Paroquianos empenham-se em dignificar o dia de Páscoa

Amor é o centro do Cortejo Pascal em Vila das Aves

O Cortejo Pascal em Vila das Aves é um evento “feito com muito amor” enfatizou o pároco, Padre Fernando Abreu, ao final da tarde de Domingo, momentes antes de se iniciar o tradicional Cortejo Pascal que marca este dia nesta paróquia do Arciprestado de Famalicão e da Diocese de Braga.
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As palavras ditas pretenderam mostrar a gratidão da paróquia às centenas de pessoas que se juntam, para que, desde o início do ano, se prepare este cortejo. “Estamos a reconhecer o amor de muitas pessoas anónimas”, disse o pároco no quartel dos bombeiros locais, de onde partiu o cortejo rumo à Igreja Matriz.

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Na mensagem pascal, o padre Fernando Abreu falou de felicidade e disse que os avenses vivem uma “Páscoa feliz porque acreditamos”, citando a sagrada escritura. Acrescentou que “é feliz todo aquele que acredita que Jesus Cristo é o Salvador, que ressuscitou dos mortos e que nos permite acreditar que também nós, um dia, ressuscitaremos”.

A ouvir estas palavras estavam já milhares de pessoas concentradas nas ruas, aproveitando o bom tempo que se fez sentir. Também as 18 equipas do Compasso Visita Pascal ouviram o reconhecimento do sacerdote assim como o novo e o antigo juiz da Cruz. O Padre Fernando mostrou gratidão por todo os anos de serviço de Manuel Lima e também a passagem de testemunho para José Almeida Mendes Leal, agora responsável por toda a vivência pascal.

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Nota de destaque para a presença inédita de uma delegação do Moçambique. Há alguns dias em Vila das Aves, fruto da ação de Abel Ferreira, presidente da Associação Luso-Moçambicana, estiveram presentes e viveram com entusiasmo vísivel, Benedito Eduardo Guimino, presidente do município de Inhambane, acompanhado de Joaquina Namburete, vereadora para a área da Mulher e Acção Social, além de Americo Tomás Dique de Jenga, assessor económico do presidente e de Fernando Matias, empresário na ára da construção.

Todos viram o elemento agregador do cortejo, ou seja, o símbolo do coração e do amor, ao mesmo tempo que foi dado o mote para o tempo pascal que agora se inicia e que anda em torno da expressão: “O tempo Pascal faz memória da Páscoa de Cristo na História”. E esta mensagem foi, de resto, o fio condutor do cortejo, com a evocação das várias aparições do ressuscitado, desde o Antigo Testamente com a passagem de Jonas, até ao Evangelho e os atos dos Apóstolos, por exemplo.

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Não poderia, este ano, e a dias de se assinalar o centenário, serem esquecidas as aparições de Fátima, com a mensagem de que nesse local “o futuro foi profetizado e vivivo pelos três pastorinhos”. A esse propósito, milhares viram ainda a mensagem das Guias de que Fátima é o coração de Portugal e que “a vida nasce do coração”.

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O cortejo foi até à Igreja Matriz onde decorreu a eucaristia de encerramento do dia de Páscoa, que contou com a dinamização das crianças do 3º ano da catequese que este ano farão a sua primeira comunhão. Na homilia, o pároco evidenciou que as 18 equipas do compasso “não andaram a anunciar a Boa Nova por conta própria, mas por conta de Deus”, aliás, o padre Fernando, evidenciou que “todos andamos a anunciar no dia de hoje”, seja participando ativamente ou apenas sendo testemnhas de fé. Sempre a dar valor à música e ao cântico litúrgico, indicou que “estamos a escrever a História de Deus, por isso vamos cantar sempre em todo o tempo pascal e fazer memória da Páscoa de Cristo na História”.

A festa terminou com um jantar convívio que juntou todas as equipas do Compasso Visita Pascal.
Celso Campos