Cortejo Pascal em Vila da Aves sob o mote da Esperança

Paroquianos empenham-se em dignificar o dia de Páscoa

O Cortejo Pascal em Vila das Aves trouxe, mais uma vez, milhares de pessoas para as ruas desta paróquia do Arciprestado de Famalicão e da Diocese de Braga. Foi ao final da tarde do passado Domingo, numa tradição que se mantém há cerca de 30 anos.
Quando na generalidade das paróquias, o dia de Páscoa está praticamente terminado, eis que na Vila das Aves acontece o ponto alto. Durante o dia, as 18 equipas do Compasso Visita Pascal visitam cada casa anunciando a Ressurreição de Jesus Cristo. De ano para ano, tal como acontece um pouco por todo o lado, vêm-se menos casas a abrir a porta, nomeadamente, nos prédios de várias habitações, no entanto, desde há décadas que há necessidade de manter 18 equipas e durante todo o dia.

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Ao final da tarde, o ponto de encontro é no quartel dos Bombeiros Voluntários de Vila das Aves, sendo a “última casa a beijar a cruz”, ao som da sirene que anuncia a chegada do compasso.

Este ano, o mote foi o tema do ano pastoral da arquidiocese de Braga, ou seja, “Despertar a Esperança”, nomeadamente na componente de que “A Esperança é uma criança que tem sempre nove anos de idade”, com o pároco, Padre Fernando Azevedo Abreu a agradecer às equipas do compasso por terem sido “despertadores de esperança ao domicílio”. “Testemunhar o essencial é despertar a esperança e a fé”, enfatizou o sacerdote. A analogia ao tema pastoral e às crianças levou também a ser esse o tema do terceiro ano de catequese, já que estamos a falar, de grande parte das crianças que fazem a 1ª comunhão, por isso o símbolo que levaram foi uma curiosa fita métrica.

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A ouvir estas palavras estavam já milhares de pessoas concentradas nas ruas, aproveitando o bom tempo que se fez sentir, bem como uma delegação da cidade francesa de Saint-Etienne Lès Remiremont, com quem Vila das Aves está geminada.

Nota de destaque para a homenagem da paróquia a Deolinda Gomes, fundadora do Movimento Paroquial, entidade responsável pela dinamização de diversas iniciativas da pastoral local ao longo do ano. Nos cartazes levados no cortejo foi feita uma pequena retrospetiva da sua vida, sob o mote de “89 anos a despertar a Esperança”. entre outros dados foi referido que o seu filho Joaquim Carneiro foi ordenado padre quando tinha 60 anos, tendo fundado o Movimento Paroquial dois anos depois e o seu falcimento com 89 anos, com o seu funeral a ser presidido pelo Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, em Vila das Aves.

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Ainda no cortejo deste ano, nota para as vivências propostas para as caminhadas da Quaresma e do Tempo Pascal que a arquidiocese propôs, com as Guias avenses a decorarem o seu carro com o primeiro símbolo pascal, o sapato, que como o pároco evidenciou pretende simbolizar o usar de vestuário novo na celebração do dia do Senhor, nomeadamente neste especial em que se celebra a Páscoa. Essa preocupação exterior não é uma questão de vaidade, mas sim que “rezar em comunidade é algo especial”.

O cortejo foi até à Igreja Matriz onde decorreu a eucaristia de encerramento do dia de Páscoa, que contou com a dinamização das crianças do terceiro ano da catequese, que este ano farão a sua primeira comunhão, ao som do hino do Tempo Pascal, à semelhança do que havia acontecido na Quaresma, que teve música e letra apropriada e dedicada. A festa terminou com um jantar convívio que juntou todas as equipas do Compasso Visita Pascal.

Celso Campos