Conselho Pastoral Paroquial evidenciou a efeméride

Guias em Vila das Aves assinalam 50 anos

A companhia de Guias de Vila das Aves está a comemorar os 50 anos da sua fundação nesta paróquia. A efeméride foi assinalada na reunião do Conselho Pastoral Paroquial do passado sábado, onde marcou presença a comissária regional do Porto, Daniela Matos. A responsável entende que este movimento, mesmo nos dias de hoje, continua a fazer sentido.

comissaria_regional

São em tudo parecidas com os escuteiros, mas continuam a fazer vincar a sua identidade própria, desde logo, por ser um movimento unicamente feminino, o que não é a mesma coisa que ser um movimento “feminista, que não o é”, enfatizou, desde logo, Daniela Matos, interpelada por alguns conselheiros para procurar entender a diferença entre os dois movimentos fundados por Baden Powell.

No ano em que comemora 50 anos de existência em Vila das Aves, a comissária regional apontou que esta companhia teve “ao longo dos anos muitos altos e baixos, mas conseguimos sempre fazer atividades em prol da comunidade”, apontou Daniela Matos, dando como exemplo a plantação de árvores, a participação num projeto de prevenção da violência doméstica e noutro para a construção de uma escola em Moçambique ou na recolha de tampas para comparticipação na compra de diversos equipamentos.

mesa_reuniao

Além destas ações mais viradas para o exterior, naturalmente são desenvolvidas atividades internas onde se destacam os acampamentos, as construções e outras iniciativas que visam o desenvolvimento pessoal, social e cultural dos seus membros, que vão desde a infância à idade adulta. Todas se orientam pelas “quatro constantes que são a base do movimento: vida em grupo; vida ao ar livre; compromisso; e progressão”.

Daniela Matos disse que atualmente a maior implantação das Guias é em Lisboa, segue-se o Porto e Braga, esclarecendo que o guidismo, ao contrário do que muita gente pensa, “não é um movimento católico, mas aconfessional”, por isso ao contrário do escutismo, as Guias “podem aceitar e aceitam meninas de outras religiões”.

daniela_matos

Daniela Matos é comissária regional desde o passado mês de março, ela que liderou a companhia de Vila das Aves durante vários anos. Com 27 anos, é guia desde os nove e licenciada em Relações Internacionais pela Universidade do Minho, sendo profissionalmente comercial numa empresa de têxteis lar.

Esta avense aceitou o desafio do comissariado depois de ver a grande “dificuldade de conseguir dirigentes para as guias em idade adulta”, razão pela qual, a região do Porto não teve este organismo durante vários anos, o que dificultava a dinamização e relação com as companhias locais.

No cinquentenário do movimento avense, Daniela Matos recordou o dia 23 de fevereiro de 1969, quando Maria Manuela Morgado e Maria Auxília Ferreira cumpriram promessa como dirigentes ficando desde logo a dirigir a companhia. Maria Auxília foi quem durante décadas dinamizou este movimento sendo uma figura incontornável do guidismo em Vila das Aves. Depois dela seguiu-se Manuela Pinheiro, depois Marta Costa e Daniela Matos. Esta, para assumir o comissariado, delegou em Ana Pinheiro a dinamização do grupo avense.

Celso Campos