Redescobrir na reconciliação cristã o sentido da nossa vida


Vila das Aves refletiu tese de doutoramento de Dom Nuno Almeida


Depois de uma reflexão conjunta, Eugénia Dias e Nuno Roque Faria, desafiaram os conselheiros avenses a “redescobrir na reconciliação cristã o sentido da nossa vida”. Esta conclusão foi apresentada na primeira reunião do novo triénio do Conselho Pastoral Paroquial (CPP) de Vila das Aves, realizada na noite do passado sábado.

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O desafio surge após uma análise da tese de doutoramento do bispo auxiliar de Braga, Dom Nuno Almeida, intitulada “Busca de sentido da vida e reconciliação cristã”. esta reflexão surge no rescaldo da visita pastoral do prelado bracarense que ocorreu a 19 e 21 de Janeiro passado. Na ocasião Dom Nuno Almeida oferece um exemplar da sua tese ao pároco de Vila das Aves. O Padre Fernando Azevedo Abreu não perdeu tempo e levou parte da obra à primeira reunião do novo Conselho Económico Social, desafiando a nova tesoureira, Eugénia Dias e o novo vogal, Nuno Roque Faria a apresentarem a sua reflexão na reunião do CPP.

Assim, no espaço de uma semana, os dois analisaram e apresentaram uma reflexão sobre a obra. Primeiro, Eugénia Dias evidenciou que a tese parte do tema da reconciliação e depois para o pensamento de Viktor Franklin, um austríaco que viveu no tempo da II Guerra Mundial e que tendo criado uma clinica para doentes mentais judeus, salvou imensas pessoas, falsificando diagnósticos evitando assim a prática da eutanásia.

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Passou por quatro campos de concentração e viu morrer a mãe, a esposa e um irmão nas mãos dos nazis, mas foi aí que encontrou o sentido da vida. Dom Nuno Almeida diz que para Frankl “o sentido do ser está no amor” e para ele tal significa “uma atenção constante ao outro, respeito, hospitalidade, solicitude, partilha e abraço ao inimigo”. Por outro lado, “as feridas abertas são de facto ocasião de dor, de ressentimento, mas podem ser também de cura, de renascer, ou seja, de reconciliação”.
Na terceira parte da obra, o bispo cruza o pensamento de Frankl com a teologia. Aqui já foi Nuno Roque Faria a falar e a dizer que Jesus Cristo é o verdadeiro reconciliador. Citou a obra, afirmando que “cada pessoa tem a sua liberdade de escolher o seu próprio caminho, o homem aprisiona e mata, mas o perdão liberta e oferece vida nova”, por isso, o caminho de cada um tem de ser voltado “para o tu”. Continuando a expor o pensamento de Dom Nuno Almeida, cita, sustentando que “a morte de Jesus é reconciliação e reconciliante”. “Deus vem ao encontro do homem, ama-o e torna-o capaz de amar. Reconcilia-nos, doando-se e perdoando”, voltou a citar, para concluir que a “busca do sentido da vida e a reconciliação encontra-se na verdade do amor e o amor encontra-se em Jesus”.
Eugénia Dias e Nuno Faria terminaram a sua intervenção desafiando os conselheiros a “despertar esperança nos nossos grupos, estando mais presentes, que escutemos e que consigamos consolar. Que sejam mais empreendedores e mais dinâmicos, encontrando novos caminhos, mais ousados e criativos. É esse o nosso desafio”.
Os conselheiros apreciaram a forma como o tema foi apresentado foi elogiado, pois os dois foram surpreendidos com o pedido, aceitaram e no espaço de uma semana fizeram um trabalho “assinalável”.

Pela primeira vez, o padre Fernando, esteve acompanhado de Eugénia Dias, Rosa Pereira, Nuno Faria e António Gouveia, a nova Fábrica da Igreja avense. Os conselheiros foram ainda convidados a fazer um balanço da visita pastoral, havendo uma unanimidade na apreciação positiva. As visitas realizadas foram salientadas, bem como a visita aos doentes. Todos salientaram a simplicidade e a proximidade com que Dom Nuno Almeida esteve com todos com quem conviveu, culminando na celebração do crisma.
A reunião do CPP ficou ainda marcada pela eleição dos dois novos membros eleitos para o Conselho Permanente, no caso, as pessoas escolhidas foram Felisbela Freitas e Deolinda Pinto.