Instalação de 4 Martelos nos Sinos da nossa Igreja Matriz

Já sabíamos que em dezassete de junho de mil novecentos e trinta e dois (já lá vão oitenta e cinco anos) foram colocados na torre da igreja de São Miguel das Aves os quatro sinos: São Miguel, Nossa Senhora de Fátima, São José e Santo António.

Já sabíamos que em mil novecentos e sessenta e um (já lá vão cinquenta e seis anos) foram colocados motores nos sinos e também no relógio.

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Já sabíamos que ao longo dos anos foram feitas reparações e manutenções.

Já sabíamos que em vinte e três de fevereiro de dois mil e dez pagámos dois mil seiscentos e oitenta e nove euros e vinte cêntimos pela instalação de uma central OPUS na sacristia e na torre.

Já sabíamos que em dezassete de junho de dois mil e doze, os nossos paroquianos e irmãos Joaquim e António Gouveia Pereira tocaram manualmente os nossos sinos na Festa da Primeira Comunhão, tendo ficado uma placa afixada com dizeres apropriados.

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Já sabíamos que em vinte e nove de novembro de dois mil e treze começámos a pagar mil novecentos e dois euros e oitenta e um cêntimos pela substituição do motor de bamboar e pela aplicação de chumaceiras de rolamento.

Já sabíamos que em vinte e cinco de agosto de dois mil e dezasseis pagámos duzentos e trinta e nove euros e oitenta e cinco cêntimos pela reparação do relógio do mostrador e pela substituição do motor de sincronização.

Já sabíamos que o martelo do sino grande já tinha o motor avariado há muito tempo.

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Já sabíamos que em nove de dezembro de dois mil e dezassete avisámos que a Comissão de Festas de Santo André de Sobrado entregou mil euros que foram imediatamente destinados para o conserto da segunda fase dos sinos.

Já sabíamos que os nossos católicos avenses são apreciadores das mensagens sentimentais e vivenciais transmitidas pela magia da voz contagiante dos nossos sinos; a propósito recordo a quadra da autoria do nosso poeta Afonso Bastos, feita para um concurso realizado algures em Portugal:

Sino, coração da aldeia.
Coração, sino da gente;
Um a sentir quando bate,
Outro a bater quando sente!

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Foto 03

Já sabíamos que a firma Carlos e Luís Jerónimo telefonicamente nos disse ser possível instalar quatro martelos eletromagnéticos nos nossos sinos ainda antes do Natal desde que tal trabalho fosse pago na condição de pronto pagamento e no total de dois mil quatrocentos e oitenta euros e noventa e um cêntimos; na sexta-feira, dia vinte e dois de dezembro de dois mil e dezassete ficaram concluídos os trabalhos, foi paga a respetiva fatura e às 14 horas já tocaram para o funeral da saudosa Rosa Machado Azevedo que tinha falecido com noventa e dois anos de idade.

Agora publicamos as fotos com os martelos nos respetivos sinos; na foto nº1 temos o sino São José; na foto nº2, está o sino Ave Maria; na foto nº3 está o sino grande São Miguel e na foto nº4 temos o sino Santo António.

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Foto 04

Na foto nº5 estão superiormente os contactores velhos e a seguir os novos que foral colocados.

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Foto 05

Os quatro motores velhos que acionavam os martelos estão registados na foto nº6; fomos aconselhados não só a guardá-los como relíquias no nosso museu, mas também a colocar fio terra na proteção ao QE, cuja despesa neste momento ainda se ignora.

Agora sabemos que precisamos urgentemente dos donativos dos amigos dos nossos queridos sinos.

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Foto 06

Vila das Aves, 02 de janeiro de 2018, primeira terça-feira do mês e dia litúrgico da Memória Obrigatória de São Basílio Magno e de São Gregório de Nazianzo, compatriotas, célebres capadócios e sempre amigos nas provações, nascidos no mesmo ano de 329; o primeiro viveu cinquenta anos e o segundo sessenta anos. Ambos foram bispos e são Doutores da Igreja.

Padre Fernando de Azevedo Abreu