O Isaías com graça e na Graça com outros ciclistas

Na foto nº1 nº2 está o ciclista Isaías (Manuel Isaías da Costa Moreira) que fez quarenta e nove anos de idade no passado dia treze de fevereiro e que foi aluno da Escola Preparatória de Vila das Aves quando eu (padre Fernando) era professor no ano letivo 1980/81; hoje o Isaías está casado com Carla de Jesus Costa Neto e tem duas queridas filhas que são escuteiras no nosso agrupamento 0004 do CNE; gosta tanto de pedalar que vai (quase) todos os dias de bicicleta para a Vila de São Tomé de Negrelos onde trabalha na firma Asdrúbal; tendo férias laborais, compareceu ao treino velocipédico na quarta-feira, dia catorze de março e, como chovia, somente eu e ele ousámos pedalar, sendo o Isaías aconselhado a escolher o percurso e a respeitar a terceira idade de quem já tinha quase vinte e um anos a mais; pedalámos por Riba de Ave, Guardizela, Moreira de Cónegos em direção a Vizela onde subimos para Lustosa e seguimos até Figueiró onde descemos para Roriz em direção ao local da partida; pelo caminho encontrámos a brigada de GNR que ficou admirada com a molha que estávamos a aguentar; mas o pior ainda estava para chegar: a copiosa chuva veio acompanhada não só de rajadas de vento temíveis, mas também de trovoada e granizo que, para mim que uso óculos, tornou a visibilidade nula e a insegurança total; para minha escandalosa admiração o Isaías assobiava e gritava com esta graça: “ela é boa”, pois a seca já tinha sido declarada extrema! Quando chegámos à Rotunda São Miguel Arcanjo já a hipotermia se tinha apoderado de nós.

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A foto nº3 regista os que apareceram na quarta-feira seguinte, dia vinte e um, assim identificados da esquerda para a direita: Carlos Cunha (Decano do Grupo Ases do Pedal), Isaías, Nogueira, padre Fernando, Paulo e Nunes; o Isaías assim resumiu a ousadia da semana passada: “que Deus nos dê mais juízo para a próxima”.

Agora a foto nº4 regista a partida da caravana organizada pelo João Nogueira, tendo como meta a Senhora da Graça em Mondim de Basto; o feriado nacional do 25 de Abril, ocorrido na quarta-feira, apresentou-se com bom tempo, e já passavam uns minutos depois das 7,30 horas quando foram fotografadas as seguintes pessoas, começando da direita para a esquerda:

– Domingos Ferreira (52 anos),
– José Machado (42 anos),
– Isaías (49 anos),
– Abílio Machado (46 anos),
– Armindo Ferreira (56 anos),
– Carlos silva (61 anos),
– Manuel Azevedo (63 anos),
– Adão Carvalho (63 anos),
– Belmiro Silva (65 anos),
– Manuel Nunes (67 anos),
– Padre Fernando Abreu (70 anos),
– João Nogueira (72 anos),
– Armindo Coelho (73 anos),
– José Silva (78 anos),
– Manuel Machado (motorista do 1º carro de apoio),
– Fátima Faria e o seu marido António Gouveia (motorista do 2º carro de apoio).

Pedalámos por Vizela e Felgueiras e quando já tínhamos chegado a Fervença (Celorico de Basto) ocorreu o primeiro furo na roda traseira da bicicleta do Adão Carvalho (foto nº5, tirada pela Fátima Faria). Depois de termos passado pelo centro de Celorico de Basto e antes de chegar a Mondim de Basto, o Abílio teve também um furo na roda traseira (foto nº6) e gastou duas câmaras! No lugar de Sobreira foi tirada a foto nº7 somente com os ciclistas que aceitaram livremente pedalar os últimos oito quilómetros e meio para chegar ao cimo do Monte Farinha, onde está a capelinha da Senhora da Graça; a sua identificação aqui fica registada, da direita para a esquerda: Isaías, Abílio, Armindo, Carvalho, José Machado, Belmiro, Rui Manuel (com 47 anos de idade e que não tinha ficado na foto da partida), Joaquim Vaz (com 57 anos de idade e que também não tinha sido fotografado), José Silva e Manuel Azevedo. Eu e o Carlos Silva fomos dentro do 2º carro de apoio para ver o comportamento dos ciclistas perante o desnível de altura, quase na vertical. As fotos nº8 e nº9 mostram o Isaías a fazer uma subida épica numa pedalada impressionante, deixando a concorrência a mais de um quilómetro de distância, tendo ainda força suficiente para dar três voltas à capelinha e assim devotamente agradecer a sétima vez que o fez a pedalar; também acompanhei os três heróicos ciclistas da foto nº10, chefiados pelo credenciado internacional José Silva que sempre em espírito de equipa foi dando conselhos ao José Machado ( no centro da foto) e ao Carvalho (o mais próximo da objetiva); depois chegou também o Belmiro (foto nº11); a estes cinco primeiros a chegar à Senhora da Graça foi tirada a foto nº12.

Em ritmo perseverante estiveram o Armindo e o Rui (foto nº13) que conseguiram chegar à meta; finalmente o Azevedo (foto nº14) também conseguiu lá chegar a pedalar.

O São Tiago (foto nº15) ainda agora está à espera dos outros dois ciclistas: Abílio e Vaz!!!

Eu e o Carlos Silva, sem bicicleta, também fomos fotografados, bem como o motorista Gouveia e sua esposa Fátima Faria que nunca tinham ido à Senhora da Graça que dista de Vila das Aves 87 Kms.

No almoço (foto nº18) não faltou o bolo do meu aniversário, ocorrido três dias antes.

João Nogueira, feliz organizador deste passeio-convívio (foto nº19) disse que as graças da Senhora da Graça iam ser agradecidas com dezasseis esmolas de cada um, e lembrou que depois deste almoço os ciclistas teriam ainda de subir por Gandarela e passar pelo inferno para chegar ao cimo da Lameira! Na foto nº20 (tirada no parque do restaurante onde almoçámos) está ao meu lado o Edmundo que com 57 anos de idade mostrou que gosta de pedalar minutos antes de almoçar!

Na foto nº21 está o José Silva (à minha esquerda) representando o “céu” e o Rui (à minha direita) como representante do “purgatório”, pois eu represento o “inferno”; se não fossem esses dois ciclistas abrandarem o seu ritmo, pedalar sem parar até ao cimo da Lameira seria para mim imprevisível; a verdade é que não fui o sexto ciclista a refugiar-se nos carros de apoio!

Devo dizer esta verdade: ao atravessar os semáforos em Fafe fui vítima de um colapso inesperado; aguentei, com bananas recuperei e de tal modo pedalei na estrada de Guimarães-Vila das Aves que nem sequer reparei no furo que o Vaz teve na sua bicicleta.

Na foto nº22 o Nogueira e o Azevedo estão admirados com tanta fome que eu tive ao chegar à meta avense; de facto, mais uma banana era muito pouco, pois aproximava-se a hora de jantar.

Vila das Aves, 01 de maio de 2018, primeira sexta-feira do mês e feriado nacional.

Padre Fernando de Azevedo Abreu