Conselho Pastoral Paroquial identificou 12 zonas a evangelizar

Aves quer chegar “às periferias” dos apartamentos.

Respondendo ao desafio do Papa Francisco, a paróquia de Vila das Aves identificou 12 zonas, mais propriamente 12 blocos habitacionais de apartamentos onde entende ser necessário chegar e evangelizar. Para ajudar nesse trabalho esteve, no passado sábado, na reunião do Conselho Pastoral Paroquial, o Arcipreste de Famalicão, Pe. Armindo Paulo, que deu pistas de ação, alicerçadas nas orientações do tema do ano pastoral “Ser Esperança”.

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A decisão de criação das 12 zonas a merecer a atenção paroquial saiu da reunião do Conselho da Fábrica da Igreja e foi comunicada aos conselheiros avenses. Nuno Roque Faria, um dos membros da Fábrica da Igreja, explicou que a paróquia pretende “dar resposta ao desafio de ‘Ser Esperança’”, definida pela Arquidiocese de Braga neste ano pastoral 2018/2019.

A identificação das doze zonas coincide com os locais onde existem urbanizações e onde, claramente, “há dificuldade em evangelizar”. Nesse sentido “queremos ser esperança onde parece não haver esperança”. Nuno Roque Faria reconhece ser uma “missão difícil”, por isso é mais desafiante, advertindo que “temos de ser esperança para os outros”.

As doze zonas constituem um total de mais um milhar de apartamentos, sendo que há zonas com menos de uma dezena de apartamentos, mas outros com mais de 250, como é o caso da zona das Fontaínhas, o maior aglomerado populacional identificado. A ideia é levar a mensagem do ano pastoral a estes locais, durante os próximos tempos, coincidindo com a caminhada para a festa da Páscoa.

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Para ajudar a dar pistas de ação, esteve na reunião do CPP o padre Armindo Paulo, Arcipreste de Famalicão. Com base no documento pastoral para este ano de 2018/19, indicou que “somos desafiados a ser pedras vivas”, cumprindo o desígnio do Evangelho. Não tem dúvidas de que o programa pastoral “é provocador porque nos desinstala e abre horizontes”, convidando a arquidiocese a sermos “semeadores de esperança”.
Partiu dos temas que derivam de cada letra da palavra “PÁSCOA”, o arcipreste, identificou-os: Participação ativa e criativa; Avaliação sobre a missão; Servir e acolher a todos; Conversão ao Evangelho; Oração e vida espiritual; e Alargar os horizontes da missão.

O padre Armindo Paulo indicou que o “grande desafio é ter comunidades acolhedoras e, indo ao encontro do desafio do papa Francisco, olhar para as periferias. Como chegar até eles, é esse o desafio do arcebispo”. Noutra perspetiva, a diocese também está a trabalhar no desafio à missão, mesmo na nossa terra. Ao fazer isso, “estamos a ir às periferias e a ir ter com o meu irmão que está afastado, dizendo que o lugar dele na Igreja existe e está à espera dele. Há lugar para todos”.

O também pároco nas freguesias de Landim, Bairro e Carreira, exortou a convocatória a um “serviço de conversão e convida-nos à misericórdia. Ao ir para as periferias temos de levar a luz, pois essas pessoas apenas estão a precisar de um clique”.
Este caminho para a Páscoa é “muito desafiante”, indicou Armindo Paulo, por isso temos de ter Jesus “sempre no centro da nossa ação. Temos de pensar como faria Jesus em cada coisa”. Confessou que o mais preocupante e temeroso para si é a parábola dos talentos, pois significa “despertar na minha vida o que Deus me deu e que me leva a por em prática. Todos os dias quero andar descansado, sendo um pecado não os por a render, a começar na nossa família”, salientou.

Por fim, o arcipreste desafiou os avense a alargar horizontes, pois a Igreja não é apenas a nossa paróquia, mas sim o mundo inteiro, lembrando que “não somos comunidades isoladas” e que a salvação está “ao alcance de todos”, pedindo que “confiemos na ação do Espírito Santo”.

Celso Campos