marta saiu ao seu encontro e disse-lhe: «Senhor, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>«Eu sou a Ressurreição e a Vida»<br />
</strong> [<em>Jo</em> 11, 25]. (1)</p>
<p style="text-align: right;"><strong> Abril 2010</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Jesus pronunciou estas palavras por ocasião da morte de Lázaro, em Betânia. Quatro dias depois de Lázaro ter morrido, Jesus ressuscitou-o.</p>
<p style="text-align: justify;">Lázaro tinha duas irmãs: Marta e Maria.<br />
Quando ouviu dizer que Jesus estava a chegar, a Marta saiu ao seu encontro e disse-lhe: «Senhor, se Tu cá estivesses, o meu irmão não teria morrido». Jesus respondeu-lhe: «O teu irmão ressuscitará». A Marta retorquiu: «Eu sei que ele há-de ressuscitar na Ressurreição, no último dia». E Jesus declarou: «Eu sou a Ressurreição e a Vida. Quem crê em Mim, mesmo que tenha morrido, viverá. E todo aquele que vive e crê em Mim não morrerá para sempre».</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-313"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Eu sou a Ressurreição e a Vida».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Jesus quer fazer compreender quem é Ele para o homem. Jesus possui o bem mais precioso que se pode desejar: a Vida. Aquela Vida que não morre.</p>
<p style="text-align: justify;">Se lermos o Evangelho de São João, descobrimos que Jesus também disse: «Assim como o Pai tem a Vida em Si mesmo, também deu ao Filho o poder de ter a Vida em Si mesmo» (2). E, uma vez que Jesus tem a Vida, pode comunicá-la.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Eu sou a Ressurreição e a Vida».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Também a Marta acreditava na ressurreição final: «Eu sei que há-de ressuscitar na Ressurreição, no último dia».</p>
<p style="text-align: justify;">Mas Jesus, com a sua afirmação maravilhosa: «Eu sou a Ressurreição e a Vida», faz-lhe compreender que não deve ficar à espera do futuro para ter esperança na ressurreição dos mortos. Desde já, no tempo presente, Ele é, para todos os que acreditam, aquela Vida divina, inefável, eterna, que nunca morrerá.</p>
<p style="text-align: justify;">Se Jesus está neles, se está em nós, não morreremos. Naqueles que acreditam, esta Vida é da mesma natureza de Jesus ressuscitado, e, portanto, bem diferente da condição humana em que se encontram. E esta Vida extraordinária, que já existe também em nós, há-de manifestar-se plenamente no último dia, quando participarmos, com todo o nosso ser, na ressurreição futura.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Eu sou a Ressurreição e a Vida».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Claro que, com estas palavras, Jesus não nega que existe a morte física. Mas esta não implica a perda da Vida verdadeira. A morte será para nós, como para todos, uma experiência única, fortíssima e talvez temida. Mas já não vai significar a ausência de uma existência, já não será o absurdo, o fracasso da vida, o nosso fim. A morte, para nós, já não será uma verdadeira morte.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Eu sou a Ressurreição e a Vida».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">E quando é que nasce em nós esta Vida que não morre?</p>
<p style="text-align: justify;">No Baptismo. Ali, embora na nossa condição de pessoas que devem morrer, recebemos de Cristo a Vida imortal. De facto, no Baptismo recebemos o Espírito Santo, que foi Quem ressuscitou Jesus.</p>
<p style="text-align: justify;">E a condição para receber este sacramento é a nossa fé, que nós professámos através dos nossos padrinhos. Com efeito, Jesus, no episódio da ressurreição de Lázaro, ao falar com a Marta, disse explicitamente: «Quem crê em Mim, mesmo que tenha morrido, viverá. (&#8230;) Crês nisto?» (3).</p>
<p style="text-align: justify;">«Crer», aqui, é um factor fundamental, muito importante: não implica apenas aceitar as verdades anunciadas por Jesus, mas aderir a elas com todo o ser.</p>
<p style="text-align: justify;">Para termos esta vida, devemos, portanto, dizer o nosso sim a Cristo. Isso significa adesão às suas palavras, aos seus mandamentos: vivê-los. Jesus confirmou-o: «Se alguém observar a Minha palavra, nunca morrerá» (4). E os ensinamentos de Jesus estão todos concentrados no amor.</p>
<p style="text-align: justify;">Por conseguinte, não podemos deixar de ser felizes: temos a Vida em nós!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Eu sou a Ressurreição e a Vida».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Neste período em que nos preparamos para celebrar a Páscoa, ajudemo-nos uns aos outros a fazer uma mudança de rumo – que é preciso renovar sempre –: ir na direcção da morte do nosso eu, para que Cristo, o Ressuscitado, viva em nós a partir de agora.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Chiara Lubich</strong></p>
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		<title>Palavra de Vida</title>
		<link>http://www.paroquiaaves.pt/2010/03/01/palavra-de-vida-16/</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 08:39:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pplware</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra de Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[«Em verdade vos digo: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: “Muda-te daqui para acolá”, e ele há-de mudar-se; e nada vos será impossível» [Mt 17, 20]. (1)
Março 2010
Quantas vezes não sentimos a necessidade de uma ajuda? Mas, ao mesmo tempo, percebemos que a nossa situação não pode ser resolvida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>«Em verdade vos digo: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: “Muda-te daqui para acolá”, e ele há-de mudar-se; e nada vos será impossível»</strong> [<em>Mt</em> 17, 20]. (1)</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Março 2010</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Quantas vezes não sentimos a necessidade de uma ajuda? Mas, ao mesmo tempo, percebemos que a nossa situação não pode ser resolvida só por meios humanos! É então que, sem nos darmos conta, nos dirigimos a Alguém que sabe tornar possíveis até as coisas impossíveis. Esse Alguém tem um nome: é Jesus.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-315"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Ele disse:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Em verdade vos digo: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: “Muda-te daqui para acolá”, e ele há-de mudar-se; e nada vos será impossível».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">É evidente que a expressão “mudar as montanhas” não deve ser tomada à letra. Jesus não prometeu aos discípulos o poder de realizar milagres espectaculares, para impressionar as multidões. De facto, se formos procurar em toda a história da Igreja, não vamos encontrar – que eu saiba – nenhum santo que tenha deslocado montanhas com a fé. “Mudar as montanhas” é uma hipérbole, uma maneira de falar propositadamente exagerada, para inculcar no espírito dos discípulos a ideia de que nada é impossível à fé.</p>
<p style="text-align: justify;">De facto, todos os milagres que Jesus realizou – directamente, ou através dos seus discípulos – fê-los sempre em função do Reino de Deus, do Evangelho, ou da salvação dos homens. Deslocar uma montanha não serviria para este objectivo. A comparação com o “grão de mostarda” indica que Jesus não nos pede uma fé maior ou mais pequena. Pede-nos, sim, uma fé autêntica. E aquilo que caracteriza uma fé autêntica é o facto de nos apoiarmos unicamente em Deus e não nas nossas capacidades pessoais.</p>
<p style="text-align: justify;">Se nos surgir uma dúvida ou uma hesitação na fé, isso significa que a nossa confiança em Deus não é ainda completa: temos uma fé muito fraca e pouco eficaz, que ainda se apoia nas nossas forças e na lógica humana. Pelo contrário, quem confia inteiramente em Deus, deixa que seja Ele mesmo a agir e&#8230; a Deus nada é impossível.</p>
<p style="text-align: justify;">A fé que Jesus quer dos discípulos é precisamente aquela atitude cheia de confiança que permite que o próprio Deus manifeste o Seu poder. E esta fé, que consequentemente desloca montanhas, não está reservada só a pessoas excepcionais. É acessível a qualquer crente e é um dever para todos nós.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Em verdade vos digo: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: “Muda-te daqui para acolá”, e ele há-de mudar-se; e nada vos será impossível».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Pensa-se que Jesus disse estas palavras, aos seus discípulos, quando estava para os enviar em missão. É fácil perder a coragem e assustar-se quando se tem a consciência de ser um pequeno rebanho mal preparado, sem talentos especiais, perante multidões imensas a quem é preciso levar a verdade do Evangelho. É fácil desanimar diante de pessoas cujos interesses são tudo menos o Reino de Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Parece uma tarefa impossível.</p>
<p style="text-align: justify;">É então que Jesus garante aos seus que, com a fé, “mudarão as montanhas” da indiferença, do desinteresse de todos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se tiverem fé, nada lhes será impossível. Esta frase, além disso, pode ser aplicada a todas as outras circunstâncias da vida, desde que se orientem para o progresso do Evangelho e para a salvação das pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;">Às vezes, perante dificuldades intransponíveis, pode surgir a tentação de não nos dirigirmos sequer a Deus. A lógica humana sugere: não é preciso, de que é que adianta?&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">É para esses casos que Jesus nos exorta a não perdermos a coragem e a dirigirmo-nos a Deus com confiança. De um modo ou de outro Ele vai ajudar-nos.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi o que aconteceu com a Lella.</p>
<p style="text-align: justify;">Havia alguns meses que começara, cheia de esperança, o seu novo trabalho na Bélgica, com o povo flamengo. Mas agora sentia-se oprimida por um sentimento de desânimo e de solidão. Parecia que entre ela e as colegas, com quem trabalhava e vivia, se tinha erguido uma barreira intransponível.</p>
<p style="text-align: justify;">Sentia-se isolada, estrangeira, no meio daquela gente, que gostaria de servir simplesmente com amor. E isto porque tinha que falar uma língua que não era a sua nem a de quem a ouvia. Tinham-lhe dito que na Bélgica toda a gente falava francês. E ela foi aprendê-lo. Mas, quando entrou em contacto directo com aquele povo, verificou que os flamengos só estudam francês na escola e, em geral, quando têm que falar em francês, fazem-no de má vontade. Tentara muitas vezes afastar aquela montanha de marginalização que a mantinha afastada das outras, mas em vão. O que poderia fazer por elas? Não lhe saía da memória o rosto da sua companheira Godeliève, cheio de tristeza. Naquela noite tinha-se retirado para o quarto sem tocar na comida.</p>
<p style="text-align: justify;">A Lella tinha tentado segui-la, mas, ao chegar à porta do quarto, detivera-se, tímida e hesitante. Quisera bater&#8230; mas que palavras utilizar para se fazer compreender? Ficara ali alguns segundos. Depois, rendera-se uma vez mais.</p>
<p style="text-align: justify;">Na manhã seguinte entrou na igreja e sentou-se lá no fundo, num dos últimos bancos. Escondeu a cara entre as mãos para ninguém ver as suas lágrimas. Ali era o único lugar onde não era preciso falar outra língua, onde nem sequer era necessário explicar-se, porque estava ali Alguém que compreendia para além das palavras. Foi a certeza daquela compreensão que lhe deu coragem. E, com a alma cheia de angústia, perguntou a Jesus: «Porque é que não posso partilhar com as outras a sua cruz e dizer aquelas palavras que Tu mesmo me fizeste compreender quando Te encontrei: que todos os sofrimentos são amor?».</p>
<p style="text-align: justify;">E ficou diante do tabernáculo, quase à espera de uma resposta de Quem lhe tinha iluminado todos os vazios da sua vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Olhou depois para o Evangelho daquele dia e leu: «Tende confiança: Eu já venci o mundo!» (2). Aquelas palavras caíram como um bálsamo na alma da Lella, que sentiu uma grande paz.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando voltou para casa para o pequeno-almoço encontrou logo a Annj, que era a responsável pela ordem da casa. Cumprimentou-a e foi atrás dela até à dispensa. Depois, em silêncio, começou a ajudá-la a preparar o pequeno-almoço.</p>
<p style="text-align: justify;">A primeira a descer do quarto foi a Godeliève. Vinha buscar o café à cozinha, à pressa, para não ver ninguém. Mas, naquele momento, parou: a paz da Lella impressionou a sua alma mais do que qualquer palavra.</p>
<p style="text-align: justify;">À tarde, quando voltavam para casa, de bicicleta, a Godeliève aproximou-se da Lella e, procurando falar de maneira que ela compreendesse, sussurrou-lhe: «Não precisas de falar. Hoje a tua vida disse-me: “Ama tu também!”».</p>
<p style="text-align: justify;">A montanha tinha-se deslocado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Em verdade vos digo: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: “Muda-te daqui para acolá”, e ele há-de mudar-se; e nada vos será impossível».</strong></p>
<p align="right"><strong> </strong></p>
<p align="right"><strong>Chiara Lubich</strong></p>
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		<title>Palavra de Vida</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Feb 2010 09:12:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pplware</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra de Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[«Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim estará salvo;
há-de entrar e sair e achará pastagem» [Jo 10, 9]. (1)
 Fevereiro 2010
Jesus apresenta-se como aquele que realiza as promessas divinas e as expectativas de um povo, cuja história está profundamente marcada pela aliança, jamais anulada, com o seu Deus.
A ideia da porta faz lembrar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>«Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim estará salvo;<br />
há-de entrar e sair e achará pastagem» </strong>[<em>Jo</em> 10, 9]. (1)</p>
<p style="text-align: right;"><strong> Fevereiro 2010</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Jesus apresenta-se como aquele que realiza as promessas divinas e as expectativas de um povo, cuja história está profundamente marcada pela aliança, jamais anulada, com o seu Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">A ideia da porta faz lembrar e explica-se melhor com outra imagem usada por Jesus: «Eu sou o Caminho, (&#8230;) Ninguém pode ir até ao Pai senão por mim» (2). Portanto, Ele é realmente um caminho e uma porta aberta para o Pai, para o próprio Deus.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim estará salvo; há-de entrar e sair e achará pastagem».</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span id="more-270"></span><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O que é que significa, concretamente, esta Palavra na nossa vida? Há muitos conceitos que se podem deduzir a partir de outras passagens do Evangelho, relacionadas com o trecho de São João. Mas escolhemos a imagem da «porta estreita». Precisamos de nos esforçar por passar pela «porta estreita» (3) para entrar na vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Porquê esta escolha? Porque nos parece ser aquela que mais nos aproxima da verdade que Jesus diz de Si mesmo e a que melhor nos esclarece sobre o modo de a viver.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando é que Jesus se torna a porta totalmente aberta, de par em par, para a Trindade? É precisamente quando a porta do Céu parece fechar-se para Ele. Nesse momento, Ele mesmo torna-se a porta do Céu para todos nós.</p>
<p style="text-align: justify;">Jesus abandonado (4) é a porta através da qual se realiza o intercâmbio perfeito entre Deus e a humanidade: tendo-se feito nada, une os filhos ao Pai. É aquele vazio (o vão da porta) que possibilita o encontro do homem com Deus e de Deus com o homem.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, Ele é, ao mesmo tempo, a porta estreita e a porta totalmente aberta. E nós podemos experimentar isso em nós.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim estará salvo; há-de entrar e sair e achará pastagem».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Jesus no abandono tornou-se, para nós, um acesso ao Pai.</p>
<p style="text-align: justify;">O que dependia d’Ele está feito. Mas, para usufruir dessa graça tão grande, cada um de nós deve também fazer o seu pequeno esforço, que consiste em aproximar-se daquela porta e passar para o outro lado. Como?</p>
<p style="text-align: justify;">Quando formos surpreendidos por uma decepção, ou feridos por um trauma, uma desgraça imprevista ou uma doença absurda, podemos recordar sempre o sofrimento de Jesus, que personificou todas estas provações, e muitas mais.</p>
<p style="text-align: justify;">Sim, Ele está presente em tudo aquilo que tem aspecto de sofrimento. Cada sofrimento nosso é um nome de Jesus.</p>
<p style="text-align: justify;">Tentemos, então, reconhecer Jesus em todas as angústias e dificuldades da vida, em todas as trevas, nas tragédias pessoais e dos outros, no sofrimento da humanidade que nos rodeia. É sempre Ele, porque tomou sobre Si tudo isso. Basta dizer-Lhe, com fé: «És tu, Senhor, o meu único bem» (5). Basta fazer qualquer coisa de concreto para aliviar os “Seus” sofrimentos nos pobres e nos infelizes, para atravessarmos aquela porta, e encontrarmos, do outro lado, uma alegria nunca antes experimentada, uma nova plenitude de vida.</p>
<p align="right"><strong>Chiara Lubich</strong></p>
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		<title>Palavra de Vida</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Jan 2010 09:26:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pplware</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra de Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[«Ele habitará com eles; eles serão o seu povo»
[cf. Ap 21, 3]. (1)»
Janeiro 2010
De 18 a 25 de Janeiro, em muitos lugares do mundo, celebra-se a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Noutros, celebra-se no Pentecostes.
Como sabemos, Chiara geralmente fazia o comentário sobre o trecho bíblico que era escolhido para essa ocasião, com a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>«Ele habitará com eles; eles serão o seu povo»<br />
[cf. Ap 21, 3]. (1)»</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Janeiro 2010</strong></p>
<p style="text-align: justify;">De 18 a 25 de Janeiro, em muitos lugares do mundo, celebra-se a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos. Noutros, celebra-se no Pentecostes.</p>
<p style="text-align: justify;">Como sabemos, Chiara geralmente fazia o comentário sobre o trecho bíblico que era escolhido para essa ocasião, com a Palavra de Vida desse mês.</p>
<p>Este ano a frase bíblica para a Semana de Oração é: «Vós sois as testemunhas destas coisas» (Lc 24, 48). Para nos ajudar a vivê-la, propomos este texto de Chiara que é um “apelo insistente” para que nós, cristãos, testemunhemos ao mundo a presença de Deus.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-216"></span></p>
<p style="text-align: justify;">«Esta é a morada de Deus entre os homens.<br />
Ele habitará com eles; eles serão o seu povo<br />
e o próprio Deus  estará com eles e será o seu Deus»  (Ap 21, 3).</p>
<p style="text-align: justify;">A Palavra de Deus deste mês interpela-nos: se queremos fazer parte do Seu povo, temos que O deixar viver entre nós. Mas como será possível realizar isto? O que fazer para saborearmos um pouco, já aqui na Terra, daquela alegria sem fim que teremos ao contemplarmos Deus? Foi isto precisamente que Jesus nos revelou. E foi justamente esse o significado da Sua vinda: comunicar-nos a Sua comunhão de amor com o Pai, a fim de que também nós a vivamos.</p>
<p>Nós, cristãos, podemos viver desde já esta frase e ter Deus no meio de nós. Ter Deus no meio de nós requer – como afirmam os Padres da Igreja – determinadas condições. Para S. Basílio, é viver segundo a vontade de Deus; para S. João Crisóstomo, é amar como Jesus amou; para Teodoro Studita é o amor recíproco; e para Orígenes é o acordo de pensamento e de sentimentos para alcançar a concórdia que «une e contém o Filho de Deus» (2).</p>
<p>Mas é no ensinamento de Jesus que está o segredo para fazer com que Deus habite no meio de nós: «Amai-vos uns aos outros assim como Eu vos amei» (cf. Jo 13, 34). O amor recíproco é o segredo da presença de Deus. «Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós» (1 Jo 4, 12), pois: «Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles» (Mt 18, 20), disse Jesus.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Ele habitará com eles; eles serão o seu povo». </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, não é inalcançável nem está assim tão longe o dia em que se vão cumprir todas as promessas da Antiga Aliança: «A minha morada será no meio deles. Serei o seu Deus e eles serão o meu povo» (Ez 37, 27).<br />
Tudo isso já se realiza em Jesus, que, para além da sua existência histórica, continua a estar presente entre aqueles que vivem segundo a nova lei do amor recíproco, ou seja, segundo aquela norma que os constitui como um povo, o povo de Deus.</p>
<p>Esta Palavra de Vida é, pois, um apelo insistente (dirigido sobretudo a nós, cristãos) para testemunharmos, com o amor, a presença de Deus. «Por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros» (Jo 13, 35). O mandamento novo, vivido assim, estabelece as condições para que se realize a presença de Jesus entre as pessoas.</p>
<p>Não poderemos fazer nada se esta presença não estiver garantida. Presença que dá sentido à fraternidade sobrenatural que Jesus trouxe à Terra para toda a humanidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Ele habitará com eles; eles serão o seu povo».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Mas cabe sobretudo a nós, cristãos – embora pertencendo a várias comunidades eclesiais –, apresentar ao mundo a beleza de um único povo, feito de pessoas de todas as etnias, raças e culturas; de adultos e de crianças; de doentes e de sãos. Um único povo do qual se possa dizer, como se dizia dos primeiros cristãos: «Vede como se amam e estão prontos a dar a vida uns pelos outros».</p>
<p>É este o “milagre” que a humanidade aguarda para poder voltar a ter esperança. É um contributo necessário para o progresso ecuménico, para o caminho até à unidade plena e visível dos cristãos. É um “milagre” que está ao nosso alcance, ou melhor, ao alcance d’Aquele que, habitando entre os seus unidos pelo amor, pode modificar o destino do mundo e conduzir a humanidade inteira para a unidade.</p>
<p style="text-align: right;">
Chiara Lubich</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Palavra de Vida</title>
		<link>http://www.paroquiaaves.pt/2009/12/01/palavra-de-vida-12/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 09:20:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pplware</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra de Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[«Brilhe a vossa luz diante dos homens, de modo que, vendo as vossas boas obras,
glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu». (1)»
Dezembro 2009
(…)
A luz manifesta-se nas “boas obras”. Resplandece através das boas obras realizadas pelos cristãos.
Podem dizer-me: «Mas não são só os cristãos que realizam boas obras. Há outras pessoas que colaboram no progresso, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>«Brilhe a vossa luz diante dos homens, de modo que, vendo as vossas boas obras,<br />
glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu». (1)»</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Dezembro 2009</strong></p>
<p style="text-align: justify;">(…)<br />
A luz manifesta-se nas “boas obras”. Resplandece através das boas obras realizadas pelos cristãos.<br />
Podem dizer-me: «Mas não são só os cristãos que realizam boas obras. Há outras pessoas que colaboram no progresso, constroem casas, promovem a justiça…».</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-214"></span></p>
<p>É verdade. O cristão, sem dúvida, faz também tudo isto e deve fazê-lo. Mas não é só essa a sua função específica. Ele deve realizar as boas obras com um espírito novo: aquele espírito que faz com que não seja ele a viver em si próprio, mas Cristo nele.</p>
<p>De facto, o evangelista não se refere apenas a actos de caridade isolados (como visitar os presos, vestir os nus ou outra obra de misericórdia qualquer, de acordo com as exigências actuais). Refere-se à adesão total da vida do cristão à vontade de Deus, de modo a fazer com que toda a sua vida seja uma boa obra.</p>
<p>Se o cristão assim fizer, será “transparente”, e o louvor que obtiver com as suas acções destina-se, não a ele propriamente, mas a Cristo nele. E, através dele, Deus estará presente no mundo. A função do cristão é, pois, deixar transparecer esta luz que existe nele, ser o “sinal” desta presença de Deus entre os homens.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Brilhe a vossa luz diante dos homens, de modo que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Se as boas obras de cada cristão têm esta característica, também a comunidade cristã no meio do mundo deve ter essa mesma função específica: revelar, através da sua vida, a presença de Deus, que se manifesta onde dois ou três estiverem unidos no Seu nome. Uma presença que foi prometida à Igreja até ao fim dos tempos.</p>
<p>A Igreja primitiva dava muito relevo a estas palavras de Jesus. Sobretudo nos momentos difíceis, quando os cristãos eram caluniados, ela exortava-os a não reagirem com a violência. A melhor contestação ao mal que se dizia contra eles deveria ser o seu comportamento.</p>
<p>Lê-se na carta a Tito: «Exorta igualmente os jovens a serem moderados, apresentando-te em tudo a ti próprio, como exemplo de boas obras, de integridade na doutrina, de dignidade, de palavra sã e irrepreensível, para  que os adversários fiquem confundidos, por não terem nada de mal a dizer  de nós» (2).</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Brilhe a vossa luz diante dos homens, de modo que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu».</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Também nos nossos dias, a luz para levar os homens a Deus é a vida cristã vivida. Conto-vos um pequeno episódio.<br />
A Antonieta nasceu na Sardenha mas, por motivos de trabalho, foi para Grenoble, na França. Foi trabalhar para um escritório onde havia muita gente que não tinha vontade de trabalhar. Sendo cristã, procurava ver Jesus em cada pessoa, para O servir.</p>
<p>Ajudava todos e estava sempre calma e sorridente. Às vezes, havia quem se zangasse, levantasse a voz e se vingasse nela, ironizando: «Já que gostas de trabalhar, toma lá, bate à máquina também o meu trabalho!».</p>
<p>Ela calava-se e trabalhava. Sabia que não eram maus. Provavelmente cada um teria as suas contrariedades.<br />
Um dia, o chefe de secção foi ter com ela, quando os outros não estavam, e perguntou-lhe: «Agora diga-me como consegue sorrir sempre e nunca perder a paciência?». Ela rodeou a questão dizendo: «Procuro manter-me calma e ver as coisas pelo lado bom». O chefe de secção bateu com o punho na secretária e exclamou: «Não! Deve ter qualquer coisa a ver com Deus. De outra maneira, seria impossível! E eu que não acreditava em Deus!».</p>
<p>Alguns dias mais tarde, a Antonieta foi chamada à direcção e disseram-lhe que ia ser transferida para outra secção, «para que – continuou o director – a transforme tal como fez com aquela onde está agora».</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>«Brilhe a vossa luz diante dos homens, de modo que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai, que está no Céu».</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong><span style="font-weight: normal;">Chiara Lubich</span></strong></p>
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		<title>Palavra de Vida</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 08:44:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>pplware</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavra de Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[«Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas»
[Lc 21, 19]. (1)
Outubro 2009
“Perseverança”. É a tradução da palavra grega original, que inclui também outros significados: a paciência, a constância, a resistência e a confiança.
A perseverança é necessária e indispensável quando se tem um sofrimento ou uma tentação, ou se tem a tendência para desanimar. E também quando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>«Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas»<br />
[Lc 21, 19]. (1)</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Outubro 2009</strong></p>
<p style="text-align: justify;">“Perseverança”. É a tradução da palavra grega original, que inclui também outros significados: a paciência, a constância, a resistência e a confiança.</p>
<p>A perseverança é necessária e indispensável quando se tem um sofrimento ou uma tentação, ou se tem a tendência para desanimar. E também quando se é aliciado pelas seduções do mundo, quando se é perseguido.<br />
<span id="more-177"></span></p>
<p>Penso que cada um de nós já se encontrou em pelo menos uma dessas circunstâncias, e por isso já experimentou que, sem a perseverança, poderia muito bem ter sucumbido. Talvez até já cedemos algumas vezes. Ou pode ser que, neste preciso momento, nos encontremos mesmo numa dessas dolorosas situações.</p>
<p>E então, o que fazer?<br />
Recomeçar e… perseverar.</p>
<p>De outra forma não é válido para nós o nome de “cristão”.</p>
<p>Sabemos muito bem que: quem quer seguir Cristo deve pegar todos os dias na sua cruz, deve amar – pelo menos com a vontade – o sofrimento. A vocação cristã é uma vocação para a perseverança.</p>
<p>Paulo, o apóstolo, apresenta à comunidade a sua perseverança, como sinal de autenticidade cristã.<br />
E não tem medo de a colocar no mesmo plano que os milagres.<br />
Quando amamos a cruz e perseveramos, podemos seguir Cristo que está no Céu, e, portanto, salvarmo-nos.</p>
<p><strong>«Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas».</strong></p>
<p>Podem distinguir-se duas categorias de pessoas: as que sentem o convite para serem verdadeiros cristãos, mas em cujas almas este convite cai como uma semente num terreno cheio de pedras. Há muito entusiasmo, semelhante a um fogo de palha, e depois não fica nada.</p>
<p>Por outro lado, há aquelas que recebem o convite como um terreno bom recebe a semente. E a vida cristã germina, cresce, ultrapassa as dificuldades e resiste às tempestades. Estas últimas possuem a perseverança e… «pela vossa perseverança salvareis as vossas almas».</p>
<p>Claro que, para perseverar, não nos podemos apoiar unicamente nas nossas forças.<br />
É necessária a ajuda de Deus.<br />
Paulo chama a Deus: «O Deus da perseverança» (2).</p>
<p>É a Ele, portanto, que devemos pedir a perseverança, e Ele não deixará de no-la dar.<br />
Porque, se somos cristãos, não nos podemos contentar com o termos sido baptizados ou com uma ou outra prática esporádica de culto ou de caridade. É necessário crescermos como cristãos. E todo o crescimento, no campo espiritual, não existe se não for no meio de provas, sofrimentos, obstáculos e batalhas.</p>
<p>Quem sabe realmente perseverar são aqueles que amam. O amor não vê obstáculos, não vê dificuldades, não vê sacrifícios. E a perseverança é o amor posto à prova.<br />
(…)<br />
Maria foi sempre e é a mulher da perse-verança.<br />
Peçamos a Deus que acenda também no nosso coração o amor por Ele. Então a perseverança, em todas as dificuldades da vida, surgirá em nós como consequência, e com ela salvaremos a nossa alma.</p>
<p><strong>«Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas».</strong></p>
<p>Mas, além disso, a perseverança é contagiosa. Quem é perseverante encoraja também os outros a irem até ao fim.<br />
(…)<br />
Temos que ter metas altas. Nós só temos uma única vida e também esta é breve. Cerremos os dentes dia após dia, enfrentemos todas as dificuldades que surgirem para seguir Cristo… e salvaremos as nossas almas.</p>
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