Estou a escrever no primeiro mês da opção radical pela mudança para o Escutismo Católico Português, vulgarmente conhecido pela sigla C.N.E. (Corpo Nacional de Escutas). De facto, em todas as secções dos agrupamentos deve ser “posto em campo” o Novo Programa Educativo que constitui um enorme desafio de gestão na sua condução; ainda bem que temos uma competente liderança (Carlos Alberto, a nível nacional; Ivo Faria, a nível regional; Valdemar, a nível nucleal; Joaquim Sérgio, a nível local) cujo mérito vivencialmente social, cultural e eclesial inspira confiança.

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Foi dito e escrito que esta mudança escutista é consequência das várias mudanças que a sociedade sofreu nas duas últimas décadas, onde as novas relações intergerações fazem lembrar as proféticas preocupações de Baden-Powell, Fundador Mundial do Escutismo. No que ao C.N.E. diz respeito, desde o ano 2001 que foi conscientemente encetada uma renovação não só reflectida, discutida e amadurecida, mas também testada, aprovada e regulamentada.

Convencido estou que aos oitenta e sete anos de vida do Escutismo Católico Português, as mudanças no sistema de progresso (novas etapas para se atingir os objectivos educativos para cada uma das seis áreas de desenvolvimento, onde a da afectividade constitui especial novidade) na mística e na simbologia irão fazer caminhar toda a gente na alegria para uma evangélica cidadania.

Quanto à nova nomenclatura das secções e seus Patronos, estamos esclarecidos. Na primeira secção, tudo na mesma (bandos, alcateia, São Francisco de Assis), embora tenha a novidade dos modelos de vida: Clara de Assis, Beatos Francisco e Jacinta.

Na segunda secção, o Patrono agora é São Tiago Maior, e a unidade formada por várias patrulhas de Exploradores agora tem o nome de Expedição.

Na terceira secção, o Patrono agora é São Pedro, e Comunidade é o nome dado à unidade formada pelas equipas de Pioneiros.

Na quarta secção, o Patrono continua a ser São Paulo, mas o Clã dos Caminheiros é formado por tribos; curiosamente se houver só uma tribo (o que acontece no nosso Agrupamento 0004 do C.N.E. de Vila das Aves) chamar-se-á tribo isolada, e não Clã.

Convém lembrar também que no Novo Programa Educativo o Método do Projecto (não confundir com o Método Escutista, constituído por sete maravilhas) não foi alterado, pois tal ferramenta os escuteiros (dos seis aos vinte e dois anos de idade) podem usar para organizar as suas actividades. Ora é neste ponto que eu queria situar o ACAREG que a Região de Braga organizou em São Pedro de Rates nos dias quatro a oito de Agosto deste ano de 2010, e onde o nosso agrupamento escutista esteve presente com uma patrulha de Exploradores e uma equipa de Pioneiros; com estes bravos me encontrei na sede escutista quatro dias antes de partirem para se juntarem aos 4.500 habitantes dessa cidade de lona! Muito eu queria neste momento valorizar e até ilustrar a sua presença no ACAREG, mas as três diligências que fiz junto do Dirigente Moreira não surtiram atempado efeito. Acredito totalmente que este grande Projecto do ACAREG 2010 tenha obedecido às cinco fases do Projecto. Mas, por aquilo que li na Comunicação Social, muito me apaixonei pelo riquíssimo Imaginário Medieval (século XIV) do “Nuno-Escuteiro de Acção como Tu”, respectivamente Nuno Álvares Pereira (Patrono Nacional do C.N.E.) Menino, Rapaz, Jovem e Homem. Muito me admirei pelos Éditos de El Rei D. João I e seu Condestável, e também muito imaginei pelas intervenções da Ala dos Curas nas fases do enriquecimento e das litúrgicas celebrações, à luz do tema do Ano Escutista, agora terminado: “Nós Somos Palavra-Agir com S. Nuno”.

Mas não há como ir “cheirar” o ACAREG 2010, e logo sozinho de bicicleta, feito espião de Castela! Na foto nº1 (tirada pelo Manuel Pacheco, Chefe do Agrupamento nº1189 de Corim-Rio Tinto) estão sob o pórtico do ACAREG os seguintes escuteiros, da direita para a esquerda: Marta Isabel Carneiro Fernandes (Caminheira do Agrupamento nº 219 do C.N.E. de Gualtar), Padre José Carlos Vilas Boas (Assistente Regional do C.N.E. de Braga), P.F. (Assistente do Agrupamento nº 0004 do C.N.E. de Vila das Aves), Ivo Faria (Chefe Regional do C.N.E. de Braga), e Isabel Ferreira (Dirigente do Agrupamento nº 219 do C.N.E. de Gualtar) que me passou a autorização de circulação livre conforme fotos nºs 2 e 3. Uma vez que o Padre José Carlos Vilas Boas ia terminar a sua Assistência Regional neste ACAREG, manisfestei-lhe com amizade escutista os meus “sentidos pêsames” por não continuar mais tempo neste serviço ao Escutismo Católico Português, cada vez mais necessitado de Assistentes tão qualificados como outros Dirigentes.

Os pórticos do Campo dos Lobitos e do Campo dos Exploradores estavam muito próximos e a respectiva fotografia (nºs 4 e 5) foi tirada pela Sónia Sá, Dirigente do Agrupamento nº 519 do C.N.E. de Paredes; entretanto, estava a chegar uma viatura de alta cilindrada, conduzida pelo “pesado” Padre Manuel António Lopes (Assistente dos Agrupamentos do C.N.E. de Avidos, Lagoa e Areias), acompanhado à sua direita pelo Padre Vítor Agostinho da Costa Ribeiro (Assistente do Agrupamento do C.N.E. de Calendário).

Após ter pedalado para o lado norte, fui encontrar primeiramente o pórtico dos Caminheiros, cuja fotografia nº6 foi tirada pelo Vítor Macedo, Dirigente do Agrupamento nº 346 do C.N.E. de Cervães. A fotografia nº 7, tirada pelo Jorge Pinto (Chefe do Agrupamento nº 1058 do C.N.E. de Loureira-Vila Verde) mostra o pórtico do campo dos Pioneiros. Aos proprietários das duas matas privadas e à Junta de Freguesia de São Pedro de Rates pela sua mata disponibilizada, um “grande voto de agradecimento profundo”, extensivo à Câmara Municipal da Póvoa de Varzim pelo seu apoio.

Ao pedalar na subida para a saída do ACAREG, vinha na descida o Engenheiro Faustino (Dirigente do C.N.E. de Delães, que tive o prazer de o cumprimentar) que vinha com um bando de Lobitos que, depois da caçada matinal, vinham cheios de fome, pois já eram 12,15 horas!

Pedalados mais ou menos cinco quilómetros, parei no restaurante “Os 3 Rapazes” e almoçei conforme aqui registado na foto nº 8. Às 13,45 horas já estava a pedalar sob calor sufocante, mas com a acção calmante da água refrescante!

Às 15,15 horas já eu estava a pedalar na temível subida da Pinguela! Quando o P.F. chegou à Residência Paroquial tinha pedalado 74,26 quilómetros; mas havia pressa em assumir compromissos na romagem ao cemitério de São Tomé de Negrelos, pois faria 71 anos de idade a Maria Arminda Guimarães Fernandes, repentinamente falecida em 24 de Junho p.p. após ter participado na classe de natação nas piscinas do Centro de Apoio António Martins Ribeiro, onde era utente desde a abertura em 1/Abril/2000. Os Directores: Drª Sara Catarina, Dr Adélio Castro e a Responsável Técnica Profª Júlia, tudo fizeram para consolar momentos de tão grande dor.

Na Eucaristia celebrada às 19 horas na nossa Igreja Matriz participaram muitos familiares enlutados, sobretudo o seu marido Joaquim Almeida meu ilustre condiscípulo do Seminário bracarense; o Lar Familiar da Tranquilidade, que já tinha depositado uma lápide comemorativa, entregou flores e medalha do benemérito numa liturgia tão apropriada com a Festa da Transfiguração do Senhor.

Voltando ao ACAREG 2010, a última fase do seu Projecto é a avaliação; seja-me permitido avaliar que o Diário do Minho fez uma excelente cobertura, aliás reconhecida pelo Mestre da Ala dos Cronistas; mas no seu suplemento de 5/8/2010 é pena ter havido confusão entre Núcleos e Arciprestados, pois, por exemplo, os Escuteiros do Arciprestado de Esposende pertencem ao Núcleo Cego de Maio, do Arciprestado de Vila do Conde e Póvoa de Varzim. Também foi pena que o Cronista ao falar da homilia do Grão-Mestre da Ordem do Paço não tenha dito se ela foi bíblica perante o tal Imaginário Medieval.

Vila das Aves, 07/09/2010, primeira terça-feira do mês e último dia para eu enviar este artigo para a Net, precisamente quando a Selecção A do nosso futebol nacional acaba de perder por um a zero na Noruega, país ligado ao ACAREG 2010 porque vinte escuteiros noruegueses estiveram acampados em Rates.

Padre Fernando de Azevedo Abreu.

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