As minhas Arménias

Ninguém pense que vou referir-me às Arménias oriental e ocidental.

A Arménia por mim suspirada foi publicada na net no dia 7 de fevereiro de 2017, com o título “Queres ir à Arménia? Eu vou”. Este país é quase três vezes mais pequeno que Portugal.

Só não consegui visitar Sebaste para conhecer melhor a devoção ao mártir São Brás porque é uma zona da Arménia que presentemente está ocupada pela Turquia.

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Hoje quando falamos da República da Arménia é já a terceira e sua independência foi proclamada em 1990; só no ano seguinte foi consumada com o fim da União Soviética; a partir do ano 2018 irá vigorar o sistema parlamentar; presentemente o sistema político é presidencialista, eleito por cinco anos, podendo ser reeleito só uma vez; o poder legislativo pertence à Assembleia Nacional multipartidária e o poder executivo é exercido pelos ministros cujo primeiro ministro é nomeado pelo Presidente da República.

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Foto 01

Os meus relatos seguintes não estão por ordem cronológica.

A ARMÉNIA DESCONECTADA

À chegada à Arménia fui avisado pelo telemóvel que a ligação para Portugal custaria 5,82 euros por minuto; o tarifário para receber já era mais barato: 3,15 euros por minuto; também enviar SMS custaria 1,45 euros.

Por mais que se diga e se escreva que não é fácil passar férias desconectado, a verdade é que eu passei nove dias efetivamente incontactável e sem acesso ao correio electrónico. Igualmente nos quartos nunca liguei os ecrãs.

A ARMÉNIA DE DOIS APÓSTOLOS

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São Judas Tadeu (foto nº1) e São Bartolomeu (foto nº2) foram os dois apóstolos de Jesus Cristo que pregaram o cristianismo neste país da Ásia. O primeiro foi martirizado por volta do ano 66 e, aproximadamente dois anos depois, foi martirizado o Bartolomeu, biblicamente muito mais conhecido por Natanael.

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A ARMÉNIA DO ALFABETO (foto nº3)

O alfabeto arménio foi criado pelo monge Mashtots em 405 com 36 letras e hoje tem mais três, permitindo assim a tradução da Bíblia em grego para o idioma dos arménios; sobretudo os evangelhos estão ilustrados com antigas e preciosas miniaturas. Todas estas letras estavam divididas em quatro colunas com as respetivas cifras das unidades, dezenas, centenas e milhares.

A ARMÉNIA DO DEUS MITRA

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Foto 04

A pouco menos de 30 km da capital Yereván visitámos o templo pagão Garri (foto nº4), dedicado ao deus sol, chamado Mitra e que é o único existente na Arménia e que outrora (século III A.C.) foi uma fortaleza que serviu de residência de verão para os reis de então que até usufruíam de banhos termais com sistema complicado de quartos para água quente, morna e fria. Graças a Deus os cristãos conseguiram que Jesus fosse a luz do sol que é uma criatura de Deus; o terramoto de 1679 enterrou preciosidades.

Convém falar do deus sol como atenuante do que se passou no Concílio de Calcedónia em 451, lamentavelmente por nós conotados como monofisitas; é que então a Arménia oriental foi invadida pelos Persas que aceitaram o deus sol e impediram que o patriarca arménio estivesse presente nesse concílio ecuménico.

A ARMÉNIA DOS MOSTEIROS

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Foto 05

Este país do Câucaso tem imensos e antiquíssimos mosteiros, muitos deles considerados Património Mundial da Humanidade pela UNESCO; contemplar as fortes volumetrias e captar as suas ambiências é viajar pela cultura de muitos séculos.

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Foto 06

O mosteiro de Gueghard, situado a 35 kms da capital Yereván, fundado no século IV e de cujas estruturas praticamente nada ficou, tem famosa importância também por ser conhecida pelo mosteiro da Lança (que trespassou o lado de Cristo) e que o apóstolo Judas Tadeu trouxe para a Arménia. A típica e única arquitetura do atual mosteiro é do século XIII; pena foi que na brochura entregue pela Geostar venha escrito uma pura confusão terminológica; dentro desta vertentes profundamente alcantiladas soaram sons de vozes bem colocadas e que a Deolinda Pinto (fotos nº5 e nº6) muito atentamente esteve a observar técnicas de respiração abdominal.

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Foto 07

Outro mosteiro talismã na Arménia é o Khor Virap; a segunda palavra significa masmorra; a primeira significa profunda; é uma clara alusão ao local da prisão subterrânea do Gregório Iluminador durante treze anos (ou treze meses) por ter pregado o cristianismo. Descendo seis metros e meio por uma apertada escada metálica chega-se à masmorra que tem mais de quatro metros de diâmetro; no século VII foi construída e depois destruída uma capela; agora vê-se a construção do século XVII.

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Antes de lá chegarmos, parámos (foto nº7) para de longe se contemplar o monte bíblico Ararat onde encalhou a arca de Noé; alguns adquiriram uma pomba (foto nº7A) para no alto do mosteiro a soltar como Noé fez conforme se lê no capítulo oitavo do Génesis.

Este monte Ararat (símbolo Nacional da Arménia) hoje pertence à Turquia e no seu vale está a fronteira fechada; a gente contempla que do lado de lá estão as tropas da NATO; e do lado da Arménia, as tropas russas para fazer zona tampão.

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Foto 09

Registo que visitámos o mosteiro cruciforme da Santa Hripsime, do século VII que teve primitiva construção do Gregório Iluminador; fotografei as animadoras musicais (foto nº9A).

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Existem mais dois mosteiros declarados Património Mundial da Humanidade pela UNESCO; situados perto um do outro foram também construídos na mesma época, século X: Sanahín e Haghpat; embora estejam muito degradados ficaram célebres pelos preciosos manuscritos das suas bibliotecas e pelo ensino de várias ciências.

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Foto 10

Na foto nº10 o pintor pediu muito dinheiro ao Francisco e ao José Coelho pela aquisição daquele quadro.

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Foto 08

Também no século VII foi construído o templo de Zvartnots (foto nº8, sito a 3 kms de Echmiadzin e destruído pelo terramoto no século X) dedicado ao Gregório Iluminador, precisamente no local onde o rei Tirídates III se encontrou com o Gregório Iluminador; nas ruínas, pela UNESCO declaradas extraordinariamente Património Mundial da Humanidade, ouvimos com prazer o quarteto registado na foto nº9.

Atenção ao significado etimológico da palavra Zvartnots: casa dos anjos, ou anjos vigilantes ou anjos celestes!

Há que acrescentar mais este pormenor: o aeroporto da Arménia chama-se Zvartnots!

A ARMÉNIA DO LAGO SEVÁN

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Foto 11

Depois de termos deixado a fronteira com a Geórgia em Sadakhlo; depois de termos visto tanta pobreza; depois de termos visto o cemitério industrial (ex-soviético) de Vanadzor; depois de termos serpenteado por tão altas e imponentes montanhas, eis-nos chegados ao paraíso do hotel em Dilijan (foto nº11), mas ainda faltavam 96 kms para chegarmos à capital Yereván que rima muito bem com Sevan que lhe fica a 66 kms de distância.

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Foto 13

Aqui neste hotel tirei a foto nº12 ao Domingos Sá Fontes e à esposa Isaura, casados há 50 anos; na foto nº13 o monsenhor Moreno está a rezar a Liturgia das Horas na sua sacada; ao falar de Seván eu poderia dar primazia ao mosteiro que Gregório Iluminador lá construiu sobre um templo pagão no ano 305 D.C.; no século IX este mosteiro adquiriu muito esplendor cultural e espiritual e esta península foi local de muitas peregrinações; hoje é turisticamente muito aprazível.

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O passeio de barco durante quase uma hora (fotos nº14 e nº15) permitiu-me registar na foto nº15A a residência de verão do Presidente da República da Arménia. Este lago Seván (foto nº16), verdadeiro e maravilhoso ecossistema, alimentado por 28 rios e correntes, atualmente tem 1.240kms 2 de superfície; na sua margem comemos duas qualidades de peixe.

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Os arménios, quando foram vítimas do bloqueio económico em 1990 durante cinco anos, esgotaram muitas espécies piscícolas endémicas; hoje são o maior exportador de pescado; já agora acrescento que a Arménia é grande exportadora não só de cordeiro vivo para o Irão, mas também de energia, de minério, de damasco, uvas, pêssego, frango e batatas.

A ARMÉNIA DO LAVASH

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Foto 17

O pão lavash é um pão muito fino cuja lenda nos diz que salvou a vida ao rei arménio chamado Aram; todos nós comemos muito pão preparado em forno vertical (foto nº17).

A ARMÉNIA DA SUA SANTA SEDE (foto nº18)

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Foto 18

Echmiadzin, cidade situada a 20 kms da capital Yereván, é o vaticano dos arménios e também já foi a capital do país durante 156 anos até ao ano 340 D.C. A UNESCO também declarou Património Mundial da Humanidade esta igreja construída no ano 303 pelo Gregório Iluminador sobre um templo pagão; no domingo, dia 23 de julho de 2017, tive a dita de ver a festa solene que os arménios celebram à Transfiguração do Senhor e que nós católicos celebramos sempre no dia seis de agosto e que neste ano irá ocorrer no próximo domingo; gostei imenso de ver os seus ritos celebrativos, pois eu já tinha tido igual dita de ver a celebração da Transfiguração do Senhor na Igreja Ortodoxa Russa; como não há imagens, então não faltam ícones muito bem escritos.

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Foto 19

Como foi organizado um cortejo da igreja até à residência do Catholicós (Patriarca), a fim dele vir participar na celebração da Transfiguração, eu registo que o clero arménio nele se incorporou, nomeadamente os bispos (todos celibatários) os arquimandritas, os sacerdotes, os diáconos e os clérigos divididos por quatro grupos, nomeadamente os exorcistas e os sacristães; os sacerdotes que optaram pelo celibato usam um capuz em forma cónica (foto nº19).

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Foto 20

O grupo coral arménio tem muita participação ativa (foto nº20). É de registar que a confissão individual nunca foi obrigatória; mas a coletiva é necessária para se comungar; nesta o padre faz o exame de consciência em público e cada penitente repetirá três vezes dizendo “me arrependo”.

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Foto 21

Nesta catedral de Echmiadzin (foto nº21) a Igreja Arménia canonizou os mártires do genocídio ao comemorar o seu primeiro centenário em 23 de abril de 2015.

No tempo das ferozes perseguições de Estaline (que subiu ao poder em 1924 após a morte de Lenine) milhões de arménios foram executados e deportados, incluindo o patriarca Khoren I que em 1938 também foi assassinado.

Neste dia da Transfiguração, celebrado 98 dias depois da Páscoa, há uma tradição de deitar baldes de água seja a quem for e em qualquer sítio ou lugar; claro está que o nosso Francisco Abreu Luís prestou-se para muitos banhos, pois levavam muita roupa alternativa; mas a Aurora Mano, a quem lhe peço licença para este aparte, foi uma pobre vítima, pois a sua veste superior, transparente, curta e larga não a ilibou da hipotermia!!! valeu-lhe não só a minha prudente colocação das mãos, mas sobretudo a radioatividade do Daniel Araújo que com a sua esposa Isabel tinha sofrido essa fobia na Rússia em 2016.

A ARMÉNIA DO GENOCÍDIO

Tudo começou e se complicou com a primeira guerra mundial de 1914 a 1918: Alemanha, Áustria e Turquia contra a Inglaterra, França e Rússia; todos os arménios residentes na Turquia deviam alistar-se nas tropas da Turquia; mas do outro lado da barricada havia muitos arménios alistados nas tropas russas; assim em 1915 começou o extermínio da população arménia dentro do império turco; foram criados 25 campos de concentração; a verdade é que deste Genocídio somente sobreviveram menos de 600 mil arménios numa população de dois milhões!

O embaixador da Alemanha na Turquia foi cúmplice neste Genocídio, enquanto que o embaixador dos Estados Unidos foi muito amigo dos arménios; talvez assim se justifique que hoje na Arménia a embaixada dos Estados Unidos seja a segunda maior do mundo.

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O Papa Francisco no 1º centenário deste Genocídio (há dois anos) foi a primeira autoridade mundial a usar e lamentar esta palavra Genocídio! Quando visitámos o Museu (este guarda da foto nº22 não nos deixou entrar porque estava na hora de se fechar a porta; mas a guia Sara taticamente desobedeceu) e o Memorial do Genocídio (fotos nº23 e nº24) ouvimos relatos de horríveis sofrimentos perpretados pelos mesmos loucos ministros, oficiais e militares que 24 anos depois (na segunda guerra mundial de 1939 a 1945) construiram iguais campos de concentração!

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Foto 24

A ARMÉNIA DOS MORTOS

Quando íamos visitar o cemitério medieval de Noratuz, no início da tarde de sábado, dia 22 de julho de 2017, deparámo-nos com um funeral civil (sem padre e sem nenhum estandarte); atrás do caixão levado numa viatura, iam os homens e só depois as mulheres.

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Foto 25

A guia Sara informou-nos que todos os mortos têm de ser autopsiados no hospital antes de serem sepultados. Quando deparámos com numerosas cruzes de pedra, algumas agrupadas em ricos mausoléus familiares, até visitámos a sepultura de um padre rodeada de vidros partidos, simbolizando a quebra supersticiosa do medo (foto nº25).

A ARMÉNIA DOS CATÓLICOS

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Foto 26

O cónego Fernando Monteiro, único responsável pelos 34 católicos do nosso grupo, tinha programado uma celebração eucarística na tarde de domingo, dia 23 de julho de 2017; o local escolhido (foto nº26) foi a igreja católica dedicada a São Gregório de Narek; pela minha devoção registo que este monge, teólogo, filósofo, poeta e músico, faleceu no mosteiro de NAREK , em 1003, mais ou menos com 53 anos de idade; na Divina Liturgia do Rito Arménio há muitas orações da sua autoria. O nosso Papa Francisco declarou Doutor da Igreja este São Gregório de Narek; este restrito título foi declarado no momento histórico, deveras kairológico: em 2015, ano do primeiro centenário do Genocídio. Foi pena não ter sido liturgicamente valorizado.

A nossa pobre eucaristia dominical celebrada na igreja católica arménia não foi certamente de harmonia com esta frase da Santa Madre Teresa de Calcutá: “celebra cada Eucaristia como se fosse a primeira. Celebra cada Eucaristia como se fosse a última. Celebra cada Eucaristia como se fosse a única”.

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Foto 27

Na foto nº27 a nossa guia Sara, que sabe muito bem ensinar a pensar, foi intérprete do pároco católico que tem 40 anos e estudou em Itália.

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Foto 28

Na foto nº28 está o Eduardo Pereira como leitor da primeira leitura.

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Foto 29

Na foto nº29 está o cónego Fernando Monteiro que proclamou a segunda leitura e rezou o salmo responsorial.

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Na foto nº30 está o monsenhor Moreno que proclamou o Evangelho e fez a homilia.

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Na foto nº31 está o padre Manuel Rodrigues que rezou a oração dos fiéis. Os fiéis da assembleia ficaram registados na foto nº32.

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Foto 33

A foto nº33 foi tirada no final para que ficassem fotografados todos os presbíteros presentes, alguns cantando “minha Senhora e minha Mãe”, mas não tenhamos dúvidas de que a nossa Igreja Católica, disseminada por todo o mundo, está fragmentada e vive “à la carte” como escreveu o dr. Carlos Aguiar Gomes no Diário do Minho de quinta-feira, dia 20 de julho de 2017.

A ARMÉNIA DA CAPITAL

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Foto 34

Antes de mais desejo valorizar este importante pormenor: 25 imperadores de Constantinopla (Bizâncio) foram arménios, talvez por causa da rota da seda que vinha da China e passava pelos albergues da Arménia a caminho de Bizâncio. A Yereván atual é uma capital segura e tranquila com muito bom ambiente diurno e noturno (foto nº34); é uma cidade que se julga mais antiga do que Roma uns 29 anos; construída em círculos concêntricos, tem uma célebre Cascata em cuja zona estão expostas várias e até impressionantes esculturas, onde a nossa Joana Vasconcelos tem a sua escultura exposta, conforme se pode ver na foto nº35.

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Foto 35

Ao percorrermos a avenida pedonal ficamos até pasmados com a imponência de certos edifícios; ficamos deveras admirados com o desfile de arménios da diáspora, pois mostraram forte identidade nacional; também não falta a consagração pública ao Aznavur!

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Foto 36

Na foto nº36 estão os últimos que na fronteira com a Geórgia estão a despedir-se da guia Sara, mãe de dois filhos, e que está à minha direita.

A ARMÉNIA SEM A GEÓRGIA

Poderá alguém desculpar-se com a Lufthansa que não tem carreira regular para o aeroporto internacional “Zvartnots”, mas sim para Tblisi, capital da Geórgia; mas estar na Geórgia dois dias e meio e por duas vezes como nós estivemos é cair no descrédito; gostei de ouvir o padre Manuel Rodrigues duas vezes dizer publicamente à guia Tamara: isto é uma refeição miserável; o cónego Fernando Monteiro publicamente lamentou a pobre culinária georgiana.

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Foto 37

O fóssil humano mais antigo da Europa, que estava programado na visita ao Museu, ninguém o viu! Mas para mim o pior descrédito foi no aeroporto quando eu fui pagar uma segunda bagagem já devidamente plastificada e endereçada, podendo somente ser paga com cartão de crédito; quando o apresentei no respetivo balcão eles demoradamente telefonaram para a Mastercard a perguntar se eu tinha plafom! A guia Tamara (foto nº37) merece a minha gratidão e as cinco mulheres da foto nº38 parecem bem dispostas com ela.

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No alto da torre de vigia não faltam vigilantes sorridentes (foto nº39).

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À mesa e com música ambiente (fotos nº40 a 44) toda a gente se recordará que eu fui o único português a ir para a pista!

Vila das Aves, 1 de agosto de 2017, primeira terça-feira do mês e dia litúrgico de Santo Afonso Maria de Ligório, Doutor da Igreja. Neste dia faleceu há 40 anos o Cardeal Cerejeira, que sendo natural de Lousado, almoçou duas vezes na residência paroquial, quando eu era lá pároco e a minha saudosa mãe a cozinheira.
Padre Fernando de Azevedo Abreu